Pet shop… o homem misterioso

Das duas, uma: ou eu era bem tontinha ou aquele homem era realmente muito misterioso e poderoso.

Prefiro pensar que foram as duas coisas, e também manter na memória a lembrança daqueles dias, e de um certo dia em especial, que foram muito, mas muito maravilhosos.

Foi quando perdi minha virgindade… quer dizer, quando tive minha primeira vez, sem perder a virgindade.

E com um homem quase três vezes mais velho que eu.

Mas acho que ele não era homem.

Tudo aconteceu na semana que antecede o natal, e o “aconteceu” foi exatamente no dia da véspera.

Fomos, eu e meus dois irmãos mais novos, passar uma semana na casa do nosso pai, lá em São Paulo, quase divisa com São Caetano do Sul.

Minha mãe fez mil recomendações, para que não ficássemos dando muito ouvido para as coisas que nosso pai iria dizer, com certeza, procurando nos jogar contra ela. Os dois ainda estavam muito brigados.

O David, meu namorado, dizia que iria sentir saudades, e também que não era para eu ficar me engraçando com outros meninos. Eu ria dele e com ele, dizendo que ele era o único grande amor da minha vida. E era mesmo; sempre fui louquinha por ele.

Nosso pai veio nos buscar de carro e pouco conversou com nossa mãe. Em compensação, tínhamos muito o que conversar durante a viagem, além do que sempre conversávamos por telefone e internet. Fazíamos um monte de perguntas sobre a loja de pet shop que ele havia adquirido, e ele dizia que teríamos uma semana para conhecer a loja e também muitas coisas que ele queria nos mostrar nas proximidades da sua nova casa.

Chegamos e meu pai mostrou tudo, primeiro a loja, na parte da frente do terreno, depois a casa do meio, onde ele morava, e por fim, mas apenas por fora, a casa dos fundos, onde morava o senhor Ubaldo, empregado da loja desde os antigos donos.

Seu Ubaldo foi o x da questão. Na verdade, foi o x, o y, quase o abecedário todo; faltou pouquíssima coisa.

Conheci o Seu Ubaldo logo depois, enquanto o pai e o mano foram até o mercado e preferi ficar na loja, primeiro conversando com a moça que trabalha com papai, e depois brincando com uma ninhada de gatinhos e a gata mãe. Coisa mais linda.

– Coisa mais linda! Uma gata e seus gatinhos. – disse uma voz de homem atrás de mim, quase me dando um susto.

Mas era o Seu Ubaldo, que até então estivera lá pelos fundos, fazendo arrumações.

– Linda mesmo. – falei, voltando um pouco o corpo para ficar meio de frente para o homem. – Deve ser uma mamãe feliz. – acrescentei.

– Mas estou falando é dessa gata aqui… aliás, uma gatinha. Muito prazer… – ele disse, pegando e segurando a minha mão e…

(…)


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