Algumas estagiárias e suas histórias picantes…revelações sobre os encantos e os desencantos dos 18 anos, do primeiro emprego, primeiro barzinho, da primeira traição…

Meu primeiro estágio… meu primeiro reboliço
Vivido por: Marina S. B. (2006)
Belo Horizonte MG.
Transcrito por: Anna Riglane
Imagina você dar uma cueca de presente para o seu namorado e depois descobrir que ele estreou a cueca com outra.
Agora imagina uma menina que ganha uma calcinha, pede para o namorado levá-la para conhecer um certo barzinho, depois um certo um motel…
Vão imaginando!
Fiz 18 anos e, como disse minha mãe, entrei na fase do reboliço. Tudo bem que desde os 15 eu já reboliçava com o Tato, meu namorado, mas eram, assim, reboliços apressadinhos, às vezes na minha cama, sempre com um olho na porta, às vezes no sofá, e mais olho na porta ainda, e às vezes, a maioria, por sinal, em pé mesmo, pelos cantos, só desnudando as partes estritamente necessárias.
Mas agora, maior de idade, eu queria cama, motel, sem hora pra terminar, reboliçar, descansar, reboliçar, adormecer.
Mas tinha mais coisas que eu queria, e precisava: começar a faculdade, e trabalhar para pagar a faculdade e também ajudar um pouco em casa.
Comecei as quatro coisas praticamente ao mesmo tempo: comecei a estudar, e com a faculdade comecei um estágio, e com a faculdade e o estágio começaram os convites para barzinhos… e os moleques dando de cima.
Nunca me senti tão comida… quer dizer, com tanta gente querendo me comer. Eu nem imaginava que fosse tão bonitinha, tão gostosinha, não imaginava mesmo, pois o Tato nunca foi de me elogiar desse jeito, a não ser lá pelo começo do namoro, quando, de cada três coisas que ele falava, quatro eram sobre transar… me comer.
Mas ele sempre foi um amor comigo, não posso negar.
Só posso negar, tenho de negar, os vacilos que andei dando… andei dando.
Convites e mais convites para barzinhos, eu ia recusando.
Cantadinhas e cantadinhas, de todo tipo, eu ia dissimulando, tipo fingindo que nem era comigo.
Mas um dia, logo na semana depois do meu aniversário, não pude recusar o barzinho, porque era exatamente para comemorar que o pessoal do estágio estava me convidando.
Vou ou não vou?
Falo para o Tato ou não falo?
– O pessoal vai fazer uma festinha de aniversário para mim, vai lá.
– Tô a fim, não.
Eu convidei, não convidei?
Só enrusti que era num barzinho daquele tipo, mas convidei. Se ele não quis ir…
Um barzinho daquele tipo, fui descobrir na sexta-feira, é aquele que a gente senta à mesa num escurinho, bebe uns Martinis num escurinho, dança num escurinho, fica tontinha…
Tontinha e feliz da vida, tudo uma maravilha, tudo novidade…
Dancei com o Clóvis e o atrevido me beijou, passou a mão nos meus seios, falei que não podia, não dancei mais com ele.
Mas o Rafa grudou, me pegou pra dançar, me…
Gente!
Começamos uns pegas ali mesmo na pista de dança, nos engalfinhamos mais um pouco no carro, ele me trazendo para casa, e reboliçamos num motel, antes dele me deixar em casa.
Do barzinho até o motel eu fui que fui, só no embalo. Mas no motel, quando tirei a roupa, quase desisti, quase pedi para irmos embora.
É QUE EU ESTAVA USANDO UMA DAS TRÊS CALCINHAS QUE O TATO HAVIA ME DADO DE ANIVERSÁRIO.
Era justo eu estrear a calcinha com outro, era?
Justo eu sabia que não era, mas já era tarde, ele já estava pelado, eu já estava pelada.
Tudo o que pude fazer foi esconder a calcinha, colocando o resto da roupa por cima, para eu não ficar olhando pra ela, pra ela não ficar olhando o que ia acontecer.
E o que aconteceu foi o Rafa em cima de mim, eu embaixo dele, ele embaixo de mim, eu em cima dele, eu deitada de lado, ele deitado de lado atrás de mim, eu de quatro…
Gente!
Nunca imaginei fazer aquelas coisas todas, mas fiz aquelas coisas todas, um reboliço só.
Eu estava aérea, mais que aérea, estava no espaço. Num único dia eu tinha conhecido um barzinho daqueles, tinha beijado um colega atrevido, depois beijado outro colega, e agora estava com esse outro colega… conhecendo um motel.
Quer dizer, o motel foi o que eu menos conheci, o que estava bom mesmo era o reboliço.
…
No dia seguinte, sábado à noite, o Tato veio me ver, mas eu estava indisposta, um pouco de dor de cabeça, falei que a gente podia sair no final de semana seguinte.
– Sabe aonde a gente pode ir? Minha colega lá do meu serviço fala tanto num barzinho que ela costuma ir com o namorado, diz que é muito legal. Ela fala também de um certo motel… Bem que a gente podia ir, não podia? Eu pego os endereços com ela.
Por precaução ou por uma questão de justiça, no sábado seguinte eu estava usando umas das outras duas calcinhas que ele tinha me dado.


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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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