Greve de ônibus… paixão de uma menina (conto retrô)

Foto antiga invertida horizontalmente
Conto retrô… nossos avós também aprontavam

Esse episódio ocorreu faz muito tempo, lá pelos idos de 1980. Mas coroa também tem direito a relembrar bons momentos, não tem?

Foi num tempo em que preservar a virgindade, para a maioria das mulheres ainda era um tabu que não se discutia, e os namoros eram mantidos na base de pequenos ou grandes amassos, mas quase nunca envolvendo a transa. Aliás o termo “transa” ainda nem existia, a gente fazia amor, ou então sexo; os homens comiam, as mulheres davam.

Eu era casado fazia uns três anos e na época ainda me debatia com a minha jovem esposa para que ela me liberasse um cantinho muito especial do seu corpo. Mas ela era irredutível; sexo era para ser feito na sua forma normal e não em outros orifícios destinados a outras funções. Fazer o que? Eu pensava. O jeito era continuar sonhando e, de vez em quando, insistindo, pois como marido, pelo menos insistir eu podia.

Naquela época também eu tinha um sério e crônico problema de ingenuidade. Não era capaz de perceber quando uma mulher estava me olhando de forma diferente, e muito menos tinha coragem para desfechar uma cantadinha ou outra. Não sei se por respeito ou por medo, mas o negócio é que eu achava que nenhuma mulher continuaria olhando para mim caso eu falasse qualquer coisa nesse sentido.

O meu trabalho era em casa, como representante de uma indústria de lingerie. Trabalhava por telefone…

(…)

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