De caso com o meu padrasto

Three family members relaxing together in a warmly furnished living room

Vivido por: Ana Júlia. R. (2000)
Vila da Saúde – São Paulo – SP
Transcrito por : Anna Riglane

Quando papai morreu eu tinha 10 anos, e quando fiz 17 mamãe se casou novamente com um ex-namorado dela.

E olha só a situação em que ficou aquele pequeno apartamento onde morávamos os três.

Eu, uma adolescente quase chegando aos 18 anos, cheinha de vivacidade. Mamãe, na flor dos seus 36 anos, também cheia de tudo, principalmente de vontade de transar com o seu novo (ou antigo amor).

E ele, com dois anos a mais que ela, também cheio de energia e vontade, mas ainda por cima com um corpo dos mais sarados, pois era dono de uma academia de ginástica.

Minha situação naquela casa era um tanto crítica, pois, não raro, via os dois em amassos na sala ou, então, transando no quarto, quase sempre sem fechar a porta – quando não era eu mesma quem abria, devagar.

E quase todas as noites, antes de pegar no sono, ficava ouvindo os gemidos de mamãe.

E eu me perguntava então se com papai havia sido do mesmo jeito.

Mas eu tinha mais um pequeno probleminha: nenhum namorado, ou nem mesmo algum menino que topasse ficar comigo.

Eu era gorda.

Um dia, meu padrasto…

(…)

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