Algumas estagiárias…
e suas histórias picantes

Algumas histórias picantes de meninas que começaram bem no primeiro estágio, no primeiro emprego.
Meninas e seus colegas, meninas e seus chefes, meninas e seus namorados, enfim, meninas.
15 histórias
01 – Meu primeiro estágio… meu primeiro reboliço
02 – Minha chefe, meu supervisor… e o menino capeta
03 – O puto fotografando secretamente minhas intimidades… e a história da minha tia
04 – Meu primeiro emprego… e o cara mais louco que já conheci
05 – Flagrada em busca do HO mais próximo
06 – Ô tio… não desconfia, não?
07 – Apenas boas amiguinhas
08 – Se o meu namorado ver certas fotos
09 – Minha mãe e… uma pequena grande aventura com o meu chefe até que…
10 – Entre o patrão e o segurança, tomei no c*
11 – A Lanchonete Come Quieto… mas foi só um beijinho, eu juro
12 – Um delicioso passeio de moto até São Vicente, um tombo
13 – Encontro marcado na Linha 5… para me descomplicar
14 – Meu chefe branquelo achando que ia me impressionar
15 – Bus Stop
+ 15 minicontos (contos condensados)
Boas leituras!

01
Meu primeiro estágio…
meu primeiro reboliço
Marina S. B. (2006) – Belo Horizonte MG.
Imagina você dar uma cueca de presente para o seu namorado e depois descobrir que ele estreou a cueca com outra.
Agora imagina uma menina que ganha uma calcinha, pede para o namorado levá-la para conhecer um certo barzinho, depois um certo um motel…
Vão imaginando!

Pagando boquete pro chefe e… beijando o namorado
A Suélen é minha amiga desde muito tempo, estudamos juntas, sempre saímos juntas, e agora trabalhamos juntas, gosto demais dela, só que tem certas coisas que ela faz com o namorado que eu não teria coragem de fazer com o meu, de jeito nenhum.
Na verdade, eu não teria coragem de fazer nem o que ela faz, como chupar alguém que nem conhece numa balada, chupar o nosso chefe quase todas as tardes, antes um pouco de irmos embora… e deixar ir até o fim na boca.
Acontece que o namorado dela vem buscar ela no serviço todos os dias, e me dá uma carona também e… do banco de trás fico olhando ela beijar ele.
– Como você tem coragem? – pergunto, o tempo todo.
– Meu amor… o que os olhos não veem o coração não sente. – ela sempre me responde.
Só que um dia os olhos viram.
(…)
Marisa S. V. (2006) – S. Caetano do Sul – SP

02
Minha chefe,
meu supervisor…
e o menino capeta
Cássia D. E. T. (2005) – São Paulo – SP
Minha chefe, que , por sinal, é minha madrinha, me ensinando coisas da bíblia e, também, os perigos para um menina, assim novinha como eu, no meu primeiro emprego em uma empresa cheia de marmanjos tarados.
Meu supervisor, um dos marmanjos tarados.
Meu colega, outro estagiário, um verdadeiro capeta.
Uma certa sala pouco frequentada.

Se tenho dois chefes, preciso dar pros dois?
Minha irmã, três anos mais que eu, arranjou o seu primeiro emprego e também um “amantesamento” com o seu chefe; é que primeiro foram amantes, enquanto ela ainda mantinha um namoro que vinha desde os seus 16 anos, e depois… depois de dois anos botando galho no namorado, largou dele para casar com o chefe.
Minha prima também sacaneou o seu namorado com o chefe, por um bom tempo, só que o namorado e a mulher do chefe acabaram descobrindo, a um só tempo, e ela acabou ficando sem o namorado e sem o emprego.
Agora eu, com quase 19 anos, mas que tenho um primeiro e único namorado desde os 14, comecei meu primeiro emprego e já nos primeiros dias o meu chefe começou a demonstrar seus reais interesses pra cima de mim.
Só que agora, passado uns três meses, o chefe do meu chefe… quer dizer, duas vezes meu chefe, também anda demonstrando seus reais interesses.
E aí como é que eu fico?
Dou pra ele também?
É uma situação é séria.
Roseline A. T. (2006) – Sacomã – São Paulo – SP

03
O puto fotografando secretamente minhas intimidades… e a história da minha tia
Gabriele G. C. (2004) – Londrina – PR
Eu dava para o David, meu chefe, dava mesmo, não vou mentir, não vou negar. Era casado, mas, além de gostoso que só, ele me oferecia algumas chances.
Mas tinha o Senhor Sílvio, gerente de nós dois… o homem não tinha coragem de me cantar e ficava me mandando, anonimamente, fotos de partes íntimas de meninas. Até que um dia, numa das fotos, reconheci uma calcinha minha, minhas coxas.
O BO que deu eu nem conto, pelo menos por enquanto, pois tudo aconteceu enquanto eu fazia estágio numa big agro empresa aqui da região, e o meu namorado ficou sabendo dos rolos, mas não dos enrolados… quer dizer da enrolada.
…
Vou contar, então, a história da minha tia, pois foi quase igual… quer dizer, não foi nada igual, foi…
…
Minha tia Mary tem tem 65 anos…

Minha primeira tesoura
– LEMBRA? – perguntou a Amanda, e desencadeou lembranças, lembranças…
LEMBRANÇAS DOS TEMPOS DO COLEGIAL, quando ela, a Karen e eu estávamos sempre estudando juntas, saindo juntas, azarando os meninos juntas…e dormindo juntas, uma na casa da outra, outra na casa da uma.
Lembranças de uma certa noite, chegando de uma balada, as três embaladas, já deitadas no quarto da Karen, e com a luz apagada, quando a Karen disse: – Vou me masturbar. E nos três nos masturbamos, cada uma por si.
E aquilo passou a ser uma rotina entre a gente, mas, o mais próximo que estivemos de um contato físico foi uma vez, no banheiro, cada uma tomando um banho e, de repente, à luz aberta… três meninas peladas se masturbando.
O TEMPO FOI PASSANDO, perdendo contato, a Karen sumiu… reencontrei a Amanda na faculdade, ela dormindo aqui em casa, já deitadas na mesma cama, no escuro, comentando sobre os nossos namorados…
– LEMBRA? – ela perguntou, mas… foi encaixando seu quadril no meu, já estava sem calcinha, fui tirando a minha, ela foi subindo, encavalando, dois Ys opostos, dois Vs abertos, duas xanas a pleno fogo numa esfregação só, MINHA PRIMEIRA TESOURA…
Flávia A. E. M. (2006) – V. Mariana – São Paulo – SP

04
Meu primeiro emprego… e o cara mais louco que já conheci
Cibeli A. R. R. (2005) – São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ)
Nascida e criada em Jundiaí (SP), logo que fiz 18 anos mudei para a casa da minha tia, em São Paulo (SP), para fazer a faculdade e trabalhar com o marido dela, meu tio agregado.
Já sabia que ele era meio doidão, mas não imaginava o quanto. Meu (nosso) trabalho incluía pequenos bate e volta até o Rio de Janeiro.
E lá, no Rio de Janeiro…

Meu primeiro emprego… só não apanhei por azar da minha colega
Nunca fui aquela menina namoradeira nem muito ficadeira, e transar mesmo só com o namorado que tenho desde os 16 anos, hoje tenho 18 e alguns meses.
Mas aí aconteceu que arranjei o meu primeiro emprego e, logo nos meus primeiros dias acho que me apaixonei por um colega e, mesmo sabendo que ele tem namorada, começamos a sair. Primeiro apenas encontros sutis, lanchinho, papinho, depois, barzinho, chopinho, e por fim… motel.
Eu nem acreditava, uma aventura muito gostosa, só temia pelo dia que o meu namorado descobrisse. Mas não foi o meu namorado quem descobriu.
Certo dia, trabalhando tranquilamente na minha mesa, olhando pra o meu colega na outra mesa, só pensando e em mais uma escapadinha no final do dia… de repente um reboliço desgraçado na mesa atrás de mim, uma menina agarrando a outra pelos cabelos, jogando no chão, chutando, xingando de tudo quanto é nome…
Só quando restabeleceram a paz é que descobri que a agressora era a namorada do meu colega, e que tinha me confundido com a outra menina, muito parecida comigo.
(…)
Mirian Makeba S. B. (2006) – Taboão da Serra – SP

05
Flagrada em busca do HO mais próximo
Larissa E. V. (2005) – São Paulo – SP
Minha prima dá, dá, dá… e continua com o mesmo namorado, pois mesmo nas vezes em que ele a flagrou fazendo xixi fora do pinico, ele a perdoou.
– Dá também, dá também… – ela vivia me dizendo.
Eu vivia respondendo que não queria isso, que tinha o meu namorado.
Mas, quando arranjei o meu primeiro emprego, dei uma vez, dei uma segunda vez, terceira, até que…

Que ninguém tente me entender, por favor
Meu irmão mais velho sai do trabalho, no Metrô, às 10 da noite, eu saio da faculdade às 10 e 15, ele me pega e a gente vem pra casa.
Certa noite, voltando com ele, tomei a decisão de fazer aquilo que fazia tempo, muito tempo mesmo, eu vinha ensaiando.
Sempre havia me faltado a coragem, mas naquele dia eu estava decidida, desse no que desse. Era arriscado, super arriscado, em todos os sentidos, mas…
Chegamos em casa, os pais e nossa irmã menor já dormindo, ele foi para o banho, dois minutos depois fui também, ele já no box, eu tirando a roupa e entrando junto, me esfregando nele, ele super surpreso, pinto duro…
– Não fala nada, não fala nada! Tô com vontade, muita vontade. Me come! Me come gostoso, come…?
Tudo em silêncio, e dali para o meu quarto, minha cama… matando um desejo que já vinha de anos.
Simara G. (2007) – V. Morais – São Paulo – SP

06
Ô tio… não desconfia, não?
Olívia A. S. (2003) – Alvorada do Sul – PR
Ele não é meu tio de verdade, só nos apresentamos como tio e sobrinha por conta de laços de convivência e tudo o mais.
Um amor de pessoa, um amor de homem, muito mais afetivo que o meu pai.
Só que, com duas vezes e meia o dobro da minha idade, teve um momento em que ele cismou de pegar uma novinha.
E essa novinha era eu… e foi lá em Cambé.

Essa é da minha irmã, só estou contando
Acho que o namorado da minha irmã menor teria ficado muito menos puto se tivesse pegado ela pelada na cama com outro cara, do que ter visto o que viu.
Eu sempre avisava ela para maneirar nos seus lances com seus amiguinhos do colégio, toda semana um diferente, um fogo que nem bombeiro apagava.
Cuidado! Um dia o namorado descobre, um dia ele pode descobrir…
Mas adiantava?
E o pior é que eu tinha de ficar dando cobertura.
Até que um dia, por falha minha ou por castigo divino, o namorado dela entrou na casa sem que eu visse, chegou na piscina, e viu a ela puxando um amiguinho para um quartinho lá nos fundos do quintal.
Detalhe que o fez enlouquecer: ela tinha numa mão a parte de baixo do biquíni, que havia tirado quando começou o amasso… e na outra mão o pinto do menino, que ela puxava.
Lívia E. T. (2025) – Butantã – São Paulo – SP

07
Apenas boas amiguinhas
Jéssica M. (2006) – Campinas – SP
Hoje, com 18 anos e meio, começando a faculdade, não namoro mais o Fulano (estou preservando o nome). Mas desde os meus 14 anos até recentemente fui uma menina dividida:
De um lado o ciúme constante do Fulano, e minha vontade de deixá-lo.
De outro lado uma coisa “estranha” que eu sentia e não sabia explicar, me explicar, até que conheci uma certa menina, no meu primeiro emprego.

Amante é só depois que casa ou quando solteira também?
Ou é tudo uma questão matemática?
Pergunto, porque tenho 23 anos de idade, faz dois que casei com um menino que namoro desde os quinze, e cinco que venho mantendo encontros clandestinos esporádicos com um outro menino… irresistível.
A gente se conheceu, e transou pela primeira vez, num dia em que fomos fazer concurso para estágio num banco na Avenida Paulista.
Ele estava com uma menina, muito quieta e carrancuda, mas não parava de me olhar. As provas que é bom, ele nem fazia… e nem eu.
No meio das provas a menina se levantou, largou tudo e foi embora, achei que era por minha causa, mas no final, quando saímos, descendo a Brigadeiro, ele falou que a mina era irmã dele, muito das nervosinha e surtada.
Descobri depois que era mentira, que era namorada, mas aí já era tarde… eu que nunca tinha ido em motel, hotel, que nunca tinha traído…
(…)
Sara C. B. (2003) – Moóca – São Paulo – SP

08
Se o meu namorado ver certas fotos
Ilza C. F. (2005) – São Paulo – SP
Meu namorado sempre vive me prometendo o pior, caso algum dia ele me pegue ou fique sabendo de outro… – Nem sei do que sou capaz. – ele costuma dizer.
– Mas… e se você me pegar com outros?
Claro que não vou falar um treco desses pra ele, nem por brincadeira, mas o caso é que aconteceu, num dia em que saí com os colegas do banco e acabamos em quatro num motel.

Consolo para um amiguinho… quer me comer?
Desde criancinha o Djalma nunca escondeu a imensa vontade de me namorar, de ficar comigo ou, simplesmente, de me comer. Nunca falou nada, nunca jogou nenhuma indireta, nenhuma gracinha, nada, mas isso sempre por conta da sua timidez e, também, da sua polidez, pois sempre foi um menino muito educado.
Mas o mundo vai dando voltas, as coisas vão acontecendo, eu de namoros daqui e dali, ele começando e logo entrando num namoro sério com um menina muito bonita, mas muito “conhecida” pela meninada, eu desejando felicidades, achando que ele era feliz, até que…
Certo dia, saindo do estágio, a caminho da faculdade, de repente vejo o Djalma no Metrô Ana Rosa. Percebi tristeza no seu olhar, na sua voz, e logo ele revelou que havia descoberto uma traição da namorada e que não sabia como terminar com ela.
– Olha, menino… namorar você eu não quero, não, porque gosto de alguém, mas…
E o Djalma mal podia acreditar que estava, finalmente, me carregando para um HO, ali mesmo, perto da estação.
Linda H. S. (2006) – Ipiranga – São Paulo – SP

09
Minha mãe e… uma pequena grande aventura com o meu chefe
Ingrid J. A. (2000) – Santos – SP
Eu morava em Santos, mas o meu primeiro emprego, um estágio, foi em São Paulo, logo depois que me formei. Me hospedava na casa de uma prima.
Subia a serra na segunda-feira de manhãzinha, passava a semana morrendo de saudades do meu namorado, descia na sexta-feira à noite, sempre de ônibus, chegava e corria a matar saudades. Matávamos, matávamos…
Mas teve uma sexta-feira em que, apesar da saudade, eu não queria nada com nada, meu chefe havia me dado carona e, no caminho, esgotado todas as minhas energias.

Meus dois irmãos… a Mila e a Camila
Tenho dois irmãos, um com 20 anos e outro com 18, mesma idade minha, pois somos gêmeos. Os dois são uns amores com todo mundo, e muito mais comigo, e por isso faço tudo por eles, pra eles.
Há seis meses o mais velho começou a namorar uma menina chamada Camila, mas ainda não a conhecíamos, pois nunca dava certo dela vir até aqui em casa.
Um pouco depois, o mais novo também começou a namorar, uma menina chamada Mila, e também não a conhecíamos por aqui.
Tudo ia seguindo nos trilhos (ou fora) até que comecei um estágio e conheci a Priscila, que uma hora atendia o telefone como Camila, noutra hora era Mila…
– Você nem imagina, mas estou namorando dois caras ao mesmo tempo, é o maior legal e…
Maior legal, né… !!!
Coloquei a batata dela pra assar, comecei a preparar os meus irmãos para um encontro a quatro.
(…)
Daniela E. S. (2007) – Osasco – SP

10
Entre o patrão e o segurança, tomei no c*
Linda M. H. (2003) – Porto Alegre – RS
Que sirva de lição isto que vivi.
Primeiro foi uma grande aventura, sacaneando o meu noivo com o meu patrão, me divertindo barbaridade, e esnobando o pobre Getúlio, segurança da firma.
Depois, quando o tempo passou, foi-se a firma do meu patrão, foi-se o meu casamento, vi o Getúlio enriquecer e, literalmente, colocar no meu cu.

Eu era a maior burrilda… até dormir com o meu primo
Tenho 18 anos, desde o 14 que namoro o Rê, e todo mundo, inclusive minha mãe, sempre falou que sou uma burrilda de continuar com ele. Nunca dei ouvidos para o que me falavam e sempre fui a namorada mais apaixonada, mais dedicada e mais fiel do mundo. Foi com ele a minha primeira vez e só com ele é que eu tinha transado, sempre me sentindo a menina mais feliz.
E todo mundo tinha razão, menos eu.
Certo sábado, toda a minha família reunida no sítio dos meu tios, pais do meu primo Adilson, um amor de menino que sempre me respeitou em todos os sentidos, ele sovando uma massa para fazer um pão, a manga da sua camisa desenrolando e atrapalhando… e eu, vendo ele esticar o braço para mim, com a maior naturalidade, enrolei a manga.
Foi o bastante para o Rê me bronquear, me ofender, me xingar, e até ameaçar me bater, como ele sempre fazia. Depois foi embora, falando que nunca mais queria me ver.
Foi a primeira vez que virei macha, e a primeira vez que que me senti mulher de verdade. Cega de raiva, frustração, tudo ao mesmo tempo, me juntei ao primo, fiquei com ele, dormi com ele, transei com ele a noite toda… transei e ouvi mil coisas que ele dizia.
No dia seguinte, quando o Rê me procurou para pedir desculpas, como sempre faz, desculpei. Mas desculpei só para ter o gostinho de, agora sim, ser a namorada que dá para todo mundo, como ele sempre me acusou.
Quer dizer… pra todo mundo não, né!?
Sandra L. C. (2007) – Cascavel – PR

11
A Lanchonete Come Quieto… mas foi só um beijinho, eu juro
Lidgiane F. T. (2006) – Mauá – SP
Ô coisa mais difícil, impossível mesmo, explicar para o namorado que foi só um beijinho naquela festinha da firma naquela lanchonete. Era aniversário de uma das colegas do serviço.
Tá bom! Que foram alguns beijinhos…
Tá! Tá! Teve uns pegas, sim, mas…
Não sei como, mas a cada dia ele vai descobrindo mais coisas.
Só vejo a hora… quer dizer, espero não ver, quando ele descobrir que o pessoal chama aquela lanchonete de Come Quieto, e que só fiz anal, só anal.
Espero, orando desesperadamente, que ele não descubra isso.

Quando uma vizinha quer… quatro condôminos brigam
Sou sapeca, isso não escondo de ninguém… quer dizer, procuro esconder de todo mundo, mas sou sapeca com responsabilidade e, aqui, de forma anônima, posso me revelar.
E revelar que nunca passei apuros, apertos, vontades extremas… se é que me entendem. Só perdi minha virgindade real com 16 anos de idade, mas bem antes disso, uns três anos, mais ou menos, eu já aprendia (e ensinava) com um menino ou outro, priminhos, coleguinhas da escola, vizinhos do condomínio, para que servem os dedos, a língua, o gel… se é que me entendem.
No entanto, mesmo com essas minhas sapequices (e sapecadas) todas, nunca causei mal a ninguém, nunca desfrutei de coisa alheia… se é que me entendem. Mas tem gente que causa, casou… um tumulto generalizado no condomínio.
Há até bem pouco tempo eu sapecava com um certo menino, que começou a namorar uma certa menina, e então parei com ele. Mas outra menina, doidinha por ele, e doidinha de tudo, pois tem namorado, continuou sapecando, até que a namorada dele e o namorado dela pegaram no ato, na moita, atrás da churrasqueira, em plena onze horas da noite.
O conflito que deu… nem dá para contar.
Milena A. G. (2006) – Vila Guarani – São Paulo – SP

12
Um delicioso passeio de moto até São Vicente, um tombo
Talita G. V. (2005) – São Paulo – SP
Ô zica, viu! Zica zicada mesmo.
Na maior singeleza, combinei um singelo passeio até Santos com um colega de estágio. Santos e algumas coisinhas mais no caminho de volta.
Mas… depois do dia maravilhoso, já saindo da Imigrantes, um buraco, um tombo, pronto socorro, minha família indo me ver… e o meu namorado junto.

Não era boquete, menina, era enquete
Tenho um colega e uma colega de classe na faculdade que vou contar, viu!
O colega é o Tarcísio… Eita bicho toronto cego das oreias!
A colega é a Janaína, namorada do Tarcísio… mete chifres nele sem dó, e me faz passar cada uma.
O professor (e que professor!) de Ciências Políticas estava ensinando sobre pesquisas eleitorais e deu uma série de enquetes para realizarmos valendo nota para fechar o ano.
Pouco apegada aos estudos (mais apegada a outras coisas… digo, outra coisa), a Janaína deu uma chorada com o professor, pedindo nota.
– Depende da enquete. – respondeu o professor pra ela.
Claro que o papo entre ela e o professor não foi exatamente assim, só estou sintetizando!
Isso depois que, certo dia, ela me fez ficar do lado de fora da porta da sala de aula, dando cobertura, enquanto pagava uma enquete… quer dizer, um boquete para o professor?
E foi um senhor boquete… eu via pela pequena abertura da porta.
E o Tarcísio… lá no pátio, sem perceber nada.
Tábata C. J. (2006) – Vila ´Joaniza – São Paulo – SP

13
Encontro marcado na Linha 5… para me descomplicar
Imaculada S. E. (2006) – Paulo – SP
Imaginem uma menina complicada com essas coisas de transar, expor o corpo, e outros grilos doentios! Agora imaginem essa menina indo transar com um antigo coleguinha do Fundamental, mas que que quase transa com o namorado e, que, no final, de tudo transa mesmo é com um antigo professor… se descomplicando.
Complicado?
Então leiam e entenderão… ou não.

14
Meu chefe branquelo achando que ia me impressionar
Samira R. T. (2003) – São Paulo – SP
Logo que fiz 14 anos um vizinho amigo falou que já era hora, e nos envolvemos por quase dois anos; amor de moleque… acendendo as minhas chamas.
Mas como descobri que ele era um verdadeiro incendiário, acendendo outras chamas, mandei pra fogueira e, antes que eu chorasse tristezas, conheci o meu atual namorado. Uau! Que acendedor!
Mas vai daí que o meu chefe branquelão queria me provar que era melhor que todo mundo…

Kátia Flávia, a Godiva do Irajá
O Paulo pegava a Lidgia, que dava também para o Amaury, que comia também as gêmeas Sandra e Suelena, sendo que uma namorava o Adolfo e a outra namorava a Cláudia, e tinha ainda a…
– Misericórdia, Senhor! Rezava a minha mãe, desconjurando aquelas pegações todas que aconteciam em segredos não muito segredados, já que rolavam a boca miúda nos encontros unicamente religiosos da comunidade… eram para ser unicamente religiosos..
– É que tu não sabe do Pastor Mendelson e da Kátia Flávia. Na hora que souber… – eu dizia.
Pastor Mendelson, morenaço, quase negão mesmo, 29 anos, veio lá do Sudão… ui, ui, ui…
A Sara foi a primeira a suspirar por ele, mas ou ele era ainda muito noviço e não quis pecar ou achou ela muito oferecida… que ela é mesmo, para injúria do namorado.
Deve ter sido a segunda hipótese, porque logo depois a Kátia Flávia foi se insinuando com jeitinho, chegando devagarinho como quem não quer nada…
– Que bíblia é essa, pastor? – ela assustou, na primeira vez, ali mesmo, na igrejinha, folheando página por página, folheando mais, mais…
Cátia S. F. (2006) – Cotia – SP

15
Bus Stop
Ana Paula A. T. (2005) – Vila Rosinha – Diadema – SP
Num certo dia de frio e chuva, garoa fina e constante, um certo ponto de ônibus no corredor da Avenida Nove de Julho, Edifício Joelma…
Foi o dia em que faltei na faculdade para, sem esperar nem imaginar, viver uma gostosa aventura com meu colega de trabalho, amigo do meu namorado.

Esse mundo tá degenerado mesmo
Lembro, de quando bem criança, que minha avó dizia que esse mundo está degenerado.
Minha avó se foi e cresci ouvindo a minha mãe dizer que esse mundo tá mesmo degenerado.
Agora sou eu que digo… esse mundo tá super degenerado.
Antigamente, segundo a minha avó, para fazer amor era preciso casar. Minha mãe já diz que a compostura foi mesmo perdida com essa coisa de sexo antes e/ou fora do casamento, que a pílula e a camisinha levaram à perversão, à perdição.
E eu… eu só posso mesmo dizer que a coisa hoje virou delivery.
Eu e a prima sozinhas no apartamento no Guarujá, nossos namorados e família só no dia seguinte, ligamos para a lanchonete da esquina e pedimos dois entregadores… quer dizer, pedimos dois lanches, apareceu um entregador “ui ui ui”, quase comemos ele, ao invés do lanche. Ele pediu socorro a um outro entregador, que logo chegou, e então, o primeiro comeu a prima, e o outro comeu essa que vos escreve… Juliane.
(…)
Juliane S. F. (2007) – Cambuci – São Paulo – SP
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O menino branquelo que masturbava a menina negra
Vivido por: Márcia C. F. (1995)
J. Oriental, Jabaquara – São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Primeira parte
Um momento de forte emoção para mim… lembranças, euforia, temores, tudo misturado, mas que, no final, encheu a minha alma de alegria.
Foi numa festa de casamento, eu e o Eduardo, meu marido, um casal perfeito, se considerarmos a nossa felicidade nesses seis anos de casamento, mais os quatro de namoro… tudo perfeito.
E então, de repente, no meio da festa, chegando por trás do meu ombro, falando com uma voz amorosa, ele… o menino que me masturbava.
Foi a conta de reconhecer a voz, me virar, e, instintivamente, abrir os braços, envolver seu pescoço, sentir seus braços em torno da minha cintura.
– Desculpe o meu entusiasmo. Mas é que eu amo esse menino. – falei para a linda mulher que estava ao lado dele.
Ela sorriu simpaticamente, demonstrando que me entendia.
– Este é o Carlinhos. – apresentei ao meu marido.
– Ah! É você? – ele brincou.
– Eu o quê? – brincou também o Carlinhos, mas, talvez, um tanto ressabiado.
Logo nos reunimos numa mesa e até o final da festa comemos, bebemos, e conversamos sobre as coisas das nossas infâncias e adolescências, cada um contando sua história, e o Carlinhos e eu, sobre a nossa amizade, nossa grande amizade.
Só não contamos tudo, é claro.
…
Eu, uma menina negra, desde cedo andei sentindo na pele e na alma a cor do preconceito, o modo como meninos e meninas de pele mais clara me rejeitavam ou, quando me aceitavam, pareciam estar fazendo um favor.
Resultado disso é que eu era bastante reservada, quase reclusa mesmo, como se eu tivesse um lugar diferente do lugar das outras meninas brancas, dos meninos brancos. De algum modo, meus pais e irmãos mais velhos haviam me mostrado que era assim, que não tinha como não ser assim… cada um no seu lugar.
Mas então, lá pela sétima, oitava série, apareceu um menino branquelo que parecia não saber qual era o lugar dele. Começou a puxar amizade comigo na escola, dividir seu tempo, suas conversas, me ajudar nos trabalhos, fazer trabalhos comigo… chegou na minha casa.
Lembro sempre com uma vivacidade que não se apaga, da primeira vez em que ele almoçou na minha casa, meus pais e irmãos reunidos à mesa, e ele, o menino, o Carlinhos, estranhando o “arroz cor de rosa” que a minha mãe havia preparado.
– É arroz com beterraba, menino. Mas se quiser tem arroz branco também.
Ele nem conhecia beterraba, mas comeu, gostou… disse que gostou. Perguntou se podia almoçar na minha casa novamente no domingo.
– É que os meus pais vão sair e eu não quero ir para a casa da minha tia e…
– É isso mesmo ou é por causa da Márcia? – brincou o meu pai, acreditando que fosse constranger o Carlinhos.
– Acho que é mais por causa dela, mesmo, mas só um pouco, o outro pouco é por causa de vocês.
Conquistou a família.
Mas depois, quando ficamos a sós num canto da casa, e pelos dias seguintes, por muito tempo, na verdade, ele se empenhou em me explicar uma coisa que eu entendia, mas não entendia.
– Gosto muito de você, sabe. Gosto mesmo, de verdade. Mas eu gosto de você da mesma forma que gosto do seu pai, da sua mãe, do seu irmão… Você entende?
Eu entendia, mas não entendia.
Entendia que eu tinha minhas primeiras paixões, que ficava olhando para um menino ou outro com olhares e suspiros diferentes, mas que não olhava pra ele da mesma forma.
Era como se o sentimento que eu tinha por ele estava acima de qualquer outro sentimento, como se fosse algo mais nobre, sem o pecado do desejo sexual.
E o que ele tentava me dizer era exatamente a mesma coisa.
– Te amo, menina. Mas o que eu sinto por você é diferente do que eu sinto por uma ou outra menina. Com elas eu…
– Você o quê? Fala!
– Com elas eu fico pensando besteiras, batendo punheta…
– Menino!
– O que foi?
– Você me deixa envergonhada, só isso! Falando essas coisas…
– Desculpa, eu… Desculpa nada… não falei nada demais. Vai dizer que você também não pensa nos meninos, que não fica batendo punheta pensando neles…
– Menino!!!
– Por que o espanto? Vai me dizer que você não bate punheta.
– Some da minha frente!
– Sumir! Você quer mesmo que eu suma?
– Está me deixando envergonhada.
– Verdade! Desculpa. Mas só tem um jeito de deixar você sem vergonha.
– Me deixar sem vergonha?
– É… quero dizer, de fazer com que você não sinta vergonha.
– É só você não ficar falando essas coisas.
– Engano… absoluto engano.
– E como é então?
– Ao invés de falar… fazer.
– Fazer! Fazer o quê?
– Deixa eu bater punheta pra você.
– Mas… Some… suma… desapareça… vá embora…!
– Está bem… eu vou.
– Vai!
– Olha que eu vou mesmo, hem!
– Tonto!
…
A primeira punheta… quer dizer, a primeira vez que o Carlinhos me masturbou foi num domingo à noite, na escada que dá para a rua, logo atrás do portão, que é fechado.
– Eu não sei se eu quero fazer isso. – eu tinha falado, falado, e falado noventa vezes.
– Quer sim, quer sim… – era a única coisa que ele dizia.
E verdade é que eu não queria, mas queria, tinha medo, receio, não sei o que mais, mas também tinha curiosidade, vontade… e quando, na tarde daquele dia, ele havia sugerido que na despedida eu descesse de saia… troquei o shorts por uma saia.
E na escada eu era um nervosismo total, um misto de tudo quanto é sentimento.
Eu nunca tinha tido nenhum contato, com nenhum menino, nunca sequer havia pelo menos beijado alguém, nem mesmo ele.
E ele já estava enfiando a mão por debaixo da minha saia, roçando minhas coxas, me causando arrepios.
Roçava com a ponta dos dedos, roçava com as unhas.
Meu único recurso para ele não ver o meu rosto envergonhado foi abraçar, colar minha cabeça no seu peito… e deixar.
Chegou na minha calcinha, roçava o tecido com os dedos, com as unhas… comecei a pulsar, minha xaninha começou pulsar.
– Abre! – ouvi sua voz no meu ouvido. – Abre um pouco… mais um pouco.
Trêmula, temendo perder o controle, abri um pouco as pernas.
Abri mais um pouco as pernas.
Quase fechei, quando percebi que ele estava me invadindo por dentro da calcinha. Mas seus dedos impediram que eu fechasse, e me fizeram abrir um pouco mais ainda.
Seus dedos tentaram penetrar de cima para baixo, mas o tecido apertado não facilitou, tentaram pelos lados, até entraram um pouco pela borda da calcinha, quase tocando diretamente minha xaninha.
Desistiu, retraiu a mão, baixou a outra mão, juntas, suas mãos juntavam a parte superior da minha calcinha…
– Não! – murmurei.
– Só um pouco… um pouquinho… – ele foi falando, enquanto baixava minha calcinha o bastante para descobrir minha xaninha, deixando ela livre para a sua mãos, seus dedos, suas unhas…
O menino branquelo que masturbava a menina negra
Vivido por: Márcia C. F. (1995)
J. Oriental, Jabaquara – São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Segunda parte
Além de me fazer baixar um pouco a calcinha, descobrindo minha xaninha, o Carlinhos ainda me fez colocar um dos pés no degrau mais acima, deixando minhas pernas um tanto abertas.
E então começou a tortura… tortura mesmo.
Eu já tinha experiência em me masturbar e fazia isso ou diretamente com os dedos ou na ponta do pé da minha cama, que é uma bola e dá certinho na minha altura para encaixar o quadril e ficar esfregando.
Mas, tanto no pé da cama quanto nos dedos, era só esfregar mesmo, indo logo e diretamente na região do clitóris e esfregando até gozar, coisa que demorei um pouco a aprender, pois eu tinha medo do que ia acontecer e parava antes.
O Carlinhos me ensinou que é grelo… quer dizer, o nome popular do clitóris é grelo. Mas ele me ensinou muito mais. Ao contrário de já ir esfregando o meu grelo e procurando me fazer logo gozar, ele me mostrou que o gostoso mesmo é mexer na xaninha toda, aos pouco, da entrada da vagina até o grelo, sempre molhando o dedo e sempre fazendo hora, bem devagar mesmo, subindo o dedo ora pelas laterais, ora pelo centro…
E NÃO FICAR O TEMPO TODO MEXENDO SÓ NO GRELO.
Prmeiro me excitava a xaninha toda, até deixar o grelo com a maior vontade de ser tocado, e só então tocava nele.
– Hummmmm! – eu gemia, gritava mesmo.
E tem também o toque falso… excitava, excitava, ia aproximando do grelo fingindo que ia tocar, mas não tocava, continuava excitando noutras partes.
Filho da puta!
Nesse momento em que eu esperava ser tocada no grelo não tinha jeito, e perdia o controle, abrindo mais ainda as pernas e jogando o quadril para frente.
Outro momento filho da puta era quando ele ameaçava enfiar o dedo… eu me abria toda, empurrava o quadril, mas ele não enfiava, só molhava e voltava a bolinar.
Enfiar o dedo todo, era só na hora que eu gozava.
E gozar era o momento mais filho da puta de todos, pois ele me excitava, excitava, mexia no meu grelo, me levando quase até o ponto de explodir, e então diminuía, parava, me fazia esfriar… e só depois começava tudo de novo.
Fazia isso várias vezes, me deixando louca de vontade de gozar, tão louca que eu mesma já subia um pé mais um degrau para abrir mais ainda as pernas.
E então… e então tinha uma hora em que ou ele me deixava gozar ou eu arrancava pedaços dele com as mãos e com a boca.
Aí… era eu toda aberta, só querendo explodir e sentir o dedo entrando.
E EXPLODIA.
Aí já nem dá para descrever, pois, simplesmente, eu perdia completamente o controle dos meus gemidos, das minhas mãos e, principalmente das minhas pernas e do meu quadril. Ia para frente, para trás, para os lados, abria o quanto podia as pernas, depois fechava, esmagando a mão dele…
E então segurava a mão dele, para ele não mexer mais, mas ainda com o dedo lá dentro, e sua mão apertando, só apertando, parada.
Ele ficava mexendo só a ponta do dedo, bem lá dentro.
Então eu tirava a mão dele, fechava as pernas, subia a calcinha, me aninhava no peito dele, morta.
Minha xaninha não queria mais nada, por um tempo ela não queria mais nada.
…
Estou falando assim, como se fossem várias vezes, porque foram várias vezes… sei lá quantas vezes.
Naquele dia, naquela primeira vez, minha maior descoberta foi que, se me masturbar, com o dedo ou no pé da cama, já era uma coisa fantástica, ter um menino me masturbando então…
Não sei dizer o que era.
Só sei que, dois dias depois o meu corpo todo parecia ainda sentir aqueles momentos, seus dedos, suas unhas… aquele orgasmo.
E exatamente dois dias depois, a pretexto de devolver um caderno que ele havia me emprestado, arrastei ele da escola para a minha casa, fomos beijar minha mãe, que estava lavando roupa no quintal, puxei ele até o meu quarto, perto da janela, de onde dava para ver a minha mãe…
– Tá querendo outra vez, é? – ele perguntou, com aquela carinha de menino safado, vendo minha carinha de menina safada, que encostava na parede, que abaixava o moletom, a calcinha.
…
Na terceira vez, uma semana depois, levei uma bronca.
Eu ainda respirava ofegante, ajeitando a roupa, quando ele olhou nos meus olhos e falou:
– Escuta aqui, mocinha… e eu?
– Você… o que tem você?
Claro que eu sabia do que ele estava falando, já tinha pensado nisso desde a primeira vez, só que me sentia meio inibida de tomar a iniciativa.
…
Falta eu contar da primeira vez que masturbei ele… aquela sujeirada gostosa.
Falta contar de outras tantas vezes que nos masturbamos, da primeira vez que fiquei nua pra ele, do dia em que mostrei como eu usava o pé da cama, da primeira vez que ele me lambeu, que chupei ele… falta contar um monte coisas.
Mas tem duas coisas não posso deixar de contar, ainda que sucintamente:
Uma delas é o que ele representou para mim, para a minha vida, um menino branquelo que se impunha na escola diante dos outros meninos, que era disputado pelas meninas, mas que andava com uma menina negra, tinha uma grande amizade com ela e, com isso, fazia ela não apenas ganhar respeito como também, o principal, deixar de se sentir inferior aos demais só por causa da sua cor, da minha cor.
E a nossa grande amizade era só amizade mesmo.
Era só amizade porque ninguém mais, além de nós dois (e talvez a minha mãe, não sei) sabia das nossas masturbações. Para todo o mundo, éramos apenas bons amigos.
Era só amizade porque certo dia, conversando sobre nossas coisas, sobre nós, comentei sobre o segredo que carregávamos, sobre o nosso namoro secreto, e então…
– Mas que namoro? – ele perguntou.
– Não estamos namorando? – perguntei.
– Que eu saiba, não.
– Mas você não quer namorar comigo?
– Eu não… eu só quero é te comer.
– Mas olha! Mas você não come… e vai ter de esperar muito até eu me sentir pronta, preparada.
– Mas não é o que venho fazendo… te preparando?
– Jura?
– Juradinho. Só que agora você já está preparada.
– De jeito nenhum. Você mesmo já me falou que primeiro preciso ir num médico, começar a tomar anticoncepcional… quero fazer tudo com responsabilidade, e precisa muita coisa.
– Eu sei, mas aqui só precisa gel.
– Como é que é?
…
Uns dois anos depois desse “como é que é”, ainda virgem, mas só Deus sabe aonde, conheci o Eduardo.
Conheci e me apaixonei, amor à primeira vista, e fui correspondida, e fui pedida em namoro.
Comuniquei ao Carlinhos.
– … e então, isso quer dizer que a gente não pode mais.
– Concordo plenamente, e desejo com todas as forças do meu coração que vocês sejam felizes… só que tudo isso a partir de amanhã, porque hoje…
– O que tem hoje? Hem! O que tem hoje? – fui falando, tirando a roupa…
Teve tudo.
