Estagiárias 04 – Meu primeiro emprego… e o cara mais louco que já conheci

Imagina você, menina, 18 aninhos, tão sossegadinha com o seu primeiro e único namorado, único com quem já transou, e de repente, em uma única semana, transar com três caras diferentes, sendo que o único conhecido entre eles é o marido da sua tia… simplesmente, o cara mais louco que já conheci, se duvidar, o mais louco do mundo.

Cibeli A. R. R. (2005)

São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ)

Transcrito por: Anna Riglane

Imagina você, menina, 18 aninhos, tão sossegadinha com o seu primeiro e único namorado, único com quem já transou, e de repente, em uma única semana, transar com três caras diferentes, sendo que o único conhecido entre eles é o marido da sua tia… simplesmente, o cara mais louco que já conheci, se duvidar, o mais louco do mundo.

Mas não transei com os três ao mesmo tempo, não. Até deu vontade, mas…

Deixa eu contar.

…

Nascida e criada em Jundiaí (SP), logo que fiz 18 anos mudei para a casa da minha tia, em São Paulo (SP), para fazer a faculdade e trabalhar com o marido dela, meu tio agregado.

Já sabia que ele era meio doidão, mas não imaginava o quanto. Meu (nosso) trabalho incluía pequenas viagens (bate e volta) até o Rio de Janeiro.

E lá, no Rio de Janeiro…

A coisa toda começou como grandes novidades para mim, tudo novidade.

Morar longe dos pais e irmãos, morar longe do namorado, a faculdade, novos amigos, meu primeiro emprego, novos amigos, a cidade enorme, tudo maior e muito diferente da minha cidade, da minha vida, mesmo não sendo uma distância tão grande.

De repente comecei a me sentir mais independente, mais livre, mais eu.

Uma liberdade com muitos limites, no entanto, os mesmos limites de sempre, nada de extravagâncias, fidelidade absoluta ao namorado, a quem amava de verdade, a quem amo ainda.

Mas a novidade maior mesmo acho que foi o meu tio, foi o meu tio. Nem de longe eu podia imaginar que pudesse haver alguém tão louco e destrambelhado como ele.

O termo destrambelhado é por conta do que eu já tinha ouvido falar, mas que, na verdade, nunca tinha tido sequer uma ideia do que significava de fato.

…

Começa já na própria casa da minha tia, casa deles, meu novo lar, tomando vinho no almoço.

– Ô minha querida e amada esposa, você trouxe a sua querida e amada sobrinha para morar com a gente, mas não me culpe por não ser responsável pelos meus atos. O que posso fazer se ela fica tomando banho com a porta do banheiro aberta, se fica andando só de calcinha pela casa, se…

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