
Minha vida mudou bastante depois que virei padeira, quer dizer, depois que meu pai abriu um pequeno negócio no bairro onde moramos e me colocou para tomar conta na parte da manhã.
É uma mercearia que também vende pão. Mas não fazemos pão, apenas assamos e vendemos.
Meu pai os compra de uma fabriquinha e os mesmos são entregues para nós todos os dias: às cinco e meia da manhã e depois às duas da tarde.
Esse é o meu drama, ter de acordar cedo todos os dias, para receber o pão. Detesto acordar cedo e detestei meu pai por causa disso.
Mas na verdade não detestei muito, pois eu estava desempregada e ele passou a me garantir um salário.
Mas além de ter de acordar cedo todos os dias, inclusive nos finais de semana, acabei perdendo também minhas saídas para as baladas, pois não fica bem eu chegar de madrugada, com cara de bode, para servir os fregueses.
Bom, até aí só falei da parte ruim da história. Agora vem a parte boa.
Sou uma morena de corpo gostoso, mas, como sempre brinca um amigo meu, muito mal aproveitado, pois tenho namorado e sempre fui de poucas aventuras sexuais.
Minha pele morena parece ser um atrativo para os homens, pois sempre mexem comigo na rua ou então me fazem propostas de namoro, casamento, juntamento, tudo isso aí, sem falar nas cantadas baratas para uma ficadinha na cama.
Claro que muitas dessas propostas nem são sérias, são coisas que os homens jogam na esperança de que deem algum resultado.
Só que nunca dá, quer dizer, nunca dou, a não ser para certas pessoas.
As três primeiras semanas na padaria foram um tormento para mim.
Odiei ter de levantar cedo, abrir as portas, receber os pães e depois fechar novamente, para só abrir às sete horas, quando começava o movimento.
Nesse meio tempo, nem adiantava eu querer me deitar novamente, e também meu pai dizia que eu podia aproveitar para arrumar as prateleiras e fazer outros serviços que não convém fazer na frente dos fregueses.
Meu único consolo era que depois das duas, ele chegava do serviço e ficava no meu lugar, me deixando assim o resto do dia livre.
Na verdade, eu tinha um outro consolo (palavra feia), quando descobri que no computador do caixa eu podia acessa a internet e ficar vendo filmes de sacanagem, coisa que só tinha visto uma vez ou outra, antes.
Foi no final da terceira semana que o senhor Paulo descobriu minha rotina nas madrugadas. O senhor Paulo é um homem com mais de cinquenta anos, de corpo forte, com um pouco de barriga, um cabelo comprido, sempre preso feito rabo de cavalo, e uma barba que ele nem apara por completo e nem deixa crescer. É um vizinho, mora a duas quadras de nós.
Está em vias de se aposentar, mas ainda trabalha, saindo do serviço às cinco da manhã. É casado e tenho uma certa amizade com seus dois filhos e suas duas filhas.
Numa certa manhã o senhor Paulo estava passando com o seu fusquinha, vindo do serviço, quando me viu abrindo a padaria. Parou para ver se já tinha pão e como eu estava ainda colocando para assar, resolveu esperar.
Baixei as portas da padaria e não vi mal nenhum ele ficar ali dentro comigo, exceto que não pude olhar no computador.
Mas bastaram uns vinte minutos para eu conhecer melhor o senhor Paulo. Ele começou a elogiar minha beleza, meu rosto, meu cabelo, minha pele, minha bunda…
– Senhor Paulo. Por favor. Me respeite.
– Mas não estou vendo nenhuma falta de respeito no que falo. – ele me disse. – Qual o mal em se dizer a verdade? Você é uma moça bonita, é gostosa, tem um traseiro que provoca todo mundo, por que não posso elogiar? Aposto até que seu namorado já…
– Já o que? – perguntei.
– Bom… – ele disse, dando um tempo na fala, como se estudasse o que ia dizer. – Digo que se ele não comeu ainda, não foi por falta de vontade e…
– Comeu o quê, senhor Paulo? – perguntei.
– Essa tua bunda, oras. Vai dizer que ele não…
Foi então que caí na besteira (maravilhosa besteira) de falar algo que era íntimo meu e do meu namorado.
– Pois olha que ele já comeu, sim, senhor Paulo. Mas não foi nada bom.
– Ele não gostou?
– Ele pode até ter gostado e sempre gosta. Quem não gosta sou eu. Quer saber? Não consigo entender por que essa coisa toda com o sexo anal. Até parece que é uma coisa maravilhosa, que toda mulher adora…
– Você não gosta? – ele perguntou, cortando o que eu dizia.
– Tenho minha parte apropriada do corpo para fazer sexo. Não entendo por que devo fazer num lugar que não foi feito para isso.
– Mas faz.
– Faço, mas não gosto. Faço apenas porque ele gosta. Só isso.
– O problema é que você nunca fez direito ou, melhor, que ele nunca fez direito em você. No dia que ele te enrabar da maneira correta, você vai gostar e vai querer fazer sempre.
Naquele momento eu já achava que devia encerrar a conversa, pois estava indo longe demais para o meu gosto. Onde já viu, eu pensava, uma garota ainda, que sou, conversando sobre essas coisas com um velho cinquentão.
Até que conversar não era tanto o problema, mas é que eu percebia que havia alguma coisa mais na sua conversa. Eu sabia que ele só estava conduzindo o assunto para uma cantada.
Aproveitei que o pão estava pronto, coloquei num saquinho a quantidade que ele desejava, pesei, recebi o pagamento e fui levantar a porta para ele sair.
– Está me mandando embora? – ele perguntou.
Fiquei meio sem graça nessa hora, meio sem saber o que dizer. Mas foi ele próprio quem consertou a situação, dizendo que precisava mesmo ir. E foi-se.
Mas no dia seguinte estava lá, no mesmo horário, esperando o pão assar. E novamente estávamos falando sobre o mesmo assunto.
Nem sei como começou, mas lembro que num certo momento ele disse que se o homem não se preocupasse apenas com o seu próprio prazer, ele daria muito mais prazer à mulher, tanto no coito quanto no sexo anal. E me corrigiu, explicando que coito se refere ao sexo normal, na vagina, num momento em que falei qualquer coisa sobre coito anal.
Nesse dia, deixei a conversa se prolongar um pouco mais, pois estava interessante. Depois que ele se foi, corri no computador e vi uns filmes com sexo anal. Pelo resto do dia, fiquei pensando que ele podia realmente ter razão.
Tanto o meu namorado como os meninos que eu conhecia, sempre se mostraram muito preocupados com eles mesmos, tanto com relação ao próprio prazer, quanto em relação à performance.
No fundo, sempre se preocupam em mostrar serviço, mostrarem-se machos, dominar a mulher, e esquecem que elas também precisam ter prazer.
No dia seguinte eu já estava até um tanto ansiosa pela conversa que iria ter com o senhor Paulo, mais até do que me ver filmes no computador, pois sabia que iríamos conversar; eu mesma estava disposta a puxar assunto.
E foi o que fiz, tão logo os entregadores foram embora e ficamos sozinhos, com a porta baixada. Mas a minha vontade era apenas conversar e não chegar ao ponto a que chegamos.
Quando perguntei o que ele entendia de dar prazer a uma mulher, ele logo respondeu que essas coisas não se explicam, se mostram. E mostrou mesmo, inesperadamente, pegando-me de surpresa e quase sem reação alguma.
Como estava um dia de forte calor de dezembro, eu me vestia do modo que mais gosto: uma frente única que praticamente só cobriam meus peitos médios, e uma saia jeans não muito curta, mas que deixa aparecer o contorno da minha cobiçada bunda e outro tanto das coxas.
A calcinha era branca, do tipo tanga, mas que não aparecia marcando a saia.
Eu tinha feito a pergunta, estava esperando a resposta, saía de trás do balcão para olhar o forno, ficando de costas para ele, quando me senti abraçada. Ele me pegou por trás e imediatamente atacou meus peitos e minhas coxas.
Foi um ataque direto e fulminante, pois suas mãos foram logo entrando por debaixo dos tecidos, tocando diretamente minhas partes.
Nem sei como ele conseguiu tamanha rapidez, pois quando percebi ele já estava com um dos meus mamilos entre as pontas dos seus dedos, enquanto um outro dedo tocava diretamente o meu grelo.
Nunca eu tinha sido tocada no grelo, pelo menos não daquela maneira.
O máximo que já havia me acontecido eram passadas de mão acidentais, enquanto mexiam em minha xana.
Até parece que nenhum menino sabe que mulher tem grelo, ou se sabem, não têm ideia de onde fica e como deve ser mexido.
Mas o senhor Paulo sabe, e foi direto nele, naquele pontinho nervoso que tanto uso nas minhas masturbações.
Eu podia até gritar e reagir violentamente contra a ousadia do velho em me agarrar daquele jeito.
Mas foi exatamente o modo como ele me agarrou que me deixou sem reação alguma.
Foi mesmo um ataque fulminante e em poucos segundos eu estava mole, derretida, me entregando a ele por completo.
Ali de frente para o forno, já sem a mínima vontade de cuidar do pão que assava, eu sentia os dedos do senhor Paulo bolinarem magistralmente meus mamilos, ora um, ora outro, e meu grelo.
Ele simplesmente sabia conduzir o meu prazer, talvez até melhor do que eu mesma.
Sabia pressionar na hora certa, diminuir a pressão na hora certa, aumentar o ritmo, diminuir o ritmo, afastar o dedo, voltar o dedo e, principalmente, eu acho, escorregar o dedo até embaixo, molhá-lo na minha gruta já em estado de completo descontrole, para então trazê-lo umedecido até o meu grelo e continuar a bolinação.
– Para senhor Paulo! Para senhor Paulo! Para…
Nunca eu havia gozado daquele jeito.
Normalmente, sou agitada, grito, mexo, fico descontrolada.
Mas naquele dia meu corpo simplesmente foi amolecendo e nem voz eu tinha mais. Fui dominada por uma vibração que ao invés de me fazer agitar, me deixava mole, muito mole.
Não sei se gozei uma vez, duas, três.
Tive a impressão de que foi uma sequência.
Fiquei pendurada nos braços do senhor Paulo, que me segurava pelos peitos e pela xana.
Se me soltasse eu caía.
Sentia sua barriga em minhas costas, seu pau duro pressionando minha bunda, mas não tinha força para mais nada.
– Olha o pão, menina! – disse ele, me soltando, mostrando que a massa já havia passado do ponto.
Enquanto ele mesmo cuidava de tirar a fornada, eu me refazia, apoiada no balcão, sem saber o que fazer, o que dizer. Ele próprio acabou se servindo e deu sinais de que ia sair.
Eu sentia que devia dizer alguma coisa, mas não sabia o que era.
– Não vou perguntar se gostou, porque sei que você gostou. – ele falou, enquanto eu apenas esboçava um sorriso. – Amanhã te mostro mais. – ele disse. Permaneci com o mesmo sorriso, baixando a porta, completamente abalada, pensando se teria força para colocar a segunda fornada de pão.
Meu abalo nem era tanto por ter sido bolinada por um velho, mas por ter gostado, por ter sido derrubada. Se era assim na bolinação, como seria numa transa?
O dia seguinte foi sábado, o outro foi domingo, dias em que o senhor Paulo não trabalha e que só apareceu na padaria quando já estava aberta e havia movimento.
Não tivemos como trocar uma única palavra sobre o acontecido, mas nossos olhares, principalmente os meus, se encarregaram de dizer tudo. Eu só podia esperar pela segunda-feira.
Amanheceu chovendo forte e meu pai até cogitou em não ir trabalhar, pois costuma alagar a firma onde ele trabalha. Não falei nada, mas torci para que ele fosse.
E quando se foi, torci para que o senhor Paulo pudesse chegar na padaria antes de abrir.
Ele chegou, com chuva e tudo.
Mas quem não chegavam eram os entregadores, por isso, não podíamos fechar, tínhamos de esperar.
Enquanto isso, aproveitamos para conversar.
– Gostei! – falei para ele, sabendo que ele entenderia perfeitamente o que eu estava falando.
– Vim disposto a te dar mais, hoje. – ele disse. – Mas acho que não vai dar.
– E o que o senhor iria me dar? – perguntei.
Ele não respondeu com palavras, apenas apontou na prateleira as camisinhas e, mais adiante, os potes de vaselina.
– O senhor também?
– Eu também o quê?
– Também acha que toda mulher…
– Toda mulher gosta, sim. – ele disse, me interrompendo. – E vou te provar isso.
Os entregadores chegaram e interromperam nossa conversa.
Baixei a porta e fui colocar os pães para assar, pois já estava atrasado.
Sobre o que ele havia dito, eu não sabia o que pensar ou, melhor, sabia sim.
Se eu dava para o meu namorado, era mais para o prazer dele, porque eu gosto dele, mas por que eu ria dar a bunda para o senhor Paulo. Ele me mostrou porque.
– Não temos tempo hoje. – disse ele, me agarrando como no dia anterior, tão logo eu havia fechado o forno. – Amanhã eu te mostro como a mulher gosta de dar o traseiro. Hoje só vamos fazer como naquele dia. Quer?
– Quero! – falei, com a voz mole, sabendo que meu corpo também ficaria mole em poucos segundos.
Mas ele não fez igual. Foi empurrando até me deixar contra a parede, agachou-se na minha frente e ergueu minha saia.
No momento seguinte, baixou minha calcinha até os meus pés.
Mandou que eu abrisse as pernas, terminou de tirar minha calcinha para que eu abrisse mais.
Fiquei um tempão com as pernas abertas, esperando o contato da sua língua, mas ele mostrou que realmente sabe enlouquecer uma mulher, pois a espera já fazia parte da sua estratégia.
Quando ele finalmente me tocou, eu já estava mais molhada que uma esponja que acabou de ser tirada da água.
E novamente fiquei mole, derretida, com as pernas bambeando, quase caindo sentada, não fosse suas mãos me segurando por baixo, pela bunda.
Desta vez fiquei com a certeza de que não gozei uma vez só, mas sim várias vezes seguidas.
Só não tive foi tempo de recuperar minhas forças, pois quando ele sentiu que eu estava satisfeita, levantou-se rapidamente, já com o pau de fora.
– Faz para mim. – ele disse. – Faz com a mão mesmo.
Bati punheta pra ele até que gozasse.
Sua porra foi parar na porta quente do forno e fritou.
Tive que pegar um pano e limpar depois, quando ele já tinha saído, debaixo de chuva.
Na terça-feira, eu sabia, seria o grande dia.
Eu não conseguia me entender.
Vibrava de emoção como uma garotinha que vai ao encontro do seu primeiro menino.
Nem me passava pela cabeça que eu ia fazer sexo com um cara pra lá dos cinquenta, meio barrigudo, com rugas.
Talvez ou provavelmente o que me motivava era a curiosidade.
Já tinha feito sexo anal, mas nunca tinha gostado, quer dizer, gostava apenas pelo prazer que eu dava e não pelo que eu recebia.
Da mesma forma, já havia sido bolinada muitas vezes, mas nunca tivera um prazer tão intenso como o que ele me fez sentir.
Na verdade, nunca tinha gozado só com bolinação, a não ser quando eu mesma fazia.
Talvez fosse por isso que eu me perguntava qual seria a receita do senhor Paulo para um sexo anal prazeroso.
Talvez fosse apenas falatório seu e no final iria apenas comer minha bunda e me deixar sem prazer, como já havia me acontecido.
Mas eu queria arriscar e descobrir.
Os entregadores deixaram o pão e foram embora, o senhor Paulo chegou, baixamos a porta e fomos para os fundos, lá perto do balcão e do forno.
Na passagem pelas prateleiras ele pegou uma camisinha e a vaselina.
– Põe na minha conta. – ele disse, brincando.
– Sempre vi essa vaselina aí, mas nunca pensei que fosse usá-la. – falei, enquanto colocava uma fornada de pão para assar.
– Por acaso costuma fazer a seco? – ele perguntou.
– Com cuspe. – eu disse.
– Pois é. Como é que espera ter prazer então?
– Já fiz com gel, também, quando fui no motel, mas foi a mesma coisa.
– Pois hoje não vai ser. – ele disse, já abrindo as calças e tirando seu pau, mole. – Não estranhe não. – ele falou. – É que bati uma punheta antes de sair do serviço.
– Mas…
– Se eu chegasse aqui arretado, mal iria encostar e já estaria gozando. Você viu, quando me bateu punheta noutro dia. Mas agora que estou calmo… entendeu?
Entendi o que ele quis dizer, mas entendi também que eu teria um servicinho extra.
Peguei seu pau e comecei a brincar com ele.
Vi que era de bom tamanho, mas não me assustei.
– Eu te dei uma gostosa chupada noutro dia. – ele disse.
Entendi mais uma vez o seu recado e dobrei o meu corpo, colocando seu pau em minha boca.
Ele já estava endurecendo enquanto eu brincava com a mão e quando coloquei na boca, ficou durão.
Mesmo assim ele quis que eu chupasse mais, até deixar no ponto.
Só então me afastou, pedindo para eu parar.
Pegou a camisinha e vestiu.
Depois abriu o pote de vaselina e passou uma boa quantidade no pau.
– Prepare-se. – ele falou.
Entendi, tirei a calcinha, ergui a saia.
E entendi também quando ele me fez encher meu próprio dedo com vaselina, levei a mão para trás do meu corpo e passei em meu traseiro.
O senhor Paulo deu uma olhada ao redor e encontrou a posição que desejava.
Levou-me para trás do balcão, ficou encostado na mesa onde tinha o cesto de colocar pão e me colocou de costas para ele, deixando-me entender que eu devia me apoiar no balcão.
Mas antes de me apoiar, fez eu abrir a bunda com as mãos e me puxou para trás, fazendo encostar a cabeça.
– Vá devagar. – falei, pois eu bem sabia que o pior momento é o da penetração.
– Vá devagar você. – ele disse. – Pisca ele, para entrar.
Demorei um pouco até entender que o piscar era ficar abrindo e fechando o traseiro.
E demorei um pouco mais ainda até conseguir fazer isso com aquela sua ponta encostada nele.
Mas quando consegui fazer, notei que a cada vez que eu abria, entrava um pouco.
– Isso! Pisca! Chupa ele!. – dizia o senhor Paulo. – É gostoso, não é?
E como é gostoso!
Muito diferente das penetrações que eu já havia sofrido, que sempre dói um pouco e causa a sensação de que estar rasgando.
Daquele modo, era como se eu ou alguém estivesse brincando em meu traseiro com o dedo.
Ou seja, aquilo estava me dando um tesão danado.
E também foi diferente das outras vezes, pois ao invés de ficar apreensiva quanto ao momento de entrar, eu estava era com vontade de sentir entrar logo.
Por isso eu piscava cada vez mais forte, procurando abrir cada vez mais.
– Chupa ele. – dizia o senhor Paulo.
E eu estava mesmo chupando o seu pau, mas com o cu.
E como numa chupada, eu fazia ele deslizar por entre meus lábios, quer dizer, meu anel traseiro. Foi deslizando, chupando, deslizando, abocanhei, quer dizer, atravessou, entrou.
E ainda ao contrário de outras penetrações, ele não me agarrou e carcou até o fundo, como me faziam.
Simplesmente deixou que eu fizesse isso, que eu forçasse para entrar mais.
Só que nem fiz entrar tudo, pois o gostoso, logo senti, era continuar chupando a cabeça do seu pau.
Eu fazia entrar até a metade ou um pouco mais e depois trazia de volta, piscando, mordendo.
O senhor Paulo gemia de satisfação e prazer, e eu também.
Mais uma coisa que foi contrária ao que eu já conhecia foi que, sem carcar no fundo, não me causava nenhuma dor lá por dentro.
Foi eu mesma que sentei tudo, já cheia de tesão, e fiquei esfregando a bunda nele, mordendo ele, chupando seu pau.
Quando vi, estava agarrando minha xana com as mãos, apertando e gozando, gozando, gozando, aquele gozo de deixar mole. Ele gozava também.
O pão já estava no ponto. Eu sentia pelo cheiro. Tive de sair dele.
E mais uma vez foi ele quem tirou o pão, quem colocou outra fornada.
Eu estava simplesmente derrubada.
– Amanhã eu volto. – ele falou, todo convencido, sabendo que eu não iria dizer não.
Meu pai nunca entendeu porque, repentinamente, parei de reclamar por ter de acordar cedo.
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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