Minhas duas Marias, minhas duas visões… minha primeira vez

Vivido por: Carlos J. A. (2006)

Santana – São Paulo – SP

Transcrito por: Anna Riglane

Foi numa época em que morávamos numa casa que ficava nos fundos de uma oficina mecânica.

Era o meu pai, 40 anos, a minha mãe, 36, eu 18, minha irmã, 16, e mais outra irmã com 14.

O mecânico era o senhor João, 45 anos, dono do imóvel. Ele tinha a oficina na frente e alugava a casa dos fundos, morava noutro lugar e eu sabia que era casado.

Trabalhei com ele, aprendendo o ofício e ajudando a sustentar a casa, pois a nossa situação não era das melhores, tanto que o meu pai trabalhava em dois empregos, saía bem cedo de casa e chegava só depois das onze, pouco depois de eu chegar do colégio, pois estudava à noite.

Para mm a história começou numa noite em que cheguei um pouco mais cedo, minhas irmãs já estavam dormindo, mas minha mãe não estava, chegou uns dez minutos depois.

Religiosa, ela disse que estava no Terço na casa da dona Mercedes.

Como era uma novena (nove Terços), na semana seguinte ela foi novamente ao terço, mas demorou um pouco mais até voltar, chegou só um pouquinho antes do meu pai, parecia assustada, e falou que era por causa de dois homens que vinham andando atrás dela na rua.

E então, na semana seguinte, ao invés de ficar em casa esperando, pensei em sair pra rua, para dar proteção a ela.

Mas não cheguei a sair. Ainda no corredor vi uma luz acesa na oficina e achei que o senhor João ou eu mesmo tivesse esquecido de apagar.

Era uma luz fraquinha, vinda lá do quartinho que ele chamava de escritório, e como eu tinha a chave, voltei em casa, peguei, e entrei na oficina.

Logo que entrei ouvi uns gemidos. Eu nunca tinha transado, mas sabia que eram gemidos de alguém transando… uma mulher.

Fiquei curioso em saber quem era a mulher que o senhor João estava comendo, e entrei em silêncio pé ante pé, até chegar na porta do quartinho, colocando a cabeça para dentro.

Foi a visão mais desgraçada da minha vida… minha mãe deitada num banco de Kombi, que era usado como sofá, o vestido enrolado na cintura, e o senhor João em cima, comendo ela.

Fiquei cego, virou o estômago, pensei em gritar, pular em cima dos dois, chamar minhas duas irmãs para ver…

Não fiz nada, absolutamente nada, e nem sei como me afastei dali, pois mal conseguia mover as pernas.

Por que a minha mãe estava traindo o meu pai?

Por que ela estava dando para o senhor João?

Seria em troca do aluguel?

Não fiz nada naquele momento e também não fiz nada nos dias que se seguiram. Na minha cabeça, nos meus pensamentos, era só a ideia de que a minha mãe estava dando para outro homem, um homem dez anos mais velho que ela.

Não consegui falar com ela, não consegui contar para o meu pai, e nem consegui realizar a minha vontade de enfiar a chave de fenda no olho do senhor João.

Várias vezes estive próximo de fazer pelo menos uma dessas três coisas, mas não fiz nenhuma.

Mesmo depois que a minha mãe foi no terço na semana seguinte, não consegui fazer nada… nem na outra semana, na outra…

E também não conseguia parar de pensar e remoer aquela cena, e as cenas que continuavam acontecendo, mas eu não tinha coragem de ir ver.

Podia dar um flagrante, acabar com tudo, mas…

Por essa época eu já tinha uma certa amizade com a Leila, uma menina um pouco mais nova que eu, que estudava na mesma classe, e com quem eu dividia boa parte do caminho na volta da escola.

Na verdade, seguíamos até dois quarteirões antes da minha casa, quando ela virava numa ruazinha e eu seguia.

Mas depois, com a cabeça como eu estava, não só passei a conversar mais com ela, como também ficava parado na esquina até ela entrar em casa. Ela me acenava um tchauzinho e eu seguia.

Mas eu não falava nada da minha mãe pra ela, tinha a maior vontade de falar, desabafar, mas não falava, não desabafava, e compreendia claramente o significado da expressão “nó no peito”, pois era exatamente o que eu sentia, uma dor profunda s constante na “boca do estômago”.

Teve um sábado, porém, em que essa dor se tornou quase uma explosão.

Minhas irmãs tinham ido para a casa de uma tia nossa, eu tinha trabalhado com o senhor João até pouco depois do meio dia, e quando voltei para casa, quando entrei, ouvi e fui ver minha mãe e o meu pai na cama, transando.

E o que era para ser uma cena de alegria, me encheu foi de ódio… minha mãe fingida, meu pai enganado.

Nem almocei. Saí pra rua, andando a esmo, sem rumo, e quando vi já estava no portão da casa da Leila.

Ela me recebeu com alegria, me apresentou para o pai, me apresentou para a mãe, uma mulher negra, mas bastante parecida com a minha mãe, mesma idade, e mesmo nome… Maria José, minha mãe, Maria Augusta, a mãe da Leila.

Me chamaram para almoçar, até aceitei, mas pouco comi, o nó no peito me impedia. Perguntaram o que estava acontecendo comigo, falei que eram problemas em casa, com os meus pais, mas não quis falar o que era.

Passei o resto da tarde na casa da Leila, na sala, e também no seu quarto, conversando, ouvindo músicas, falando da escola. Voltei para casa mais aliviado.

E passei a buscar alívio quase que constante na casa da Leila. Minha rotina incluía a minha própria casa quase que apenas para dormir.

Durante os dias da semana trabalhava na oficina do senhor João, sempre com vontade de furar o olho dele ou mesmo de matar logo de vez. Cheguei até a pensar em soltar o macaco, num momento em que ele estava debaixo do carro, mas fiquei só na ideia.

De noite ia pra escola e passava o tempo todo junto da Leila, ela falava sempre, e com um brilho nos olhos, de um carinha que tinha sido seu namorado, eu contava que nunca tinha namorado ninguém…

Nas quartas-feiras, e nos outros dias também, eu até evitava olhar para a minha mãe, e nos finais de semana eu ia para a casa da Leila, passava a maior parte do tempo lá, só faltava dormir.

– Mas se quiser dormir aqui, não tem problema. – me disse um dia a dona Maria Augusta, numa noite de sábado em que chovia muito forte.

– Imagina! Moro aqui pertinho, dou uma corrida.

– Você é que sabe… não quer dormir na casa da namorada…

– Namorada!

Então tive de explicar a ela que não éramos namorados, apenas grandes amigos, e ela, surpresa, começou a me elogiar, dizendo que sou um bom menino e que faria o maior gosto se eu namorasse a filha dela.

– Ela teve um namorado, mas eu não gostava dele, nem o meu marido, ainda bem que terminaram. Agora, você…

Me senti ultra lisonjeado, mas, mesmo assim, preferi voltar para casa debaixo de chuva. Achei que seria muito abuso dormir lá.

Mas dormi num dia em que o pai da Leila foi internado num hospital, por conta de um acidente que sofreu no trabalho e estava aguardando uma cirurgia no ombro.

A mãe dormiu num quarto, a filha noutro quarto, e eu no sofá da sala, por minha escolha e vontade, já que não havia um terceiro quarto.

Havíamos chegado tarde na casa delas e fui praticamente intimado a dormir ali.

Fosse pela dona Maria, pelo modo como ela ajeitava as coisas, eu teria dormido com a Leila, mas dormi no sofá da sala.

E então, pela primeira vez, que me lembro, passei bons minutos pensando na Leila, antes de pegar no sono.

Menina super meiga, educadíssima e… bonita e gostosa. Nunca tinha pensado nela por esse ângulo, morena quase negra, filha de mãe negra com pai branco, era uma composição de beleza, sem contar o corpo, tudo certinho, tudo delineadinho, igual o corpo da mãe, na verdade.

Bem que eu podia namorar ela, ter a minha primeira vez com ela… mas ela parecia gostar muito ainda daquele namorado que já não tinha mais.

Com certeza ela devia ter transado com ele e guardava boas lembranças.

Nossa amizade era tão bonita… dormi com essas dúvidas entre conservar a amizade, que me fazia tão bem, e eu precisava, na verdade, e arriscar um namoro e colocar tudo a perder.

A cirurgia com o pai da Leila não ocorreu como se esperava, deu complicações, e ele ficou internado por mais de quinze dias.

E nesses dias, uma noite era a Leila, outra noite era a dona Maria Augusta quem ficava fazendo companhia pra ele no hospital.

E logo na primeira noite que ficou a mãe, peguntei se a Leila não queria dormir na minha casa.

– Não sei. – ela disse. – Nem conheço seus pais direito.

– Mas você dorme sozinha?

– O pior é que não. Dorme você na minha casa, então.

Dormi na cama dela, enquanto ela dormiu no quarto dos pais, nada mais correto, eu pensava.

Só que, ver ela naquela sua roupinha de dormir, shortinho… Só Deus sabe o que andou passando pela minha cabeça.

Mas… tudo dependia dela. De modo algum eu queria tentar alguma coisa e macular a doce amizade que a gente tinha.

E assim foi na segunda noite que dormi com ela… quer dizer, na casa dela, e também na terceira.

Mas, então…

Numa das noites, um sábado para domingo, em que ela ficou no hospital e voltávamos para casa, eu e a dona Maria Augusta,  a mulher iniciou uma conversa.

– Você tem preconceito de cor? – perguntou.

– Preconceito!? – exclamei, surpreso com a pergunta.

– Sim. A Leila é mestiça, quase negra, eu sou negra negra.

– Isso eu sei. Mas o que tem a ver?

– Você namoraria com ela?

– Por que não? Só que a gente se tornou amigos, e acho que não dá mais para pensar em namoro.

– Dorme lá em casa.

– Anh!?

– Quero conversar uma coisa com você.

– Que coisa?

– Lá eu te falo… te mostro.

– Me mostra!?

– Fica quieto! Lá a gente conversa.

Dei uma corrida até em casa para avisar, tomei o caminho da casa dela pensando na conversa… o que seria?

Com certeza ela estava querendo que eu namorasse a Leila, várias vezes já havia insinuado isso.

Mas o que ela queria falar ou mostrar para me convencer?

Você é um menino tão legal, ela dizia sempre.

Estava no sofá, esperando que ela me arranjasse um travesseiro e um lençol quando ela me chamou no quarto do casal.

– Falei que queria te mostrar uma coisa. – ela disse, em pé do outro lado da cama.

– Sim… – acho que gaguejei, não sei.

E não sei se gaguejei, porque simplesmente, ela estava abrindo a blusa, seus seios começando a aparecer.

Acho que entrei em parafuso.

Num lance meio que rápido ela se livrou da blusa e pude ver seus seios por inteiro… coisa maravilhosa e inédita para mim, me chamando a atenção os biquinhos róseos, quase branco, em contraste com a sua pele negra.

Não consegui falar nada, apenas fiquei olhando.

Mais um gesto rápido e ela se livrou da saia, fazendo aparecer sua calcinha branca, lisinha, bem agarradinha ao corpo… mais um contraste com o seu corpo negro.

E que corpo.

Seria o que eu estava pensando.

Permaneci mudo, calado e em completo silêncio.

Nem sei se o meu pau endureceu diante daquela visão maravilhosa… ou se o nervosismo falou mais alto.

Ela também não parecia tão à vontade, tão confortável. Mas foi ela quem retomou a palavra, falando devagar, demonstrando um nervosismo só.

– Por favor…

– Por favor o quê? – consegui perguntar.

– Nada… só fala se você me quer.

– Se eu te quero… Claro! Só que… eu nunca transei.

Achei que tinha de falar.

Na hora me deu um frinicote tão intenso, uma tremedeira geral, um nervosismo, uma coisa que eu nunca tinha sentido antes… e um medo desgraçado de que eu fosse fazer tudo errado.

E isso era tanto por ser a minha primeira vez, mas, muito mais que isso, porque eu estava diante de uma mulher de verdade, o dobro da minha idade, e eu não tinha a mínima ideia do que podia acontecer, se eu ia conseguir, se…

– Que bom! – ela disse, me tirando em parte daquela torrente pensamentos…. preocupações, na verdade, temores, daquele frinicote.

– Bom? – perguntei.

– Posso tirar sua roupa.

Confesso que fiquei meio envergonhado quando ela deu a volta na cama, sentou, e começou a tirar a minha roupa, a camiseta, a calça, a cueca.

Mas antes ainda de tirar a cueca ela já estava apertando o meu pau, massageando.

– Gostoso! Jura mesmo que ele nunca…

– Nunca.

– Sabe… – ela falava, já com o meu pau de fora e acariciando ele com vontade. – Casei virgem, sabia? Mas o meu marido já não era virgem. Ele teve o gostinho de tirar a minha virgindade, mas não tive o gostinho de tirar a dele… você me deixa tirar a sua?

Nem falei nada, não tive tempo, ela já tinha me empurrado para trás, se ajoelhado, e…

ESTAVA CHUPANDO O MEU PAU.

Quase gozei na hora, só de sentir seus lábios quentes, sua saliva, sua língua.

Esse era o meu medo, gozar antes do tempo. E esse medo vinha da lembrança de um dia em que fiquei com uma menina da escola, demos uns pegas… e fiz uma mancha na calça.

Se só se abraçar e beijar já tinha me acontecido aquilo, imagina a mulher chupando o meu pau, meu pau entrando numa buceta…!

E foi exatamente isso o que aconteceu. Não na boca, mesmo ela chupando bastante e com muito gosto. Foi na hora que ela tirou a calcinha e me chamou na cama.

– Vem!

Só nesse “vem” eu já estava a meio caminho de ejacular.

Nos beijos que ela me deu, quase arrancando os meus lábios, eu já me sentia perdido.

Quando se deitou, me puxou para cima, e pegou o meu pau ajeitar na buceta, eu já sentia que o pior ia acontecer.

E quando, pela primeira vez, afundei o pau numa buceta…

FORAM DUAS BOMBADAS E… ENXARGUEI A MULHER.

– Que droga! – resmunguei.

– É assim mesmo. – ela disse, continuou dizendo. – É assim mesmo, é a sua primeira vez, está nervoso. Mas calma, ele ainda está duro, ainda está me comendo… Tá me comendo, tá?

– Tô. – respondi, um tanto mais calmo.

– Que bom! Come gostoso, come! Me come gostoso! Me come gostoooooso.

Eu nunca tinha feito uma mulher gozar, nem nunca tinha ouvido, pois mesmo quando ouvia minha mãe com o meu pai, não dava para saber quando ela ou ele estava gozando.

Minha mãe… Não sei porque fui lembrar dela naquela hora. Ela e o senhor João em cima.

Eu em cima da dona Maria Augusta, elas cada vez mais quente, mexendo cada vez mais, arrancando pele da minha costa… e sua buceta… apertada, cada vez mais apertada, mordendo.

– Vai! Vai! – ela gemia, alto, forte, gritava.

Vi, senti, fiz uma mulher gozar.

E isso me acalmou por completo.

Calmo, comi a dona Maria augusta noite a dentro, até cairmos exaustos, eu por cima, eu por baixo, ela pedindo para eu comer gostoso, falando que eu tinha um pinto gostoso, sua buceta cada vez mais apertada, mordendo forte.

– Nunca dei pra outro homem, sabia? Só para o meu marido.

– Mas então… por que eu?

– Porque você é um moleque… um moleque, não, um menino super educado, super bom menino…

– Mas só por isso?

– Não. É por isso, é porque senti forte atração por você… e quer saber? Porque você é o menino, o namorado… os meninos, os namorados que não tive na minha adolescência, na minha juventude… você é tudo isso… e muito mais.

E na manhã do dia seguinte, acordei depois dela, que estava na cozinha só de calcinha e uma camisa aberta.

– Quero mais. – ela já foi falando, e me puxando para o sofá.

Foi uma só dessa vez, mas muito louca, ela de cavalinho em cima de mim, de cócoras na verdade, subindo e descendo o corpo, sua buceta apertada…

– Sabe… – começou a falar, quando já caída, sentada ao meu lado. – Nós mulheres quase nunca somos satisfeitas na cama. Os homens têm mania de só pensar no prazer deles, só comer, gozar e fim… não ligam se temos prazer ou não, não querem saber se gozamos ou não, e muitos, na verdade, até nem gostam que a gente goze, acha que isso não é coisa para mulher. Você não pensa assim, pelo que eu vi.

– Claro que não! Acho que a mulher tem de gozar igual.

– Você me faz gozar igual?

– Já não fiz? – perguntei, todo empoderado, me sentindo o macho.

– Mais do que fez. Mas estou falando é das próximas vezes.

Uma noite eu dormia com a Leila, na cama dela, ela na cama dos pais.

Uma noite eu dormia… quer dizer, não dormia com a dona Maria Augusta, na cama do casal.

A Leila cada noite mais confiante em mim e mais à vontade, chegando mesmo a andar só de calcinha e sutiã pela casa.

A dona Maria Augusta cada vez mais puta.

Puta no bom sentido, deixa eu explicar. Assim como eu me sentia cada vez mais macho, mais eu, ela estava cada dia mais mulher, mais solta, mais tudo, a ponto, inclusive, de me falar que…

– Nunca fiz atrás.

– Nunca… quer fazer?

– Hum hum!

E se a buceta a era apertada… nem falo.

Mas o pai da Leila saiu do hospital e ficou em casa, em recuperação, tomando muito remédio contra a dor, e dormindo quase o tempo todo.

E como eu não ia mais dormir ou com a Leila ou com a dona Maria Augusta, ela, a dona Maria Augusta, um dia me perguntou se eu não podia dar uma passadinha por lá na ´parte da tarde, enquanto a Leila ia para o curso de música.

– Ele dorme feito pedra. – ela me disse, na lavanderia…

Foi a primeira vez que transei, que transamos em pé, mas não a última.

Então aconteceu uma reviravolta total, que foi ruim que foi bom, que…

Meu pai tinha arranjado um emprego melhor, já não precisava mais trabalhar em dois lugares, mas era longe, do outro lado da cidade, arranjou uma casa por lá e nos mudamos.

Assim minha mãe fica longe do senhor João, eu pensava.

Assim fico longe da dona Maria Augusta, eu me entristecia.

Visitei eles umas duas ou três vezes, peguei ela num canto para falar de motel, hotel… mas ela, de forma muito educada, como sempre, me beijou carinhosamente, e falou que não podíamos continuar com aquilo, que ela não queria mais trair o marido.

Falou também que eu podia namorar a Leila, que é uma cópia dela.

Mas a Leila, minha grande amiga Leila, um dia me contou que estava de volta com aquele seu ex-namorado.

– Estou tão feliz. – ela escreveu no Zap.

De modo algum quero estragar a felicidade dela.


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