
Hoje sou mulher, que um dia já foi moça, que um dia já foi adolescente, e que como toda adolescente, também já aprontou das suas. Mas isso ninguém sabe, ninguém pode saber ou, pelo menos, ninguém pode saber quem sou.
Certas coisas que vou contar aconteceram quando eu tinha só 18 anos, no final de 1972.
Não preciso dizer, porque acho que todo mundo já sabe, que naqueles tempos as coisas eram diferentes e que me casei, aos vinte e dois anos, virgenzinha.
Virgenzinha?
Ai é que está. Não é de hoje que venho pensando sobre essa questão e foi exatamente de tanto pensar que resolvi escrever, pois se, se mesmo nos dias de hoje, ainda existem homens que procuram mulheres virgens, só posso chamá-los, no mínimo, de bobos.
O meu homem, do qual estou separada há dois anos, naquele tempo, bobo como todos os outros, procurou, encontrou e se casou com uma mulher virgem, que sou eu. Por isso ele quis namorar comigo desde que eu tinha 14 anos. Me pegou para criar, como eu ouvi muita gente dizer. E como todo bom e preocupado pai, não apenas me pegou para criar como também não descuidou de mim um só minuto. Foi ciumento do começo ao fim, sempre querendo saber onde eu tinha ido, com quem tinha ido, o que tinha feito e porque foi e fez sem a sua companhia ou, no mínimo, a sua autorização. Não bastasse meu pai e minha mãe, também ele queria e tudo fazia para que minha vida se resumisse a ir da casa para a escola e da escola para casa, de preferência sozinha, pois até mesmo outras meninas podiam não ser boas companhias para mim.
Na época, e mesmo por muito tempo depois, eu era mesmo muito tonta e aceitava toda a submissão com naturalidade, pois acreditava que o mundo era assim mesmo. Aliás, nem culpo meus pais e meu ex-marido, porque também eles acreditavam assim.
Porém, contudo, não obstante, eis que se não quando… Mesmo sabendo, na época, que estava fazendo coisa errada, eu fiz. Fiz e posso dizer que me casei virgem por uma questão de centímetros. E o pior, com o meu único namorado oficial, cheguei ao altar zerinho zerinho, nem mesmo uma enfiada de dedo. A coisa foi com outro, quer dizer, com outros.
Eu morava, naquela época, no bairro da Aclimação, bem perto ali do parque com o mesmo nome. Tínhamos uma casa bastante grande, com um quintal enorme, onde brinquei e passei praticamente toda minha infância, adolescência e juventude, pois estudava num colégio próximo de casa e só saía em companhia dos meus pais ou irmão mais velhos, ou então, já mais moça, em companhia do namorado. E só frequentava lugares luxuosos, com festas mais luxuosas ainda, sempre cheias de pompa.
Como já disse, aos 14 anos comecei a namorar com aquele que seria meu futuro marido. E foi um tipo de namoro meio arranjado. Não que me forçassem a namorar com ele, mas é que já fui apresentada e ele como se tivesse a missão de pertencer a ele para sempre. Como eu já disse também, ele procurava uma menininha virgenzinha e bobinha e eu era a pessoa indicada.
Virgenzinha sim, bobinha também. Tão bobinha que um dia dei uma bobeada e tanto. E tanto gostei de bobear que acabei bobeando outras vezes ainda.
Tudo começou com o início das aulas do ano de 1972. Eu estava com 17 anos e meio. Logo no início das aulas, indo e voltando sozinha para a escola, conheci um menino trabalhava com seu pai ali perto, numa sapataria. A gente começou a se olhar, a sorrir, trocar algumas palavras e mais ou menos um mês depois, eu já não passava mais por ali sem parar para conversar um pouco.
– Você é tão bonita! – ele me disse um dia.
Pelo menos três coisas chamavam a atenção naquele menino, e não sei qual dessas três era a motivação maior para eu querer estar com ele. Era bonito, era simpático e era pobre. Ele tinha olhos azuis cativantes e uma simpatia que eu nunca tinha visto em ninguém que eu conhecia. Era alegre, brincava com tudo, fazia piadinhas. Era adorável.
E por ser pobre, como ele mesmo dizia que era, aumentava ainda mais a minha estima por ele. Na verdade, o que eu tinha era uma grande curiosidade em saber da sua vida, como vivia, como era sua casa, como eram as pessoas iguais a ele, que não tinham dinheiro.
Mas nossos encontros eram sempre ali e por alguns minutos, se é que se pode chamar isso de encontros. Mas o que acontecia é que nos esperávamos. Essa é a verdade. Quando eu ia para a escola de manhã ele ainda não estava, a sapataria não estava aberta. Mas quando eu voltava, perto do meio dia, eu já ia ansiosa, sabendo que ele estaria na porta. E ele sempre estava na porta, me esperando, sentindo a mesma ansiedade que eu.
E quando acontecia de alguém de casa ir me buscar na escola, como nos dias de chuva, por exemplo, eu o olhava pelo vidro, a gente se acenava, sorria.

Fui ficando com vontade de estar mais tempo com ele. Não pensava em namorar com ele ou qualquer coisa assim, pois namorado eu já tinha. Mas queria poder conversar mais, fazer alguma coisa juntos, qualquer coisa, desde que, evidentemente, ninguém desconfiasse de nada. Quer dizer, mesmo que a gente fosse ser apenas amigos, ninguém iria gostar dele lá em casa. O meu namorado não iria gostar por puro ciúmes, e minha família não iria gostar, porque ele era pobre.
Eu arranjava sapatos estragados e levava para ele consertar, mesmo aqueles que minha mãe dizia que eram para jogar fora.
Um dia, foram meus irmãos mais velhos quem arranjaram para mim uma solução. Apareceram em casa com uma mesa de ping-pong e a armaram no grande salão que a gente tinha na casa, ao lado da garagem.
– Você joga ping-pong: – perguntei para o menino, na primeira oportunidade que tive.
– Se jogo: – ele falou. – Sou campeão mundial. Jogo dos dois lados da mesa ao mesmo tempo.
– Palhaço! – falei, e perguntei se ele aceitava ir jogar lá em casa, qualquer dia.
Ele olhou para o pai, mostrou que tinha serviço, e os únicos dias que ele podia era no sábado a tarde ou no domingo, a qualquer hora.
Fiquei um tanto frustrada, pois eu já adivinhava que nos finais de semana não seria aceitável sua presença em minha casa, principalmente porque eram nos finais de semana que meu namorado ia me ver.
Alguns dias depois, porém, acho que na semana seguinte, as coisas se ajeitaram como uma luva. Meus pais e meus irmãos iam viajar no sábado de manhã e só voltariam no domingo a tarde, mas eu não podia ir. Quer dizer, poder eu até podia, mas como tinha uma festa de uma menina lá da escola com quem eu tinha bastante amizade, logo inventei que ela era minha grande amiga e que não poderia faltar na festa do seu aniversário. Joguei essa possibilidade e a coisa colou.
Meus pais decidiram então que meu namorado me pegaria de noitinha, me levaria até a festa e depois até sua casa, onde eu dormiria, no quarto das suas irmãs, evidentemente.
E tudo isso só para poder receber em casa um simples amigo. Nem me passava pela cabeça que pudesse acontecer alguma coisa entre a gente.
Tudo acertado, melhor até do que eu imaginava, eu só tinha ainda um pequeno probleminha a resolver, mas disto eu trataria logo no sábado de manhã.
Fui até a empregada, que tinha apenas uns dez anos a mais que eu, e expliquei a situação. Falei que ia receber um colega, mas que ninguém em casa podia saber e prometi a ela o que ela quisesse.
– Você é que é feliz, menina! – ela falou. – Danadinha. Mas está certo, tem de aproveitar mesmo.
– Mas é só um amigo, quer dizer, um colega. – eu disse.
– Acredito. – disse ela, rindo. – Mas como eu disse, tem mesmo é que aproveitar. Homem nenhum vale a gente ficar se dedicando todinha pra ele. Se bem que…
– Se bem que o quê? – perguntei.
Se bem que eu até gostaria de poder me encontrar com o meu namorado hoje a tarde. Ele trabalha a noite e…
– Pois eu te dou a tarde de folga, em troca do seu silêncio.
– Mas é malandrinha mesmo. Além do meu silêncio, ainda consegue ficar aqui sozinha com ele.
– Eu não tinha pensado nisso, eu juro.
E era a mais pura verdade. Eu queria estar com o menino, mas não pensava em nada além de conversar, jogar ping-pong, apesar de que eu nem saber jogar direito, pois só havia brincado um pouco com meus irmãos. Mas queria que ele me ensinasse.
Malandrinha mesmo quem acabou sendo foi a empregada, pois mal serviu o meu almoço, lavou a louça e se mandou, dizendo que o Morais a esperava.
– Seu namorado se chama Morais? – Perguntei.
– Não. Morais é o nome de um hotel ali na Avenida Domingo de Morais.
– Hotel: Mas o que…?
Eu começava então a desconfiar de que eu era a mais inocente das meninas. Está certo que a empregada já tinha seus vinte e tantos anos, mas era solteira. O que ela iria então fazer num hotel com o namorado:
– Aproveita bem a tarde. – ela me disse, quando estava já saindo. – Mas não se esqueça, nem eu conto que você recebeu um namoradinho extra e nem você fala que saí mais cedo. Tá certo:
– Namoradinho extra: Mas que namoradinho extra: – É apenas um amigo que vem jogar comigo e…
– Usa camisinha ou então só deixa atrás.
– Como é que é?
Realmente, ela havia me deixado confusa. O que ela estaria pensando: Estaria ela imaginando que eu iria fazer amor com o menino: Que história era aquela de usar camisinha: Eu nem conhecia camisinha. E que negócio de só deixar atrás: Atrás o quê, do quê?
Estava já imaginando que não tinha sido boa coisa marcar para jogar com o menino. Algo me dizia que eu iria enfrentar uma tonelada de broncas, caso alguém descobrisse.
E se alguém descobrisse, não iria acreditar que só jogamos ping-pong. Meu namorado, por exemplo, já iria imaginar que havíamos feito amor e seu eu negasse iria então dizer que eu tinha deixado atrás…
Eu começava a entender o que era o “atrás”. Mas como pode uma mulher fazer isso: Será que a empregada fazia: Será que ela ia no hotel com o namorado para fazer atrás, só atrás?
O menino chegou. E por pouco não o dispenso no portão, dizendo que havia acontecido um imprevisto e que não ia dar certo o nosso jogo.
Mas quando o vi todo bonitinho, todo arrumadinho só para ir na minha casa, quando olhei seu rosto, seu sorriso, quando lembrei das suas brincadeiras, das piadinhas…
– Está mais bonita do que sempre é. – ele disse, olhando para o conjuntinho de blusa e saia que eu havia julgado apropriado para jogar. – Fica melhor assim, com as pernas de fora. – ele falou. – Do que com aquelas roupas pesadas.
– Eu estou com as pernas de fora: – perguntei, e já fazendo um gesto para abaixar minha saia, que, aliás, só então eu reparava, era bem curtinha mesmo.
Será que eu, inconscientemente, havia escolhido propositadamente aquela saia:
Mas ele, com aquele seu jeito, tratou logo de dizer que eu estava linda, que estava bem, que a saia era apropriada, que…
– Você é um grande mentiroso! – falei.
E a minha, ou nossa, tarde de alegria começava.
E começou como eu havia planejado, com a gente jogando ping-ping, quer dizer, com ele jogando ping-pong e eu tentando rebater a bolinha.
– Você tem que pegar a bola! – ele dizia, rindo de mim. – Até parece que nunca pegou uma bola.
– Nunca mesmo. – eu dizia, na maior inocência. – Faz poucos dias que comecei a brincar.
– Verdade? Com todo esse tamanho e idade e nunca brincou:
– Não. Mas o que tem a ver o meu tamanho e a minha idade? Por acaso existe idade certa para a gente pegar na raquete?
– Não existe. Mas tem meninas que pegam logo cedo.
– Espera aí. Sobre o que você está falando, afinal?
Quer dizer, eu era bobinha, mas nem tanto. Já começava a perceber que ele estava falando coisas que não tinha nada a ver com o jogo.
– Seu bobão! – gritei com ele. – Estou falando do jogo e você fica levando as coisas para outro lado.
– Eu não. Nunca levei nem de um lado e nem de outro. Isso é com você. E por falar nisso, de que lado você gosta de levar?
– Eu…
Parei. Parei de falar e parei meus movimentos. Fiquei feito uma estátua, olhando para ele, um tanto indignada com tudo o que ele dizia.
– Você não é o menino que eu convidei para jogar ping-pong comigo. – Eu disse. – Você só pensa besteira.
E depois de mais algumas palavras de indignação, ele acabou me dando razão.
– Você está certa. Desculpe. É que na minha turma a gente sempre brinca dessa maneira.
– As meninas também?
– Também. Mas qual o problema?
– Não estou acostumada a brincar assim.
Desculpas aceitas, voltamos ao jogo. Mas eu ainda não conseguia “pegar as bolas”.
– Será que você não está usando a mão errada? – Ele perguntou.
– Tanto faz. – eu disse. – Não sei rebater com nenhuma das duas.
– Não sabe pegar as bolas, não sabe bater… E olha que tem menina que bate com as duas.
– É mesmo?
Lá estava ele fazendo suas brincadeirinhas e lá estava eu caindo como uma patinha novamente.
– Se você continuar levando as coisas para o outro lado, a gente para com o jogo e você vai embora. – eu disse.
Só deixar atrás, bater com as duas… Eu estava descobrindo coisas demais para um único dia. E nem imaginava que ainda iria descobrir muito mais.
– Desculpa. – pediu ele, mais uma vez. – Vamos ver se consigo te ensinar a pegar… A pegar a raquete, a rebater a bolinha. Não estou falando nenhuma besteira, estou?
– Não! Mas está me agarrando por trás e…
– Foi você quem falou.
Naquele momento ele estava segurando meu braço para mostrar como pegar na raquete e havia se encostado em mim. Por isso eu reclamei. Mas quando me virei para brigar com ele, ainda que de mentirinha, quando nos olhamos frente a frente… nos beijamos.
E beijamos mais, beijamos mais, beijamos mais.
Mas não ficamos só nos beijos. Fomos trocando abraços, apertos. Coisas que eu nunca tinha feito ou deixado fazer antes, com o meu namorado, começaram a acontecer. De repente meus seios estavam de fora. Um pouco depois, senti sua mão pegando na minha e a levando para pegar algo.
– Pega na raquete. – ele disse, olhando em meus olhos.
E ajudou-me ou levou-me a abrir sua calça, pegar seu… sua raquete.
Naquele momento eu me via como uma doida perdida. Mas uma doida perdida que não queria parar de fazer o que estava fazendo.
– Olha ele… chupa ele…
– Chupar?

Ensaiei com aquilo na mão e na boca. Tentei chupar como eu imaginava que devia ser chupar. Ouvi quando ele falou que não era para fazer com os dentes. Tirou da minha boca, da minha mão, fez-me sentar sobre a mesa.
– Deixa eu ver ela!
– Não!
– Mas você viu ele.
Levantei a saia.
– Ela. É ela que quero ver.
– Puxei a calcinha um pouco de lado. Descobri minhas vergonhas.
– Tira a calcinha.
– Não!
– Vou chupar ela.
– Chupa! – falei, já com a certeza de que ele iria passar seus lábios e sua língua nela.
E passou mesmo. Quase fiquei doida, de tanta vontade que me deu. Lembrei as minhas masturbações. Sua chupada era mil vezes melhor.
Mas ele logo parou e então encostou o seu negócio nela.
– Não vai enfiar. – eu dizia, assustada, mas morrendo de vontade que ele enfiasse.
– Só um pouquinho. – ele dizia. – Só a cabecinha.
– Para! – gritei, quando senti a cabeça do seu pênis entrando em minha virgindade.
– Se você não quer aqui, vou enfiar aqui. – ele disse, com seu pênis encostado e roçando no meu anus.
– Enfia. – eu falava, lembrando das recomendações da empregada. Mas falava da boca para fora, com a certeza de que iríamos ficar só naquelas brincadeiras, só falando.
Mas a coisa ficou séria e ele quis enfiar de verdade. Na hora até fiquei com um pouco de receio, mas depois pensei: por que não?
Então concordei em tirar a calcinha. Eu ia ser comida mesmo. Que diferença fazia tirar ou não tirar a calcinha?
Ele pediu para eu arranjar óleo de cozinha.
– Pra quê? – perguntei.
Depois que apanhei o óleo e já sem calcinha, ele me debruçou sobre a mesa de ping-pong. Despejava óleo no meu reguinho e escorria para o anus. Fiquei uma lambuzeira de óleo, até minha saia sujou. Mas entrou.
Foi algo rápido, que me assustou no início, pois, de repente, senti a cabeça passando, senti arder, e no momento seguinte já estava tudo lá dentro. Era uma sensação ruim, uma invasão que me fez tentar ir para a frente e fazer aquela coisa estranha ao meu corpo sair de dentro dele. Mas ele me segurou, me abraçou, me acalmou.
– As meninas da sua turma fazem isso? – perguntei, sem saber exatamente por que perguntar isso naquela hora. Talvez fosse apenas por estar assustada, por desejar saber se eu não era a única a… a deixar atrás.
Depois que me acalmei as coisas se acomodaram. Ele começou a deslizar dentro de mim, no meu anus, e fazia devagar, com carinho, puxando e empurrando, fazendo eu sentir uma sensação pra lá de maravilhosa.
Só voltei a ficar apreensiva, com um certo medo, na hora que ele começou a falar que ia gozar.
– Não tem perigo? – Perguntei.
– Claro que não! – ele disse. – Por que você acha que as meninas deixam fazer só atrás?
Ele gozou. Me lambuzou mais ainda. Mas continuou dentro, querendo que eu gozasse também. Mexia nela, esfregava o dedo naquele lugarzinho que só a mulher tem, mas eu não conseguia. E só fui conseguir quando ele tirou da minha bunda e ficou só mexendo nela com o dedo. Gozei junto dele. Foi delicioso.
Mas ele quis mais óleo, mais atrás.

E desta vez foi na poltrona ao lado da mesa, ele sentado, eu sentada em cima dela, de costas pra ele, fazendo ping-pong: ping pra dentro, pong pra fora, ping pra dentro, pong pra fora…
E desta vez gozei quase na hora que ele gozou. Gozei levando atrás.
Quando vimos a hora, fiquei desesperada. Meu namorado estava para chegar. Arrumamo-nos às pressas e eu o fiz sair pela entrada de serviço. Ia correr para chuveiro, mas meu namorado chegou. Dei a desculpa de que estava suada de tanto treinar ping pong…
– Sozinha?
– É! Por que não?
… e pedi para que me aguardasse, enquanto eu tomava um banho. Ele ainda veio com graça, querendo aproveitar que estávamos sozinhos, mas eu fiquei brava, pedi respeito.
Debaixo do chuveiro eu fechava os olhos para relembrar e sentir novamente em meu corpo cada sensação sentida durante aquela tarde.
Claro que consegui dar um jeito de trazer o menino outras vezes até aquela casa, para ele me ensinar a pegar na raquete, a pegar as bolas, a levar atrás. Mas nunca deixei colocar mais que a cabecinha. Enfiar mesmo, só atrás, a poucos centímetros dela.
E claro também que, na faculdade, conheci um outro menino… Mas isto já é uma outra história.
E assim, hoje fico pesando, que me casei virgem por uma questão de centímetros. Quantos centímetros entrou nela, a quantos centímetros dela entrou tudo.
Pobre homens!

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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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