Um moleque branco meio safado e sua amizade (comedoura) com uma menina negra…

O menino branquelo que masturbava a menina negra
Vivido por: Márcia C. F. (1995)
J. Oriental, Jabaquara – São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Primeira parte
Um momento de forte emoção para mim… lembranças, euforia, temores, tudo misturado, mas que, no final, encheu a minha alma de alegria.
Foi numa festa de casamento, eu e o meu marido, um casal perfeito, se considerarmos a nossa felicidade nesses seis anos de casamento, mais o quatro de namoro… tudo perfeito.
E então, de repente, no meio da festa, chegando por trás do meu ombro, falando com uma voz amorosa, ele… o menino que me masturbava.
Foi a conta de reconhecer a voz, me virar, e, instintivamente, abrir os braços, envolver seu pescoço, sentir seus braços em torno da minha cintura.
– Desculpe o meu entusiasmo. Mas é que eu amo esse menino. – falei para a linda mulher que estava ao lado dele.
Ela sorriu simpaticamente, demonstrando que me entendia.
– Este é o Carlinhos. – apresentei ao meu marido.
– Ah! É você? – ele brincou.
– Eu o quê? – brincou também o Carlinhos, mas, talvez, um tanto ressabiado.
Logo nos reunimos numa mesa e até o final da festa comemos, bebemos, e conversamos sobre as coisas das nossas infâncias e adolescências, cada um contando sua história, e o Carlinhos e eu, sobre a nossa amizade, nossa grande amizade.
Só não contamos tudo, é claro.
…
Eu, uma menina negra, desde cedo andei sentindo na pele e na alma a cor do preconceito, o modo como meninos e meninas de pele mais clara me rejeitavam ou, quando me aceitavam, pareciam estar fazendo um favor.
Resultado disso é que eu era bastante reservada, quase reclusa mesmo, como se eu tivesse um lugar diferente do lugar das outras meninas brancas, dos meninos brancos. De algum modo, meus pais e irmãos mais velhos haviam me mostrado que era assim, que não tinha como não ser assim… cada um no seu lugar.
Mas então, lá pela sétima, oitava série, apareceu um menino branquelo que parecia não saber qual era o lugar dele. Começou a puxar amizade comigo na escola, dividir seu tempo, suas conversas, me ajudar nos trabalhos, fazer trabalhos comigo… chegou na minha casa.
Lembro sempre com uma vivacidade que não se apaga, da primeira vez em que ele almoçou na minha casa, meus pais e irmãos reunidos à mesa, e ele, o menino, o Carlinhos, estranhando o “arroz cor de rosa” que a minha mãe havia preparado.
– É arroz com beterraba, menino. Mas se quiser tem arroz branco também.
Ele nem conhecia beterraba, mas comeu, gostou… disse que gostou. Perguntou se podia almoçar na minha casa novamente no domingo.
– É que os meus pais vão sair e eu não quero ir para a casa da minha tia e…
– É isso mesmo ou é por causa da Márcia? – brincou o meu pai, acreditando que fosse constranger o Carlinhos.
– Acho que é mais por causa dela, mesmo, mas só um pouco, o outro pouco é por causa de vocês.
Conquistou a família.
Mas depois, quando ficamos a sós num canto da casa, e pelos dias seguintes, por muito tempo, na verdade, ele se empenhou em me explicar uma coisa que eu entendia, mas não entendia.
– Gosto muito de você, sabe. Gosto mesmo, de verdade. Mas eu gosto de você da mesma forma que gosto do seu pai, da sua mãe, do seu irmão… Você entende?
Eu entendia, mas não entendia.
Entendia que eu tinha minhas primeiras paixões, que ficava olhando para um menino ou outro com olhares e suspiros diferentes, mas que não olhava pra ele da mesma forma.
Era como se o sentimento que eu tinha por ele estava acima de qualquer outro sentimento, como se fosse algo mais nobre, sem o pecado do desejo sexual.
E o que ele tentava me dizer era exatamente a mesma coisa.
– Te amo, menina. Mas o que eu sinto por você é diferente do que eu sinto por uma ou outra menina. Com elas eu…
– Você o quê? Fala!
– Com elas eu fico pensando besteiras, batendo punheta…
– Menino!
– O que foi?
– Você me deixa envergonhada, só isso! Falando essas coisas…
– Desculpa, eu… Desculpa nada… não falei nada demais. Vai dizer que você também não pensa nos meninos, que não fica batendo punheta pensando neles…
– Menino!!!
– Por que o espanto? Vai me dizer que você não bate punheta.
– Some da minha frente!
– Sumir! Você quer mesmo que eu suma?
– Está me deixando envergonhada.
– Verdade! Desculpa. Mas só tem um jeito de deixar você sem vergonha.
– Me deixar sem vergonha?
– É… quero dizer, de fazer com que você não sinta vergonha.
– É só você não ficar falando essas coisas.
– Engano… absoluto engano.
– E como é então?
– Ao invés de falar… fazer.
– Fazer! Fazer o quê?
– Deixa eu bater punheta pra você.
– Mas… Some… suma… desapareça… vá embora…!
– Está bem… eu vou.
– Vai!
– Olha que eu vou mesmo, hem!
– Tonto!
…
A primeira punheta… quer dizer, a primeira vez que o Carlinhos me masturbou foi num domingo à noite, na escada que dá para a rua, logo atrás do portão, que é fechado.
– Eu não sei se eu quero fazer isso. – eu tinha falado, falado, e falado noventa vezes.
– Quer sim, quer sim… – era a única coisa que ele dizia.
E verdade é que eu não queria, mas queria, tinha medo, receio, não sei o que mais, mas também tinha curiosidade, vontade… e quando, na tarde daquele dia, ele havia sugerido que na despedida eu descesse de saia… troquei o shorts por uma saia.
E na escada eu era um nervosismo total, um misto de tudo quanto é sentimento.
Eu nunca tinha tido nenhum contato, com nenhum menino, nunca sequer havia pelo menos beijado alguém, nem mesmo ele.
E ele já estava enfiando a mão por debaixo da minha saia, roçando minhas coxas, me causando arrepios.
Roçava com a ponta dos dedos, roçava com as unhas.
Meu único recurso para ele não ver o meu rosto envergonhado foi abraçar, colar minha cabeça no seu peito… e deixar.
Chegou na minha calcinha, roçava o tecido com os dedos, com as unhas… comecei a pulsar, minha xaninha começou pulsar.
– Abre! – ouvi sua voz no meu ouvido. – Abre um pouco… mais um pouco.
Trêmula, temendo perder o controle, abri um pouco as pernas.
Abri mais um pouco as pernas.
Quase fechei, quando percebi que ele estava me invadindo por dentro da calcinha. Mas seus dedos impediram que eu fechasse, e me fizeram abrir um pouco mais ainda.
Seus dedos tentaram penetrar de cima para baixo, mas o tecido apertado não facilitou, tentaram pelos lados, até entraram um pouco pela borda da calcinha, quase tocando diretamente minha xaninha.
Desistiu, retraiu a mão, baixou a outra mão, juntas, suas mãos juntavam a parte superior da minha calcinha…
– Não! – murmurei.
– Só um pouco… um pouquinho… – ele foi falando, enquanto baixava minha calcinha o bastante para descobrir minha xaninha, deixando ela livre para a sua mãos, seus dedos, suas unhas…
(Continua)
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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