Despedida de solteira depois de casada… quase deu ruim (condensado)

Os contos desta série são relatos condensados (amostras) de contos em revisão para futura publicação na sua forma extensa.

Justine M. S. (2001)
Belo Horizonte – MG
Transcrito por: Anna Riglane

Fiz minha despedida de solteira depois de casada, e quase deu ruim, quase mesmo. E tudo porque nunca deu certo antes. Deixa eu contar.

Namoro desde os 17 anos o mesmo menino, que virou rapaz, e que agora é homem, meu marido. Um amor.

Mas nos dois últimos anos da faculdade convivi com um colega de classe, o Amaury, que mexeu com as minhas bases, depois de ter mexido nas minhas bases, num certo dia, após uma saída entre colegas, alguns drinks, chopinho, e a caroninha até minha casa.

Nem acreditei mas gozei dentro do carro, na rua, na frente da minha casa, dedos mágicos, me apaixonei.

Mesmo apaixonada, porém, e apesar dos intensos pedido dele, me neguei a dar continuidade, eu não achava certo… queria, mas não achava certo. E fui me negando, me negando, até uns seis meses antes de marcar casamento.

– Agora é que não posso mesmo.

– Agora é que pode… despedida de solteira.

– Despedida de solteira! Mas nunca.

Só que conversei com uma colega, conversei com uma amiga, e todas só queriam me ver na (doce)fogueira.

– Vai sim, boba! Depois casa, não pode mais, vai ficar o resto da vida transando sempre com o mesmo homem. Tem de aproveitar, ter pelo menos uma recordação.

Acabei concordando e marcamos para uma sexta-feira, cabulando aula, motel bem longe de casa, morrendo de medo, nervosa, ansiosa, mil dúvidas, medos.

Só que não deu certo, nunca deu certo, parece que adivinhando, o noivo apareceu naquele dia e, depois, sempre aparecia para atrapalhar.

E apareceu também três meses após o casamento, quando recebi o Amaury em casa e, finalmente, concretizamos o ato. Uma tarde maravilhosa, transando tudo o que tínhamos direito… até que quase virou tragédia.

Sorte que, pelo tempo todo, só nos despimos nas bases, e na hora do desespero, do barulho na porta, deu tempo de sairmos da cama, eu me recompor, baixando o vestido, e ele, coitado, subindo as calças e correndo a se esconder agachado atrás da máquina de lavar, por mais de três horas… até eu convencer o marido a ir ao mercado.

E o Amaury… pernas doídas, quase nem andava.

Eu, hem! Nunca mais, nunca mais…

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