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Meu pai, minha calcinha… e a carimbada
Meu pai havia me dado três calcinhas… quer dizer, três calçolas, do tempo da vovó, e se eu desconfiava que era um presente com segundas intenções, fui ter a certeza disso uns quinze dias depois… era com segundas, terceiras, todas as intenções.
Meu pai queria me comer.
Na época eu ainda não me via como uma Garota de Programa, nem de longe eu pensava nisso, já tinha passado por algumas situações do tipo, mas daí, até me imaginar ganhando dinheiro com sexo… nunca mesmo.
Ganhei um apartamento.
Era uma sábado, estava acontecendo um casamento de uma prima distante em Marília, não fui, porque tinha a festa de aniversário de uma amiga, minha mãe e meus irmãos menores, foram, para pousarem por lá, e pensei que o meu pai tivesse ido também.
Um amigo me acompanhou da festinha até o portão de casa, por volta de 11 e meia da noite, por aí, queria me dar uns beijos, mas fiz ele lembrar que era namorado de uma amiga minha, e ele foi embora frustrado.
Entrei, levei o maior susto, pois havia gente na casa, era o meu pai. Conversamos, perguntei por que ele não tinha ido no casamento, ele falou que tinha ficado porque queria falar comigo, entrei para o meu quarto, tirei a roupa da festa, coloquei a camiseta e o shortinho de dormir… estava voltando para a sala quando ele me parou na porta do quarto.
Mas não me parou apenas, começou a me abraçar, me apertar, passar as mãos pelas minhas costas, minha bunda.
– Pai! O que é isso?
– Isso é vontade de você, muita vontade de você.
– Mas… sou tua filha e…
– Fala o que você quer, o quanto você quer…. fala!
– Tá me chamando de puta?
– Não. Claro que não! Mas te dou o que você quiser pra te dar uma carimbada, agora.
– Carimbada!?
– É… você sabe do que estou falando. Fala! Quanto você quer ou o que você quer?
– O que eu quero… – falei, me desvencilhando e me afastando dele. – O que eu quero é uma casa em São Paulo.
– Uma casa… ou um apartamento?
– Casa, apartamento, um lugar pra eu morar.
– Você vai embora mesmo?
– Vou… quer dizer, não é que vou embora, apenas vou morar lá para estudar, trabalhar, fazer a minha vida.
– Mas você já tem tudo aqui.
– Nem tudo. Não tem a faculdade que eu quero fazer, e se eu quiser trabalhar, ter o meu próprio dinheiro, tenho de ir pra Marília… aí, Marília, São Paulo.
– Entendo, mas…
– E tem outra coisa. Lá não vou ter um pai querendo me comer.
– Mas também não tem casa ou apartamento para morar.
– Você não vai me dar?
– Você vai me dar?
– Deixa a mãe saber dessas suas intenções. Já não basta a sua amante?
– Quer o apartamento ou não quer?
– Mas é só essa vez, hem!
(continua)
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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