Fiz com a minha empregada o mesmo que haviam feito comigo…
– Ajoelha aí em cima da cama e vai se masturbar até gozar.

A bíblia, o abuso, o orgasmo… e o alumbramento
Vivido por: Roselinda S. B. (1995)
Curitiba – PR
Transcrito por: Anna Riglane
O que vou contar aqui tem muito a ver com um abuso que sofri no início da minha adolescência, mas que, na verdade, foi mais um alumbramento do que um abuso.
Mas isso conto depois, com mais tempo e todos os detalhes.
Por ora quero contar apenas, em breves palavras, sobre um outro abuso, que eu cometi, e que também foi um alumbramento.
…
Precisando de uma empregada em casa e, pensando no meu marido, no seu trabalho remoto, de casa, os dois sozinhos na casa enquanto eu trabalhava fora, contratei uma irmã da igreja.
Só não podia imaginar que…
Irmã Edna, um tanto ruiva, bonita, 23 anos, casada desde os 18, dois filhos.
– Dois filhos já! Tá nhanhando direto, hem, moça! – comecei a brincar com ela.
– Nhanhando!? O que é isso, dona Rose?
– Vai dizer que não sabe. Eu acho é que você tem é muito fogo e…
E de uma simples conversinha, mais para sondar se eu corria algum risco, dela com o meu marido, fomos entrando noutras conversas, noutras… até o dia em que descobri que o marido dela queria todo dia, e que ela, mesmo fazendo todo dia, não fazia nem ideia do que é um orgasmo.
– Imagina! Tu só leva, engravida, e nunca nunca!
– Nunca nunca o quê, dona Rose!
Mais conversas e descobri que nem se masturbar ela sabia… quer dizer, até sabia, mas acreditava que não era coisa digna de uma mulher que se dá o respeito.
E fomos conversando, e fui me indignando, e ela foi ficando cada vez mais curiosa, dizendo que nunca ia fazer uma coisa dessas, mas todo dia puxando assunto, cada vez mais puxando assunto.
Até o dia em que preparei a iluminação do meu quarto, chamei e fiz ela se ajoelhar na minha cama com as pernas um tanto abertas, erguer o vestido, enfiar a mão por baixo da calcinha…
– Vai… mexe nela! Enfia o dedo… molha o dedo… agora sobe, mexe no grelo… isso… vai… mexe…
Foram quase dez minutos. Não foi fácil pra ela chegar ao orgasmo. Ela parecia ter medo, ter vergonha, sei lá que tipos mais de bloqueios.
Gozou, finalmente, depois de quase escalpelar a vulva, e sua expressão foi indescritível, parecia não acreditar no que tinha acabado de fazer, parecia querer gritar que agora ia fazer mais e mais… fazer sempre.
Ela estava, simplesmente, num estado de alumbramento.
O mesmo alumbramento que me fizeram sentir num certo dia, sobre uma certa cama… há mais de 15 anos.
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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