Bruna Bruninha GP 65 – Minha estratégia de negócios

Uma frase que ouvi de um executivo da empresa logo que comecei a trabalhar definiu a minha estratégia: Temos de ir onde está o dinheiro.

Eu pensava em ser garota de programa, mas não tinha muita certeza disso.

Na verdade eu tinha mesmo era receio, medo, não sabia no que estava me metendo.

Procurava nos sites, via os anúncios das garotas, mas não me sentia encorajada a fazer igual, me anunciar assim, me expor abertamente.

Na minha cabeça havia o pensamento de que o ideal mesmo seria que os homens me procurassem, me oferecessem dinheiro.

Se fosse assim, não iria me expor e também seria bem mais seguro, pois não estaria indo com qualquer um; falo de assassinos, criminosos.

Mas como eles podiam me procurar se nem sabiam que existo?

Foi então que, andando pela Avenida Paulista, passando em frente a um enorme e luxuoso Edifício, vi dois seguranças conversando.

Pimba!

A ideia surgiu como uma poste caindo na minha cabeça, não foi nem uma lâmpada acesa, foi o poste mesmo.

Na mesma hora virei no pé para o meu apartamento, peguei meu note book para esboçar um cartão de visita… lembrei que não tinha uma impressora.

Eu podia levar para imprimir em algum lugar, mas aí iriam ver, iriam saber…

Tenho de ir onde está o dinheiro.

Simples assim.

Nada de ficar me expondo a qualquer um.

Mas não teve jeito.

Até procurei na internet por uma impressora barata, achei muitas acessíveis, mas esbarrei na impressão, na confecção do meu cartão de visita.

Eu nem sabia que existem folhas próprias, já pré-cortadas para esse tipo de impressão, não sabia como ia cortar, na tesoura não ia ficar bom.

Tive que recorrer a uma copiadora não muito longe de onde moro. Lá havia um cartaz dizendo que faziam impressão, cartões de visita, etc.

Um homem de mais ou menos 50 anos.

Passei umas trinta vezes em frente ao local tentando criar coragem para entrar e mostrar o que eu queria imprimir.

Ficava só imaginando a cara, o olhar, as palavras do homem quando lesse. Já estava quase para desistir quando me deu uma coisa, respirei fundo, entrei, falei que queria fazer uns cartões de visita, perguntei quanto ficava.

Ele pegou o papel da minha mão, leu…

Bruna, Garota de Programa

Atendo executivos

No local ou em meu Ap.

Telefone…

… olhou para uma pequena prateleira atrás dele, mas acho que foi mais para desviar o olhar, voltou-se para mim e…

– Olha, mocinha… em papel comum fica tanto, é o mais barato. Mas acho que no seu caso vale gastar um pouquinho mais, imprimir num papel brilhante, e também posso colocar um desenho, alguma coisa alusiva, uma pimenta vermelha, uma peça de lingerie, o que acha?

O que eu acho?

Quase dei um beijo no homem.

Eu com todo aquele nervosismo, achando que ele iria, no mínimo, rir de mim, e ele tratou como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Gaguejei.

– Bom… você… o senhor…

– Pode chamar de você mesmo.

– Tá bom! Mas quanto fica… para quando o se… você apronta?

– Pode ser para amanhã à tarde? E fica em tanto.

– Pago agora?

– De modo algum. Amanhã cedo você dá uma passada aqui, te mostro o layout que fiz, e se aprovar eu imprimo. Combinado?

– Combinado… claro!

Eu não acreditava.

Parecia até que eu tinha mandado imprimir um cartão qualquer, o homem nem se abalou.

Será mesmo tão simples assim, tão natural, tão comum? Voltei para casa me perguntando.

No dia seguinte, super ansiosa, cheguei no estabelecimento do homem, ele logo me mostrou o que tinha produzido.

Um cartão com duas pimentas vermelhas se cruzando e…

Bruna Bruninha

Acompanhante

20 anos – loirinha

Tel…..

– Não entendi… Bruna Bruninha, acompanhante… e como acertou a minha idade?

– A idade eu não acertei, mas mesmo que você tivesse 40, a gente ia colocar 20. E fala a verdade, Bruna Bruninha fica bem mais atraente, não é? Pelo seu tamanho, inclusive, fica muito melhor.

– Sim. Mas… acompanhante!?

– É não é isso?

– Não… o que eu quero é…

– Você quer atender homens, prestar serviços sexuais etc. etc. etc., mas não vamos colocar isso no seu cartão de visita, não é?

– Não!? Mas como é que vão saber…?

– Eles sabem, a gente sabe. É só você distribuir por aí que logo chove. Mas quer um conselho, uma dica?

– Sim.

– Não sai distribuindo a rodo por aí não. Procure por quem pode te pagar bem, por empresários, executivos, diretores…

– Mas essa é a minha ideia.

Nem acreditei que dali fomos até uma lanchonete tomar café, que ele ficou falando de como eu devia proceder, e que ficou me mostrando os prédios ali pela avenida.

– Entra, entrega na recepção ou até mesmo para algum segurança, ascensorista.

– Mas… e os empresários, os executivos?

– Fique tranquila que os cartões chegam até eles… pode ficar tranquila.

– Posso te dar um beijo?

Não pedi para beijar, mas faltou pouco. Tanta cordialidade, tanta naturalidade!

E respeito.

Respeito sim, pois o que eu mais temia, e ainda temo, é que por ser o que sou, por fazer o que faço, ninguém tenha respeito por mim, pela minha pessoa.

O homem, senhor Júlio, descobri, mais tarde, quando voltei para pegar os cartões, me mostrou que eu posso, sim, ser respeitada.

– Agora é trabalhar, menina!

Ele ainda disse, quando me despedi.

Mas não é todo mundo que respeita não.

Minhas histórias mostram isso, e já no dia seguinte, quando comecei a distribuir os cartões.




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