Os contos desta série são relatos condensados (amostras) de contos em revisão para futura publicação na sua forma extensa.

Toda vez que chove…
Ágata B. T (2006)
Pinheiros -São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Nem precisa chover muito, basta uma garoa, uma pequena sensação de frio, para eu me lembrar o Augusto, um ex-colega de trabalho, que agora não sei por onde anda.
Foi exatamente assim, numa tarde de garoa e quase frio, que o meu namorado chegou no meu trabalho e, ao invés de me conduzir para casa, preferiu me proferir ofensas e me humilhar na frente de alguns colegas.
Foi num dia assim que enrusti a mágoa no fundo do coração e saí caminhando sob a garoa sem me importar se estava me molhando ou não; meu frio maior era na alma, na desilusão de uma fidelidade cuja paga era o desprezo.
Molhada por molhada, nem me importei quando o Augusto apareceu no ponto de ônibus… de moto.
– Te levo para um lugar quentinho.
Mas não foi exatamente assim que rolou.
Tão P da vida que eu estava, que subi na garupa da moto, abracei o Augusto pela cintura e…
Até hoje ainda não acredito, e acho que não teria coragem de fazer igual, mas a cada quarteirão que avançávamos sob aquela chuva fina eu ia me agarrando cada vez mais so Augusto, apertando cada vez mais.
E não era por medo de cairmos ou cois assim, era lasciva mesmo, um desejo sexual crescente e cada vez mais ardente.
Em dado momento eu já estava tão colada nele que, não fosse as nossas calças, minha xana estaria grudada nas nádegas dele, esfregando.
– Me come! Me leva para um lugar quentinho e me come.
Mas não falei com a voz, falei foi com as mãos, descendo da sua cintura, passando pele sua barriga, chegando no seu volume. Volume mesmo, já em ponto de bala.
Não falei nada, nem ele falou nada, simplesmente guinou a moto por umas ruas até chegarmos num motel. E no motel, tirando a roupa molhada, ninguém perguntou se a gente ia transar ou não, simplesmente…
Uma banheira com água quente, uma dose de conhaque aquecido entre as mãos, lençóis, travesseiros, um perfume de sexo…
– Onde você foi naquele dia? – meu namorado já me perguntou infinitas vezes. – Onde você foi?
– Pra casa, oras! – é o que sempre respondo.
Anna Riglane – Xcontos.club
Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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