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A fantasia das cinco vezes – Primeira fantasia
Quando comecei a entregar meus cartões de visita pelos prédios da Avenida Paulista e adjacências, teve uma vez em que eu estava numa rua transversal e entrei num prédio meio sombrio.
Não era exatamente sombrio, era escuro, vazio, tipo sem ninguém por ali; só tinha mesmo uma recepcionista num balcão bem lá nos fundos, e eu quase nem chego nela.
Estava dando meia volta quando ela chamou.
– Algum problema, mocinha?
Me voltei, fui até ela, uma mulher de uns 35 aos, por aí, mas já não tinha certeza de que devia entregar o cartão.
– Pode falar.
– É que… Posso deixar o meu cartão? – perguntei, já estendendo o braço com um cartão na mão.
– Cartão… deixa eu ver – e lendo. – Mas olha só. Veio ao lugar certo, garota. Sei exatamente de alguém que está precisando de uma acompanhante.
– Poxa! Que bom! Mas olha… aí está escrito acompanhante, mas…
– Eu sei, eu sei… boquete, chupetinha, anal… Faz tudo?
– É… eu faço.
– Então deixa comigo. Pode ter certeza de que logo, logo alguém vai te ligar, quer dizer… você tem alguma objeção quanto à idade, tem algum limite para atender?
– Tenho limite não, atendo qualquer idade, até gosto de homens mais velhos.
– Bem mais velhos?
– Sim, não tenho obejeção.
– Então está perfeito, e se chama Doutor Rogério. Só que…
– O que é?
– Cobra um pouco a mais… e depois não esquece de mim.
Uma cafetina?
Eu ainda não entendia muito bem essa coisa de cafetão, cafetina, mas tudo o que eu não queria era alguém lucrando com o meu trabalho e, pior que isso, me controlando.
…
Não demorou uma semana para que o tal Doutor Rogério me ligasse.
– Venha bem simples, por favor. Não quero salto alto, aquelas lingeries estrambólicas, nem maquiagem. Quero você o mais parecida possível com uma menina no seu dia a dia… uma menina de 15 anos… só um vestedinho e uma calcinha já está muito bom.
Eram as exigências dele, enquanto combinávamos. Não perguntou preço, nada, só queria, e enfatizava isso, que eu parecesse uma menininha, e cheguei a pensar que devia ser um pedófilo doentio, pensei em desistir do trabalho.
Mas, não sei exatamente porque, eu percebia uma certa ternura, uma certa candura nas palavras deles, no tom de voz, no “respeito” que ele demonstrava comigo.
Fui atendê-lo, lá mesmo, no prédio sombrio, numa certa tarde meio garoenta, não frio, apenas garoenta, eu de vestido, cabelos soltos, uma calcinha branca, e tênis.
– Está parecendo uma moleca. – me disse a Sandra, a mulher que havia me atendido no dia em que fui deixar meu cartão.
– Estou? – perguntei, pensando que aquilo era uma crítica e que o homem não fosse gostar.
Mas foi exatamente o contrário.
Dona Sandra, 39 anos, logo fiquei sabendo, começou a me explicar que era daquele jeito mesmo que ele me queria.
– Ele tem todo um ritual, uma sequência exata, ele vai te falar. Antes era eu… sabe? Ainda vou, de vez em quando. Mas agora estou casada e… na verdade nem foi porque eu casei, é que, você sabe, a gente vai envelhecendo… e ele quer mesmo é coisa novinha assim como você.
– Que safado! Te dispensou só porque…
– Nada disso. Não me dispensou. Já falei que ainda vou com ele de vez em quando, mas é que casei… Não fica bem, não é? Mas ele é uma excelente pessoa, sabe? Me ajuda muito. Fico aqui como recepcionista, mas ele me paga salário de secretária executiva, além de me ajudar em muitas outras coisas. Você vai gostar dele, pode acreditar.
O ritual do Doutor Rogério – Primeira fantasia
– Você é muito mais linda do que a Sandra me falou. – ele disse, assim que me viu, saindo do elevador, me estendendo a mão e me puxando para dentro do seu escritório.
E que escritório! Um luxo só. E a impressão que tive, pelo modo descontraído como me recebeu, é que não havia mais ninguém naquele andar, além de nós dois. Me ocorreu perguntar o que era aquele prédio, o que faziam, quem mais trabalhava ali, além dele e da Dona Sandra, mas logo conclui que não era da minha conta, e que não ficava bem.
Me indicou um sofá enorme, super macio, confortável, pediu que sentasse e que aguardasse um pouco, enquanto ele sumia por uma porta e dali voltava alguns minutos depois, sem o terno, sem a gravata, vestindo apenas calça e camisa.
– Vem! – me falou, estendendo a mão e me puxando até uma das paredes, o lugar menos iluminado da sala.
Achei estranho, pois o sofá me parecia o lugar ideal, sentados, deitados, e não junto a uma parede, em pé. Mas como a Dona Sandra havia dito que ele possui todo um ritual, e como a coisa era dele… quer dizer, como ele estava pagando para ter um serviço do jeito que ele queria, entendi, e resolvi, que devia apenas deixar a coisa rolar.
E a coisa começou a rolar.
Primeiro ele ficou parado à minha frente, olhando para o meu rosto, meus olhos, enquanto suas mãos me seguravam pela cintura.
Depois, subindo as mãos, pousou-as sobre os meus seios, mas antes pedindo licença.
– Posso?
– Sim… – mais acenei com a cabeça do que falei, achando estranho aquele pedido.
Minha expectativa era de que ele já fosse tirando a minha roupa e me comendo. Mas nem me comeu.
Brincou com os meus seios por algum tempo, até que fez outro pedido.
– Posso ver?
E só esperou o meu aceno para puxar uma alça, e depois a outra, baixando lentamente o meu vestido, descobrindo meus seios aos pouco, bem demoradamente, até soltar o tecido na minha cintura.
Seus olhos brilhavam, até parecia que ele nunca tinha visto um par de seios.
Subiu as mãos timidamente, querendo tocar, mas parecendo esperar minha aprovação.
Parecia até o primeiro menino que um dia havia olhado meus peitinhos, era a primeira vez que ele olhava, era a primeira vez que eu mostrava.
Talvez… Talvez não, com certeza, o Doutor Rogério era aquele menino… era um menino olhando pela primeira vez os seios de uma menina, e querendo tocar, mas temendo pela reação dela.
Fiz então a mesma coisa que havia feito com aquele menino, esbocei um sorriso romântico encabulado, juntei suas mãos e as coloquei sobre os meus seios.
Incrível, mas senti as mesmas emoções daquela primeira vez com o menino.
E o Doutor Rogério por certo estava sentindo as mesmas emoções que sentia aquele menino.
Brincou com os meus seios por um bom tempo, até que deu sinais de que queria beijá-los. Não me adiantei em nada, deixei que ele próprio fosse vencendo a timidez, a insegurança, e me beijasse um seio, depois o outro, que ficasse beijando, beijando.
O Doutor Rogério era aquele meu primeiro menino, e eu era a primeira menina dele.
Só que aquele menino, naquela nossa primeira vez, não se arriscou a ir além dos meus seios, com medo de uma reação contrária da minha parte.
Mas o Doutor Rogério, mesmo “com medo de uma reação contrária”, abriu sua camisa, fez colar meus peitinhos no seu peito, me abraçou forte, e depois…
Depois, enquanto mantinha uma das mãos espalmada nas minhas costas, foi descendo a outra para minha bunda, para as minhas coxas… tocou minha xana por cima do vestido.
Dei uma suspirada, apertando minhas mãos nas suas costas.
Começou a enfiar a mão por baixo do vestido, foi devagar, observando a minha reação, foi subindo pelas minhas coxas, chegando….
E como eu tinha feito com o menino, meio insegura naquele dia, também fiz com o homem… fiquei estática.
Sua mão chegou na minha calcinha, espalmou sobre a minha xana, apertou, mexeu, começou a se insinuar pela borda superior, querendo penetrar por baixo.
– Humf! – eu fiz, nem bronca nem nada, apenas algo como a perguntar o que ele estava fazendo, até onde pretendia ir.
– Posso? – ele perguntou, coisa que o menino não havia perguntado.
O menino havia apenas continuado a penetrar a mão.
– Pode. – respondi, dando uma ajeitada no corpo, especialmente no quadril… abrindo um pouco as pernas.
– Posso mexer nessa bucetinha, posso? Posso? Posso…?
Bucetinha!
Estranhei, mas não muito… e gostei. O Doutor Rogério era o menino que havia mexido na minha xaninha pela primeira vez, era o menino que…
Não. O menino só mexeu, mexeu, me deixou “nervosa”, até que pedi para parar, que mandei parar.
Mas o Doutor Rogério eu não mandei parar. Diferentemente do menino, e daquela minha minha primeira vez, eu logo entendi até onde ele queria chegar… e me entreguei.
– Goza essa bucetinha, goza! Goza gostoso! Goza essa bucetinha…
Ele ficava repetindo, repetindo, enquanto me masturbava, enquanto me levava a um orgasmo mais que delicioso, mais que louco.
O Doutor Rogério, logo no nosso “primeiro encontro”, me masturbou e me fez gozar, coisa que aquele menino só foi fazer muitos e muitos encontros depois.
Gozei, ele me apertou forte no abraço, ficou segurando minha xaninha, só segurando, até que foi tirando lentamente a mão e…
E com a mesma mão pegou a minha mão para levar até a sua calça, o seu pinto, seu pau…
– Faz pra mim, faz! Bate punheta pra mim, bate… bate… assim… aperta… assim…
Foi me ensinando.
Aquele meu primeiro menino só havia me feito gozar depois de várias vezes que eu tinha feito ele gozar, batendo punheta pra ele.
E havia sido muito diferente. Com o menino era só pegar o pinto, dar umas mexidas, fazer uns vai e vem e… na primeira vez ele sujou a minha roupa, na segunda vez aprendi a ficar de lado.
Com o Doutor Rogério, com o seu pau, bem maior, mas não tão duro, tinha o lugar certo que ele queria que eu pegasse, mais na ponta, perto da cabecinha.
Tinha de ir no ritmo dele, ouvindo seus gemidos, sua voz dizendo que eu era bonitinha, gostosinha, tinha de continuar batendo sem ver o resultado… ele não gozava.
Até que chegou um momento, quando ele já estava bem doidão, em que simplesmente ele tirou a minha mão, pegou o pau e continuou ele mesmo.
Teve um orgasmo tão louco que pensei que fosse ter também um ataque do coração.
Não saiu porra.
Pensei em me agachar, chupar… agradar, mas ele já estava satisfeito, guardou o pau e me chamou até a sua escrivaninha e me pagou.
– Mas aqui tem três vezes mais que o combinado.
– Se tem é porque você merece.
– Como mereço. O senhor é o clien…
– Não fale assim. Não me chame de cliente, por favor.
– Tá bom, eu não chamo. Mas o senhor nem me comeu.
– Por favor… eu ainda vou querer você outras vezes, eu te chamo… e na próxima vez eu te explico tudo. Por ora, só fique sabendo que você não faz ideia da felicidade que me deu. Agora, se não se importa…
Me mostrou o caminho da porta, me estendeu a mão para um adeus, e ficou parado, esperando eu sair.
…
– Estranho. – falei para a Dona Sandra, na portaria. – Me pagou o triplo e nem me…
– Calma que ele ainda vai te comer… pode preparar a perseguida… quer dizer, antes prepara o perseguido. Eu te falei que ele tem um ritual, não falei?
…
Dei a ela um terço do que eu havia recebido, saí pra rua, cheguei na Avenida Paulista, entrei numa sorveteria… voltei caminhando, do Trianon até em casa.
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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