Bruna Bruninha GP 10 – Domingo, 30 de novembro de 2025… minha história

“Hoje é domingo missa e praia céu de anil…”

Nada disso. É domingo, sim. São 7 horas da manhã, está um sol mais do que gostoso entrando pelas janelas, um céu de anil, poluído, mas de anil, mas não estou na praia e nem pretendo ir à missa.

Tem duas igrejas aqui pertinho, uma católica ortodoxa, outra católica apostólica… os sinos tocam, convidam, mas declino do convite. Meus conhecimentos históricos e filosóficos me fazem enxergar o que é religião… e não quero religião.

Toda a minha família lá no interior, e também todos os que conheço por lá (ou pelo manos quase todos), vão à missa todos os domingos confessam seus pecados, dão suas contribuições, e saem de lá cometendo os mesmos pecados que sempre cometem, só pensando em acumular dinheiro, desprezando os mais pobres, explorando os empregados, maldizendo as prostitutas, comendo filhas e sobrinhas… e mesmo quando não comem, ficam secando, batendo punhetas pensando nelas, nas menininhas.

E as mulheres acreditam que seus maridos são fiéis.

E os homens acreditam que suas mulheres….

LEVANTEI REVOLTADA HOJE?

Não. Muito pelo contrário, acordei numa leveza empolgante.

Empolgante?

Sim.

Sexta-feira tive de faltar às duas últimas aulas na faculdade para atender um cliente ultra necessitado que me ligou de última hora, estava saindo de viagem. Me levou num hotel (hotel mesmo) pertinho de Congonhas e, dali mesmo, depois de me sapecar, me deu mais algum para o Uber e atravessamos a passarela, ele para embarcar, eu para pegar o caminho de casa. É casado o bandido.

Na noite de sexta para sábado só dormi, mas no sábado, ontem, logo de manhã, atendi um rapaz que tem namorada, mas que gosta de umas inversões e, por isso, usamos brinquedos… quando ele está para chegar, aqui no apartamento, me visto de boy, coloco a prótese, viro macha, e meto vara. O danado se esbalda.

Na parte da tarde atendi outro cliente contumaz, também aqui mesmo no apartamento, e que já estava pré marcado desde a outra vez. É um senhor descasado, por motivos de chifres que andou levando, e que agora prefere pagar do que assumir alguém, com medo de levar chifres novamente… me come semana sim, semana não, paga bem, e ainda se preocupa em me devolver o prazer que dou a ele.

À noite saí pela Paulista, livre, leve e solta, jantei num restaurante chic, tomei vinho tinto Malbec de Mendoza, Argentina, tomei sorvete, caminhei chupando… o sorvete, voltei para dormir. E dormi feito pedra. Bendito vinho!

Mais uma semana e estou de férias na faculdade, férias no serviço… e rumarei para a minha terra, minha casa, meu todo mundo, meu namorado…

É, eu tenho namorado, e às vezes, quase sempre, me condeno por esconder deles as minhas atividades extra sexuais… justo eu que critico a hipocrisia das pessoas. Mas o caso é que só não me condeno mais, porque ele bem sabe que o nosso namoro é só para foder mesmo. Ele gosta de me comer, me come, eu gosto de dar pra ele, dou, mas não vamos além disso. Nada dessa coisa de “te amo”, “sou e serei fiel a você por toda a vida”, “não sei viver sem você”…

Não sabe, é!? Sei de pelo menos umas três que já passaram pelo crivo da ferramenta dele… e uma é priminha dele em primeiro grau, priminha mesmo, cabacito… quer dizer, era cabacito. Tô sabendo que ele pegou ela no banco de trás da Toyota no meio do canavial, numa noite em que voltavam de Marília, e depois…

– Sabe que gostei! – ela teria dito.

Em resumo, não temos, assim, um compromisso mais sério que não seja o de trocarmos prazer sempre que podemos. Qualquer dia eu até conto pra ele que ando faturando por aqui… que sou do job, como se diz por aí.

Mas hoje é domingo, 30 de novembro de 2025… e estou inspirada a contar a minha história. E se quero contar, é porque tem gente que quer saber, todo mundo quer saber… o sujeito mal chega numa menina, seja com intenções de namorar, seja com intenções de comer, e ele já fica perguntando quando, onde, como, com quem, com quantos…

Bem isso.

E por isso vou contar, começando por dizer que venho de uma família de posses. Não é, assim, aquela família rica, mas todos, meu pai, meus tios e tias, têm propriedades, vivem bem…

Quer dizer, sou puta porque resolvi ser puta mesmo ou, então, porque a vida resolveu que devo ser puta…

Tá bom… Garota de Programa, GP, eufemismos que, no final, dizem a mesma coisa.

Eita!

Pintou um chamado, tenho de parar, continuo logo mais… depois do job.

Mas não é o que estou falando?

Indo ou vindo da faculdade sempre passo pela Estação São Joaquim ro Metrô, aí teve uns dias que apareceu um funcionário que ficava naquela cabine me secando. Secava tanto que eu me sentia comida, enrabada.

Certo dia passei num horário em que ele estava deixando o plantão, já sem o uniforrme, e então ele veio atrás, desceu comigo para a plataforma, embarcou comigo, tudo naquele assédio mesmo de conhecer melhor e coisas assim, até que resolvi sacanear, dar aquela gelada.

– Sempre passo por ali porque estou trabalhando. – falei.

– Trabalhando… Mas no quê você trabalha?

– Não desconfiou ainda?

– Não. Nem faço ideia.

– Muito inocente, você.

– Inocente por quê? Pera aí! Não vai me dizer que você…

– Hum hum!

– Você faz…?

– Hum hum.

– Mas… como faço para te procurar, qual o seu número…?

Quer dizer, se eu pretendia dar uma gelada, dei foi uma esquentada, já queria para aquele mesmo dia, na sequência. Mas eu não podia, já estava pelo meu horário do emprego, dei meu número.

– Você atende às seis da manhã? – ele perguntou, alguns dias depois, pelo telefone.

E explicou que tem dias em que ele trabalha no turno da noite, sai às seis da manhã, e que é o melhor horário pra ele, pois não precisa ficar explicando em casa por onde esteve, o que andou fazendo.

É casado não faz dois anos, e tem uma filhinha.

Desde então, sempre que está no turno da noite ele me liga, a gente se encontra na Estação Ana Rosa, e vamos num hotelzinho ali na Domingo de Morais, meia horinha quarenta minutos, boquete, uma na frente, boquete mais demorado, outra atrás, duzentinho… vou tomar um café na padaria e, depois para a faculdade.

Só que hoje ele não ligou antes, e também o lance foi um pouco mais tarde e mais demorado.

– Ela foi para a praia com a irmã, levou a criança, tenho mais tempo, temos mais tempo.

Cachorro!

Além do papai e mamãe, na frente, teve o anal comigo de bruços e depois de quatro. E ainda teve mais um anal comigo cavalgando, coisa que me enlouquece e que, por isso, voltei pra casa com trezentinho, mas destruída… completamente destruída.

E mais destruída ainda porque, depois do job, ele disse que ia pegar o metrô até o Tucuruvi, onde mora, e me convidou a ir junto.

– Na tua casa?

– Claro que não, né! Mas vem comigo, tem um restaurante legal lá, uma churrascaria, te pago um almoço.

Fomos, igual dois namoradinhos, caipirinha, carne, cerveja, carne… voltei para casa sozinha, dormindo no trem.

E se eu ia contar minha história, meus tempos de moleca, brincando pelos sítios, pelos rios, olhando o boi seduzindo a vaca, se eu ia contar dos meninos querendo brincar de vaquinha comigo… conto depois.

Hoje não quero mais nada.




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