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Senhor Julio! O Senhor…?
– Alô!
– Boa tarde! Quem fala, por favor?
– É a Bruna.
– Bruna Bruninha?
– Isso.
– Oi Bruna… é que… estou interessado nos seus serviços.
– Sim.
– Quanto cobras?
– 150 por uma hora, 250 por duas horas, 600 por uma noitada.
– Nossa! Noitada é muito. Não o valor, mas pra mim. Aliás, acho que meia hora já é até demais.
– Que menosprezo por si mesmo.
– Não é menosprezo, é… Escuta! Homens de 50 anos, você atende?
– Claro! Por que não?
– Certo, mas… eu nem sei se vou… mas é assim, a gente pode só…
– Só o quê?
– É que nem sei se ainda funciono e…
– Com cinquenta anos e já pensa assim?
– Veja. Funcionar eu funciono, mas diante de alguém tão jovem como você, não sei se vou dar conta.
– Dar conta do quê?
– Ora! Você sabe… dar conta de você.
– Espere aí… Qual é o seu nome?
– É… Alfredo… Alfredo.
– Então, Alfredo, quem tem que sair bem servido é você, não eu.
Evito chamar de senhor, pois sei que isso causa um certo constrangimento nesses homens de mais idade.
Mas o Alfredo, e que logo me liguei que não era Alfredo, ainda conversou mais um pouco, perguntou se seu sabia de algum motel, e qual era o preço, quanto ia ficar tudo no final, expliquei que podia ser no meu apartamento, que ele só ia gastar pelo tempo que ficasse comigo.
E expliquei mais:
– Estou entendendo, estou entendendo. Mas é assim… posso ficar nua, me mostrar para você, posso brincar… com as mãos, com a boca… se conseguir… quer dizer, se quiser me comer, tudo bem, me come, se não, podemos ficar só nas brincadeiras mesmo, vai ser bom pra você do mesmo jeito.
Expliquei tudo isso porque ele não havia sido o primeiro a manifestar esses temores de não funcionar na hora, de passar vergonha. Muitos homens são assim, acho que quase todos.
E teve mais uma coisa.
Não perguntei nada sobre o casamento, a relação com a mulher, nem perguntei se era casado, simplesmente porque, assim como muitos outros, ele devia ser mais um casado insatisfeito em estar comendo apenas a esposa… se é que ainda comia.
…
Surgiu um probleminha, quando dei o endereço.
– Ó virgem! Sou muito conhecido aí.
Dei a opção do motel, mas como ele queria só por uma hora, nem valia a pena gastar tanto.
Então…
Era por volta das 7 da noite quando encostei o meu Corsinha numa esquina perto do viaduto Tutóia, já vi de longe, e só esperei ele abrir a porta e entrar, para exclamar.
– Senhor Júlio! O Senhor… quer dizer, você…!?
Do momento em que entrou no meu carro até um bom tempo depois de já estar no meu apartamento, fiquei até com medo que ele fosse ter um troço, tamanho era o seu nervosismo, e também o esforço que ela fazia para me explicar que era a sua primeira vez.
O nervosismo era duplo:
A emoção por estar a ponto de me comer… ou, pelo menos, fazer coisas comigo, uma garotinha perto da idade dele.
O medo, medo mesmo, de ter sido visto por alguém da família ou conhecido, medo de flahar, medo do que eu pudesse fazer com ele.
– Pode ficar tranquilo que não vou te dar um boa noite cinderela, não. Pode ficar tranquilo.
Ofereci uma bebida, costumo ter uísque, vermute… ele aceitou o vermute, foi bebendo, se acalmando, relaxando no sofá.
Usando só calcinha e um vestidinho bem light, solto, de alcinhas, eu esperava ele se acalmar por completo para então descobrir o que ele queria fazer comigo… ou o que eu fizesse com ele, pra ele.
Sentada ao seu lado, eu fazia leves carícias em seu braço, seu ombro, sua coxa.
Ele me olhava.
– Posso te ver nua?
– Nua… pelada… peladinha…?
Sei o quanto isso excita.
– Posso?
– Quer que eu tire a roupa ou você mesmo quer tirar?
– Teus peitos…
– Quer ver?
– Por favor!
– Não é favor nenhum… olha! – falei, baixando as alças, descobrindo meus seios.
– Menina!
Peguei sua mão, coloquei sobre o meu seio esquerdo, ele fechou os olhos, tocou, apertou de leve.
– Que coisinha! – balbuciou. – Tira tudo, tira!
Continuou de olhos fechados, enquanto eu me levantava e deixava cair o vestido nos pés.
– Estou só de calcinha. – falei.
Ele abriu os olhos.
Pensei que fosse ter um ataque.
Sei de um menina que teve a infelicidade de ver morrer o homem a quem ela atendia, um homem de 74 anos… o pavor que ela passou, o medo de ser incriminada.
O Senhor Júlio tem 50, mas… parecia tão palpitante quanto alguns outro de 60, 65, e até 70, que eu já tinha atendido.
Permaneci parada, esperando pela reação dele… se ia ter um ataque ou não.
Logo vi que estava tudo bem.
– O que você quer ver primeiro, minha bunda ou minha princesinha?
– Sua bundinha, sua bundinha.
Virei de costas, fui baixando a calcinha, deixei cair nos pés, esperei ele pedir para eu me virar, acabei me virando antes dele pedir.
– Que coisinha, meu Deus! Que coisinha!
Deixei que olhasse, que admirasse.
– Agora é você. Tira essa roupa.
– Não vá se assustar, hem! Tenho 50 anos, já não sou mais igual seus namorados.
– Meus namorados! Tá achando que fico namorando todo mundo, é?
Fui falando, na brincadeira, fui ajudando a tirar toda sua roupa.
– Já tá durão.
– Esse é o problema.
– Que problema? Você estava com medo de não funcionar.
– Funciona, sempre funciona. Só que funciona rápido demais, não dá nem tempo de…
– De colocar… É isso que não dá nem tempo?
– Exatamente.
– Sei… mas acho que sei como dar um jeito nisso. Vamos ver.
…
Já prestei serviço duas vezes para um homem de 55 anos, que é médico urologista e, por incrível que pareça, tem problema de ejaculação precoce.
E diz que é uma disfunção meio complicada de tratar, que é muito psicológico, mas que existe, e trouxe logo na primeira vez, um artifício para fazer o homem segurar mais.
– Se você estiver chupando ou brincando, aperta a base do pau com os dedos, aperta bem forte. E quando for penetrar, antes de penetrar coloca esse anel na base.
O anel, que ele usou e que deixou alguns como cortesia para eu usar com outros clientes, não sei se é de borracha, silicone ou sei lá o quê, só sei que aperta que dói.
– Tá doendo… Júlio?
O médico havia falado que se era só para chupar ou brincar bastava apertar com os dedos, o anel era para a penetração, quando já não dava para usar os dedos.
Mas mesmo com ele, e com outros clientes, eu já tinha aprendido a colocar o anel logo no início, antes ainda de começar a chupar.
Sentado no sofá, eu entre suas coxas, o pau do senhor Júlio parecia que ia explodir, com o anel apertando na base e o sangue acumulando, deixando duro feito uma pedra.
Mas não pode usar por muito tempo seguido, tinha me falado o médico.
Usei no senhor Júlio o tempo bastante para dar-lhe uma chupada fenomenal…
Lambidas, lambidas… só a língua mesmo.
Mamadinhas, mamadinhas, só com os lábios, só na cabecinha.
Pequenas engolidas, mamando mais profundo.
Olhando nos olhos, olhando.
Engolindo, respirando, fundo, relaxando, colocando a língua pra fora, por debaixo do pau, engolindo, engolindo, encostando meus lábios nos pelos do saco, minha língua lambendo o saco, olhando nos olhos…
Não é fenomenal?
Depois de repetir tudo isso várias vezes, sempre olhando nos olhos, se eu não tiro da boca a tempo ia ser aquela inundação.
Espirrou até do outro lado da sala.
– Porcão! – falei, tirando o anel, aliviando o torniquete.
Ele quase morreu.
Dei o tempo, deixei descansar, fiquei só rodeando com a ponta dos dedos, correndo os dedos, de vez em quando um beijinho, uma passada de língua… foi dando sinais, recomecei a chupar.
Chupei, chupei, até que ouriçou outra vez, coloquei o elástico…
– Como é que você quer?
– Assim… – foi falando e me puxando de cavalinho sobre ele.
Ele já sabia, e eu também, que para o homem com ejaculação precoce a melhor posição é mesmo a mulher por cima, limitando os movimentos dele, retardando o orgasmo.
– Da próxima vez vou quer essa bundinha. Você dá? – ele perguntava.
– Dou, dou. – eu respondia, penetrada, mexendo em cima dele.
– Nunca comi uma bundinha.
– Então come a minha, come a minha…
E o final inesperado… quer dizer, que não se espera.
Gozei junto com ele.
MAS TEM MAIS… DEPOIS EU CONTO
Anna Riglane – Xcontos.club
Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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