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Meu tio… umas coisonas
Meu tio tem 12 anos mais que eu e é deficiente, teve poliomielite e, como sequela, a mão e o pé esquerdos deformados.
Por causa disso ele não podia dirigir, a não ser veículo adaptado, coisa que ele ainda não tinha.
E por isso, logo que tirei minha habilitação, passei a ser uma espécie de motorista auxiliar dele, ou motorista reserva, e nas viagens que ele fazia a trabalho pelas redondezas, sempre que podia eu ia junto; ele até programava suas idas e vindas de acordo com os meus horários.
Assim, pelas estradinhas vicinais, e longe da fiscalização da Polícia Rodoviária, ele era quem dirigia, nas rodovias era eu.
Íamos longe, assim. Chegamos a ir até Maringá, lá no Paraná.
E foi numa dessas viagens a Maringá que, certa feita, passando pelos arredores de uma cidadezinha, que não lembro o nome, vi uma vila de casas, algumas mulheres na porta, outras no quintal, algumas só de calcinha…
Fiquei meio surpresa, muito sem entender nada… quer dizer, eu sabia que existia, mas não tinha ideia de como era. Indaguei ao tio.
– Você não sabe? É uma zona. – ele falou.
Entramos então numa conversa sobre ele ainda estar solteiro, e ele explicou que nenhuma mulher ia querer casar com ele, por causa da deformidade na mão e no pé.
– Elas acham que sou todo deformado, entende?
– Deformado… até no… mas é só na mão e no pé, não é?
– É. Mas todo mundo acha que sou deformado por inteiro.
– Que coisa boba! Mas… tio… fala uma coisa… nem as mulheres da zona?
Seu único jeito eram as mulheres da zona.
– Nunca fui, nunca tive coragem de ir. Tenho muita vontade, mas não tenho coragem.
– Mas então… como é que você…?
– Tenho uma mão boa, não tenho.
– Tem, claro, mas… na mão! Você só vai na mão? Nunca conheceu uma mulher.
…
O carro rodava macio no asfalto, mas a minha cabeça sacolejava, mil coisas me perturbavam.
Coitado do tio!
Estávamos passando pela ponte do Porto Capim, e avistando a barragem da Represa Capivara, quando comentei que eu não conhecia a barragem de perto.
– Pois então vamos conhecer. – ele disse, logo me mostrando uma entrada à direita, por onde fui conduzindo o carro até o ponto em que já não dava mais, quando então descemos e caminhamos até umas pedras.
Tive de dar a mão e apoio ao tio para que ele pudesse caminhar pelas pedras, e3 fiz isso com o maior gosto.
Havia várias pessoas lá, famílias, gente pescando…
E tinha um casalzinho, um menino e uma menina, bem novinhos ainda, que não estavam nem um pouco interessados na represa, na barragem, nas comportas, nada. Estavam meio afastados, enredados por uns arbustos, e o negócio deles era beijar, abraçar, passar mão…
– Eita! Se duvidar, ele vai comer ela ali mesmo. – brinquei com o tio.
Depois me senti meio mal, por falar essas coisas para o tio, que nunca tinha comido ninguém ou pelo menos, não tinha facilidade em comer.
– Só se for na zona. – ele tinha dito, mas tinha dito também que não tinha coragem de ir na zona.
Minha cabeça parecia as águas correndo pelas pedras, uma confusão só.
Ficamos algum tempo por ali, ele explicando como era a barragem, como funcionavam as comportas, as turbinas, até que voltamos para o carro.
E no carro, sentada ao volante, ia dar a partida quando olhei para um dos lados, o lado onde estava o casalzinho… casalzinho mesmo, novinhos, novinhos.
Novinhos, mas, justo no momento em que comecei a olhar, a menina estava se agachando na frente do menino… e o menino baixando o calção.
– Não olhe agora. – falei para o tio, acho que mais por não saber o que falar.
Mas o tio olhou, e a menina já estava pegando e chupando. Chupando não, estava era dando um trato no bilau do moleque com tanta desenvoltura que até me deu inveja.
Brincando, não foi inveja, mas, sim, uma vontade de ir até e perguntar onde e como ela já tinha aprendido a chupar daquele jeito, quantos ela já havia chupado.
Tão novinha.
Liguei o carro e dirigi para o caminho de volta, peguei a estrada, o tio não falava nada, eu não falava nada.
Nessas alturas ele já deve estar comendo a menina, eu pensava, não conseguia parar de pensar.
Ou será que não ia comer, que nõ ia ficar apenas no boquete mesmo?
Boquete, boquete, boquete…
Assuntos diversos foram preenchendo o nosso tempo, enquanto que a minha cabeça continuava lá na represa, no casalzinho, na menina chupando o menino.
Não.
Minha cabeça já não estava mais na represa.
Boquete, boquete, boquete…
Chegamos na casa do tio, entrei com o carro na garagem, desci, ele desceu, olhei para o quintal, me aproximei dele.
– O que foi? – ele perguntou, mas só com o olhar, só com a expressão, quando viu que eu olhava fixo pra ele, insinuando alguma coisa.
Me agachei.
O tio não estava acreditando.
Abri sua calça, tirei seu pinto… pinto não, pau… pau não, um cacete de dar água na boca.
Peguei com as duas mãos, comecei a brincar, fui passando a língua… estava uma pedra.
Chupei o tio.
Chupei com toda a delicadeza que ele merecia, com toda a prática que eu tinha de chupar… e que era quase nada, comparando com a menina lá na barragem.
Bati uma punheta para o tio.
Depois de chupar bastante, levando ele a fazer uma pequena sujeira na minha boca, me levantei, juntei firme, enchi a mão, e punhetei, punhetei, punhetei… até ele fazer a sujeira maior.
– Porcão! – falei, vendo ele tentar voltar ao normal, depois da tremenda gozada que, mas apontando o seu pau para o monte de porra escorrendo pelo farol do carro. – Você lava. – acrescentei, largando seu pau e indo lavar a mão e a boca no tanque, na varanda da casa, e depois voltando para a minha casa.
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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