Estagiárias 06 – Ô tio… não desconfia, não?

Desde menina ela nutriu um amor impossível, pecaminoso, viveu mil fantasias ensaiou mil vezes, sem nunca concretizar o seu sonho, a não ser no dia em que encontrou uma forma substituta, uma pessoa substituta…

Vivido por: Olívia A. S.* (2003)
Alvorada do Sul – PR
Transcrito por: Anna Riglane
*Falso

Duas coisas têm sido mais que marcantes nesses meus 22 anos de vida.

Primeira coisa

Sempre tive vontade de me relacionar sexualmente com uma certa pessoa, coisa que vem desde o início do despertar da minha líbido, desde as minhas primeiras masturbações.

Era uma vontade, na verdade um sonho, de viver sexualmente com essa pessoa para sempre, até me dar conta de que isso era coisa impossível; ao menos na prática, conviver maritalmente, era impossível.

Depois fui me convencendo de que até mesmo na clandestinadade era um amor impossível.

Fui reduzindo o meu sonho, o meu desejo, até me dar por contente se, ao menos, eu tivesse a minha primeira vez com ele.

A primeira vez, só a primeira vez.

Eu sonhava, imaginava, fantasiava, e pensava em como dar forma ao meu desejo.

Eu ensaiava.

Olhava e sorria de maneira diferente ou, pelo menos, que eu achava ser diferente, provocativo.

Prestava atenção em todas as falas, buscando qualquer indício, por mínimo que fosse, de que pudesse ser correspondida.

Ensaiei nudez.

Ensaiei ataque direto, puro e simples.

Eu não queria nem pensar, e nunca pensei, se era errado, se era pecado, proibido, vergonhoso.

Meu único medo era que ele pudesse não me querer, que me rejeitasse.

E acho que foi por isso, e só por isso, que nunca confessei o meu desejo, e tampouco me ofereci de forma mais explicita.

Cheguei a escrever cartas, bilhetes mas nunca entreguei.

Nunca dei qualquer entrada, as poucas cenas de nudez que provoquei de modo algum soaram como provocação, foram tão tímidas que, no máximo, ele percebeu como incidentes.

Me ver nua do quarto para o banheiro, minha provocação máxima, não foi o suficiente. Ele deve ter pensado que eu acreditava estar sozinha em casa.

Meu sonho, minha esperança maior, era que ele tomasse a iniciativa, chegasse em mim, discretamente ou diretamente.

Que me agarrasse.

Na verdade, sempre esperei por um sinal dele, um único sinal.

Mas isso nunca aconteceu.

E nada aconteceu.

Tive a minha primeira vez com alguém que nem era meu namorado, nada, apenas um amigo carinhoso que me mereceu.

Continuei sonhando que ainda poderia ter com ele, ao menos uma vez que fosse, uma única vez, pelo menos.

Foi quando fui surpreendida me masturbando no sofá da sala.

Falsa masturbação, apenas a mão entre as pernas, enquanto ouvia os passos dele se aproximando.

Olhos fechados quando ele chegava na porta, fingindo não estar vendo, não estar ouvindo, estar de fato sendo surpreendida, flagrada.

Mas ouvi… ouvi seus passos se afastando.

Por certo que ele tinha me visto, por certo que não quis me constranger.

Afastou-se, perdendo sua oportunidade.

E perdi a esperança, fui perdendo, meu sonho foi morrendo.

Arranjei namorado, a vida seguindo.

De vez em quando ainda me reacendia, diante de algum momento propício, alguma situação favorável, com quando ficávamos a sós na casa.

Certa vez, acho que no auge do meu desejo, cheguei mesmo a me despir por completo no meu quarto e me projetar cheia de fé para o quarto dele, mas parei no meio do caminho, voltei.

Tremia tanto, me odiava tanto, cheguei a chorar.

O desejo permaneceu, latente, mas o sonho foi acabando, minguando…

Segunda coisa

(…)

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