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Sufoco: meus pais e o meu primo Everton no meu apartamento
Claro que ter os meus pais me visitando e passando uns dias no meu apartamento é uma das coisas mais agradáveis para mim. Afinal faz anos que deixei minha terra, e mesmo estando a viajar pra lá pelo menos duas vezes por ano, sinto saudades deles, dos parentes todos, dos amigos.
Mas, pelo amor de Deus, avisem antes, e não quando já estão em Congonhas, ligando para que eu fosse buscar os três… meu primo Everton veio junto.
Maravilha ir buscá-los, felicidade imensa, mas…
CANCELA OS JOBs JÁ MARCADOS, CANCELA TUDO, ESCONDE A AGENDA DE CONTATOS.
Sim, apesar do celular, ainda uso uma agenda de papel, e nem sei como, em menos de meia hora, consegui desagendar alguns jobs e esconder a prova do crime no fundo mais profundo do meu guarda-roupa. No mais, reforcei a senha do celular, e só então peguei o meu Corinha e dirigi até o aeroporto.
– Pai! Mãe! Primo!
– Vamos ficar uma semana só, não mais que isso.
Uma semana de sufoco. A cada vez que tocava o telefone ou chegava um Zap, lá ia eu dar um jeito de falar que estava temporariamente fora de serviço.
Ainda bem que tenho o meu emprego na parte da manhã e a maioria dos contatos ou descontatos andei fazendo durante o trabalho.
– É só uma indisposição física, coisa de mulher, e também um tratamento que estou fazendo.
Era oi que eu explicava aos clientes e/ou pretensos cliente… só não explicava que tratamento era.
Era uma segunda-feira, logo cedo, quando chegaram, já levei os três para uma caminhada pela Avenida Paulista almoçamos num belo restaurante, minha mãe toda encantada com a cidade grande, que ela pouco conhecia, meu primo Everton procurando andar do meu lado, até pegar a minha mão, meu pai discreto, sisudo.
E os dois querendo me comer… já vou logo falando assim, pois é a mais pura verdade mesmo.
Meu primo Everton, nunca esqueci, me levou um dia até um bosque de eucaliptos e zup, traçou minha bundinha, foi o primeiro pinto que senti por dentro, embora no lugar errado… quer dizer, nem tanto.
Não culpo o primo por isso não, pois quando caminhei com ele até o bosque não só eu bem sabia o que ia acontecer, como eu queria que acontecesse.
Não foi tão gostoso para mim, daquela vez não foi, pois o primo só pensou no prazer dele e me deixou na mão… no dedo, a bem da verdade. Mas nas outras vezes…
E o meu pai…
Meu pai é um homem sem vergonha, muito bom, sempre pronto a ajudar qualquer um que precise, mas também sempre afim de comer qualquer mulher que cruze o seu caminho, inclusive a própria filha.
E cruzei o seu caminho… quer dizer, trilhamos um caminho juntos, como pai e filha, nada mais que isso, ele só esperando eu crescer, até o dia em que ele me passou a maior cantada. Na verdade, nem foi uma cantada, foi uma direta mesmo, armou para ficar sozinho comigo em casa numa certa noite e já foi falando que ia me comer.
E como logo percebi que ele não ia me deixar escapatória, resolvi tirar vantagem.
– Eu dou, mas quero um apartamento lá em São Paulo. – falei pra ele naquela noite, pois já era intenção minha vir para São Paulo estudar, trabalhar…
E ele me comeu naquela noite, me comeu na viagem que fizemos para comprar o apartamento… e agora queria me comer outra vez.
A mãe é que estava atrapalhando… atrapalhava ele, atrapalhava o primo.
Quatro dias ciceroneando os três, mostrando os pontos belos da cidade, e só no terceiro dia o meu pai conseguiu o que queria, por toda uma tarde.
A mãe queria conhecer a praia, o mar, eu não podia ir por causa do meu trabalho de manhã, mas coloquei o meu carrinho à disposição, e na mesma hora o pai ficou com indisposição… safado.
Foi só o primo sair com a mãe e ele já veio pro meu lado.
– Pai, você não está pensando que a gente… que eu… que…
Eu usava só vestido e calcinha, e logo o vestido subiu.
FOI A TARDE TODA.
A tarde toda sendo dominada, pois o meu pai é do tipo possuidor, que faz questão de deixar bem claro que é ele quem está comendo, quem é o dono da situação, quem manda, enfim.
Tipo homem das antigas mesmo. Até me acariciou, me chupou, me excitou, mas, mesmo nesses momentos era ele quem estava no comando.
E no mais, era eu, minhas mãos, minha boca, minha bundinha… foi o que ele mais comeu. Falava o tempo todo que a mãe até dava, mas sempre com má vontade, mas que parecia gostar muito.
E gosto mesmo, fazer o quê?
E a garganta profunda…? Tanto que ele socou na minha boca que até pensei em fazer, mas não fiz, e por um simples motivo, uma simples dúvida que me surgiu no momento:
Meu tio Albino é o único da família que sabe, acredito eu, se ele não contou parar ninguém, mas…
E SE O MEU PAI DESCOBRE QUE SOU DO JOB?
E SE A MINHA MÃE DESCOBRE?
E SE O PRIMO…?
Falando em primo… Coitado! Tentou de todas as maneiras cavar a sua oportunidade, até tentei favorecer um momento entre a gente, mas o meu pai, parece que sacando tudo, tirou todas as chances.
No último dia deles aqui até quase aconteceu. Fomos num mirante que tem aqui perto, o primo me destacou por alguns segundos…
– Eu queria tanto ir lá nos eucaliptos.
– Menino! – exclamei.
– Dá um jeito. – ele pediu.
– Vamos ver… mais tarde vou dar uma saída, você vai junto, e a gente vai num motel.
– Jura?
Ele ficou todo eufórico, mas quem disse que o meu pai desgrudou?
Meu pai não só não desgrudou como ainda arranjou um jeito de o primo sair novamente com a minha mãe e… pimba, me pegou outra vez.
Já no aeroporto, os três indo embora, meu primo com aquele ar de criança frustrada…
– Logo eu viajo pra lá. – falei, bem no ouvido dele, na hora do abraço.
Senti sua mão apertando minha cintura. Senti também… quer dizer, imaginei… o seu pintão bem duro.
O avião partiu, partiram.
Volta ao job, remarcar minha agenda, meus clientes, saudades do meu ficante lá da faculdade…
Estou feliz.
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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