
Num relacionamento sério, mas… dando uns voozinhos
Vivido por: Audrey S. F. (2007)
??? – ?? – Brasil
Transcrito por: Anna Riglane
– Ô minino pra cumê gostoso!
Minha prima Lara é que fala assim, sempre que o nome do Richard surge nas nossas conversas.
E tenho de concordar com ela, também falo, porque o safadinho, futuro piloto-comandante, come gostoso mesmo.
Sempre comeu.
Comia ela, comia eu… até que entrei num relacionamento sério.
Isso mesmo.
Pintou aquele clima de love forever com um colega no meu primeiro emprego, me derreti toda, e me fechei.
Adeus contatinhos.
Nem adianta telefonemas e mensagens, porque está lá no meu perfil…
NUM RELACIONAMENTO SÉRIO.
– Sério mesmo que você está num relacionamento sério, prima? – perguntou o primo Richard na primeira oportunidade, depois de um longo tempo sem nos vermos “adequadamente”.
E a oportunidade foi um voo de avião.
– Avião, primo?
– É. Mas não é qualquer avião. Não está sabendo que já tirei o meu brevê? Sou piloto agora, e quero comemorar… e comemorar com você. Faz tempo que e gente não…
– Estou num relacionamento sério. Esqueceu?
– Esqueci não. Só estou convidando para um passeio de avião. Você é que já está com ideias penisgráficas.
– Ideias penisgráficas, eu? Te conheço, primo. Sempre me levou na conversa.
– Eu te levei, quando?
– Sempre. Eu era bem virgem e você me…
– Pera aí! Você também quis.
– Mentira. Eu era apaixonada por um menino, queria namorar ele, e você me estragou.
– Te estraguei…! Essa é boa. Mas vamos lá, vai! Domingo à tarde a gente voa.
– E desde quando você tem avião?
– Não tenho, mas tenho, é do aeroclube. Quer voar comigo ou não?
– Domingo à tarde ele vem me ver.
– De manhã, então. Te pego aí.
– De avião?
– Danh! Vou de moto, né! Depois vamos pro campo de aviação.
– Campo de aviação mesmo? Não está com outras ideias, não?
– Eu não. Mas se você estiver…
– Claro que não estou! Só estou falando porque estou achando muito estranho esse convite. Te conheço. De repente não tem avião coisa nenhuma e…
– E…
– Falando sério, primo… é pra voar mesmo, não é? Estou num relacionamento sério e…
– É sério sim, senhora relacionamento sério.
…
Instruções em casa.
– Mãe, vou passear de avião com o primo Richard, mas, para todos os efeitos, caso alguém apareça, fui fazer trabalho de faculdade na casa de uma colega.
– Sei. Juízo, hem, menina! Esqueceu que esse teu primo já quase te engravidou?
– Não existe quase gravidez, mãe.
– Sei que não. Mas existe uma menina que passou alguns dias apavorada com a menstruação que não descia.
– A gente só vai voar, mãe… só voar. Ele sabe que estou num relacionamento sério.
…
Domingo, nove horas da manhã, um sol jà nascido e gostoso, prenunciando um dia de…
E nunca tinha voado num avião pequeno e, pelo que sempre disse o primo, eu nunca tinha sentido a verdadeira emoção de voar.
Outras emoções, sim, eu já havia sentido. Sua super moto, mesmo quando ele nem tinha habilitação ainda e já vivia me pegando para um passeio aqui, outro ali, apartamento na praia, casa na chácara (o caseiro só de olho, babando)… e até motel, mesmo antes de eu ter idade para ir nesses lugares.
Era uma espécie de competição entre eu e a prima; quem se aventurava mais com ele, quem fazia mais pequenas grandes loucuras, quem dava mais para o primo. Eu adorava essa competição, ela também…
Mas agora eu estava num relacionamento sério.
Coloquei o capacete, subi na moto do primo Richard, e nem reparei que ao invés de demorados trajetos, como ele gostava de fazer comigo(s), tratou de logo estarmos no campo de aviação.
E bastou chegarmos lá para eu entender o porquê.
– Prima Lara!
– Prima Lucy!
Ainda surpresas, logo entendemos que a mesma conversa que o primo tinha jogado pra cima de mim, o mesmo convite, ele tinha jogado também pra cima da prima.
E entendemos que primeiro ele tinha pegado a prima, tinha deixado ela no campo de aviação, e tinha saído, dizendo que ia pegar um plano de voo… O plano de voo era eu.
Mas… por quê ele tinha feito segredo de que ia levar nós duas não entendemos.
Entendemos sim.
…
Tudo em ordem com o avião, liberado por um funcionário do aeroclube, subimos à bordo, o primo ligou a máquina, começou a mexer nuns trezentos botões, e a falar pelo rádio com a torre de controle… que nem existe no clube.
– Palhaço! – falei, sentada na frente, ao lado dele. A prima ia no banco de trás, mas com a cabeça entre nós dois.
Força no motor, engata primeira, engata a segunda… mas só mais tarde.
Naquele momento só vimos, só sentimos, o pequeno avião ganhando velocidade, desgarrando do chão e subindo quase nas nuvens.
Realmente, é outra sensação, muito mais dez, e nada monótono com o voo num avião grande.
Pelas minhas ideias a gente ia dar umas voltas sobre a cidade, ele ia fazer umas brincadeiras, uns rasantes, dar sustos e mais sustos na gente…
Mas, pelas nossas percepções, minha e da prima, estávamos num voo reto e estabilizado rumo a não sei onde.
E aí sim o primo falava pelo rádio com um certo Controle, passando as coordenadas, radial isso, altitude aquilo…
– Alfa Tango Bermuda…
– Para onde estamos indo? – começamos a perguntar.
– Estamos dando umas voltas, oras. – era tudo o que ele respondia, até que…
– Ai, ai, ai!
– O que foi?
– O que foi?
– Acabou a gasolina.
– E desde quando avião usa gasolina?
– Pouso de emergência.
– O quê?
– Vamos fazer um pouso de emergência. Chamando Torre, chamando Torre, Alfa, Tango, Calcinha, piripaque no avião, peripaque no avião… Alfa Tango chamando Calcinha.
– Para de palhaçada, primo! Quer matar a gente do coração?
Foram momentos tensos, mas também divertidos, uma mistura.
O primo continuou com as palhaçadas, como se estivéssemos em pane, mas de real ele ia baixando o avião, voando em círculos, cada vez mais baixo, quase roçando as copas de umas árvores…
– Estamos caindo?
– Com estilo.
Rezei trinta padre nosso, mijei na calça, a prima deve ter mijado também… tudo exagerando, é claro, mas que levamos um tremendo susto, isso levamos…
Até que o avião tocou o solo, na verdade um gramado, um pasto, e foi perdendo velocidade, se aproximando de umas construções…
– Primo! Estamos na chácara! Você pousou na chácara!?
– Nós pousamos.
Queríamos bater nele.
…
Queríamos bater no primo quando ele tirou do avião uma caixa de isopor e nos conduziu para dentro da casa, logo mostrando que naquela caixa estava o nosso almoço.
– Mas que almoço, primo!? Só saímos para uma umas voltas e…
E ele já foi falando da piscina, da carne para o churrasco, da…
– Que piscina? Nem trouxemos biquínis.
– Isso mesmo. E tenho de voltar logo… meu namorado…
– Vou fazer uma caipirinha.
– Vai nada. Você está dirigindo… pilotando.
– Até a hora de irmos embora já passou o efeito. Vão lá no pomar pegar limão, vão!
Adianta discutir com o primo?
Foi o que a prima e eu conversamos enquanto apanhávamos os limões.
E também notamos que não havia ninguém na casa do caseiro.
– Dei folga pra eles, foram passear, só estamos nós aqui, e isso quer dizer…
– Quer dizer o quê?
– Que vocês não precisam de biquínis para entrar na piscina.
– Só porque você quer.
– Cachorro sem-vergonha!
– A caipirinha está pronta.
…

Meia hora depois, cheias de limões e açúcar na cabeça, a prima já tinha tirado a roupa na sala e corrido para a água só de calcinha, eu já tinha tirado a roupa na sala e corrido para a água só de calcinha, e o primo…
O primo já estava sem nada, com o manche de fora.
Manche duro.
– Quem vai chupar primeiro?
A disputa entre nós duas, que ele provocou, foi chuparmos mergulhadas… quem aguentava mais tempo.
A prima saiu ganhando, pois pratica natação… quer dizer, quem ganhou mesmo foi o primo; ele já havia sido chupado pelas duas, mas nunca pelas duas ao mesmo tempo, e muito menos debaixo d’água.
Mas também nós saímos ganhando, pois ele também nunca tinha chupado nós duas ao mesmo tempo…
Tiramos nossas calcinhas.
– Debaixo d’água, primo… debaixo d’água.
Mas logo ele estava nos chupando fora d’água… estávamos nos chupando fora d’água.
Uma boca para duas xanas, duas bocas para um manche, duas xanas híper molhadas, um manche querendo comer.
– Vamos lá pra dentro.
…
Nunca tinha me passado pela cabeça transar a três. Já até tinha vivido umas fantasias de dois meninos comigo, mas nunca eu e outra menina com um menino.
O primo já tinha comido nós duas muitas e muitas vezes, mas sempre solo, foi ele quem tirou a minha virgindade…
Seu sonho era comer nós duas ao mesmo tempo, e por isso tinha planejado (armado) aquele passeio.
– Quem vai ser a primeira?
Começamos na sala mesmo, no sofá, mais chupações, xanas, seios, manche, e agora também beijos, muitos beijos.
– Quem você vai comer primeiro?
Não fui a primeira, porque a prima ficou ajoelhada no sofá, de quatro, e o primo cravou.
Mas cravei ele quando, sentado, me viu subir por cima, sentar, cavalgar.
Depois…

Depois….
E depois… não dá para lembrar a sequência das forunfações, das lambeções, chupações, primeiro porque foi sacanagem que não acabava mais, e segundo porque eu estava bem bebinha.
Mas lembro, acho que foi na cama já, que a prima ficou de quatro outra vez e o primo cravou outra vez… só que cravou onde eu nunca fui cravada.
Fiquei curiosa e admirada ao ver a prima dando a bunda… e gostando.
Mas não me encorajei.
Qualquer dia, quem sabe…
…
A caipirinha havia acabado fazia muito tempo, mas o vinho que descobrimos na pequena adega não, e depois de tanta caipirinha, vinho, e transas, muitas transas, já estávamos os três derrubados, caídos na cama, não querendo mais nada com nada.
– Que barulho foi esse? – perguntei, num certo momento.
– Que barulho? Está ouvindo coisas? – zoou o primo.
– Parece barulho de vento. – falou a prima.
– Vento forte, muito forte. – assenti.
– Vento!? O avião…! – gritou o primo e saiu correndo, peladão como estava.
E peladas como também estávamos, corremos também, para ver o que estava acontecendo, sabendo que o vento podia tombar o avião, carregar pra longe.
Por pura sorte, o avião ainda estava do mesmo jeito e o primo conseguiu fazer funcionar e reposicionar ele atrás de um grande galpão.
Depois pegou umas cordas e deu umas amarradas. Estava ajudando ele, enquanto a prima correu até a piscina para pegar nossas calcinhas… encharcadas.
Preferi não vestir, ela também, só vestimos as calças, e as calcinhas ela pendurou no varal coberto, onde já havia algumas roupas e outras calcinhas.
– Devem ser da mulher do caseiro.
– Ela acaba de ganhar duas calcinhas.
…
E nós tínhamos ganhado um problema, para mim um problemão.
Não dava mais para decolar e muito menos voar até que a chuva parasse e o céu se abrisse, coisa que só aconteceu já pelo meio da tarde.
E chegando no campo de aviação, como ainda estava tempo de chuva, dispensei a moto do primo e peguei um Uber, o que, de certa forma, foi a minha salvação, pois quando cheguei em casa o meu namorado já estava me esperando.
– Demorou para fazermos o trabalho. – me desculpei.
E fui dando um jeito de ir até o quarto para colocar uma calcinha…
Vai que ele enfia a mão!
Como eu ia explicar que estava fazendo trabalho de faculdade sem calcinha?
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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