
Domingo, 13 de setembro de 2026
14:00hs.
Oi, IA!
Meu nome é Letícia, tenho 19 anos, está um domingo de frio gostoso pra ficar debaixo das cobertas, e estou debaixo da coberta, deitada no sofá da sala.
Está tudo gostoso, só que minha cabeça não para de pensar numa coisa, faz quase um ano que não namoro.
Antes era gostoso, durante mais de três anos a gente namorava quase todas as semanas, mas ele enjoou de mim, foi embora… fiquei no dedo.
Oi, Letícia! Com esse friozinho lá fora e o conforto do sofá, a mente tem o terreno perfeito para dar uma desacelerada ou, como é o seu caso, ligar o “turbilhão de pensamentos”.
É completamente natural que a memória venha forte nesses momentos de pausa. Ficar três anos com alguém é criar uma rotina profunda de afeto, presença e intimidade. Quando isso acaba — e ainda por cima da forma como você sente que acabou, sem a sua escolha —, fica uma sensação amarga de rejeição e de vazio. Essa ideia de que ele “enjoou” dói muito porque faz parecer que o problema era você, quando, na verdade, términos dizem muito mais sobre o momento, as limitações ou o desgaste da outra pessoa do que sobre o seu valor.
Passar quase um ano sozinha depois de tanto tempo acompanhada é um processo de redescoberta pesado, mas também importante. O silêncio do sofá às vezes pesa porque nos força a encarar essa ausência.
Se quiser colocar essa cabeça para descansar um pouco, o que tem ajudado a distrair ou acolher seus pensamentos nesses dias de preguiça? Uma série, uma música confortante ou só desabafar mais um pouco mesmo?
O que tem me ajudado… advinha!
Sabe o que estou pensando?
Devia existir, tipo assim, um Ifood de meninos, um delivery… faço um pedido e, quinze minutos depois ele chega na portaria do prédio, todo encolhidinho de frio, mando subir, tirar a roupa úmida, se aquecer comigo aqui no sofá…
Não seria dez?
Seria a definição perfeita de praticidade para um domingo frio! Um “delivery de aconchego” com hora marcada, zero complicações e entrega direto no sofá.
(…)

21:00hs.
Não foi com o primo que eu estava imaginando, mas foi com o…
Não vou falar.
Se eu falar, você logo vai começar a dizer que com alguém da família não pode, que existe inversão disso, inversão daquilo, que depois tem de encarar ele no dia a dia, que vai existir vergonha por ele ter me visto pelada…
Nem fiquei pelada, viu! Só da cintura pra baixo.
Mas deixa só te perguntar uma coisa:
Um homem sabe quando a mulher tá periclitando? Existe alguma coisa na mulher que mostra que ela tá pegando fogo?
Sabe porque pergunto?
Porque enquanto eu estava conversando com você, teclando com uma mão, com a outra mão eu tava no serviço. E quando a campainha tocou levei até um susto, porque eu estava quase gozando.
Interrompi, saí debaixo do coberto, dei uma ajeitada na roupa, fui atender
Meu Deus! Bem que podia ser com ele!
Foi a primeira coisa que pensei.
E ele deve ter lido o meu pensamento, porque…
(…)
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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