Um dia na vida
A day in the life
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Um dia na vida
Minha apresentação
Tenho clientes que me contratam por um dia inteiro, para passear, ir a restaurantes, transar em algum motel ou na própria residência delas, mas esses são casos raros, mulheres que não têm nada a esconder de ninguém e que, na verdade, gostam mesmo é de se exibirem com garotões sarados, como se fossem suas conquistas, seus namorados.
Tenho clientes que me contratam por uma manhã toda, uma tarde toda, só para transar mesmo, super escondidas, em algum motel ou aqui no meu apê.
Querem transar, conversar, transar mais, variar o cardápio, já que muitas são comprometidas, noivas, casadas, por aí.
Tenho clientes que reservam horários aqui mesmo no meu apê, duas horas, uma hora, e até por meia hora apenas.
Como exemplo, a Karine, com aquele medo todo do marido, mas aquela necessidade tamanha de aliviar o estresse, e que reserva meia hora, não mais que meia hora.
Chega, entra comigo no quarto, tira rapidamente, toda a roupa, deita na cama… não quer beijos, chupadas, carícias, nada.
Quer apenas que eu soque o porrete e castigue uma, duas… o que ela conseguir nessa meia hora.
Logo se veste, me paga, e vai embora, como se eu fosse um simples objeto.
Tenho uma cliente em Brasília, a cada 15 dias faço uma viagem de São Paulo até lá… (Minha cliente em Brasília)
E tenho ainda a Outra Adriane… uma cliente da qual vou contar tudo, tudinho mesmo… aos pouco.
ADRIANE
Adriane, 35 anos, 12 anos de casada, duas filhas, 8 e 10 anos, moradora do bairro Paraíso, em São Paulo, e alta executiva em uma grande empresa sediada na Avenida Paulista.
O que mais dizer sobre Adriane?
ADRIANE E O MARIDO, EM CASA

Sou a Adriane, e não posso me queixar de nada.
Não posso me queixar da vida que levo, da minha carreira profissional bem sucedida, do respeito que tenho dos meus amigos, colegas e de pessoas que trabalham comigo.
Procuro sempre a empatia de todos, me preocupo com o bem-estar de cada um, principalmente das pessoas mais humildes que trabalham comigo, busco saber das suas dificuldades, e procuro ajudar, na medida do que me é possível.
Sou uma mulher bastante ativa.
Muitos amigos, festas, comemorações.
Religião, não tenho.
Sou bastante politizada.

Não posso me queixar do casamento, perfeito, tudo maravilha, nenhuma rusga entre o casal ou, pelo menos, nenhuma ruga mais séria. Bom marido, bom pai, bom profissional na sua área, bom coração.
Duas lindas filhas em boa escola.
Um lindo apartamento no qual dividimos as tarefas e os afazeres da casa, eu, o Paulo Augusto, e a Armelinda, que nem podemos chamar de empregada, pois tem apenas um pouco mais que a idade nossa e praticamente mora com a gente.

Tudo maravilha enfim, inclusive aquele sexo amoroso de sempre, rotineiro, mas amoroso, comprometido.
Gosto mesmo, de verdade, de transar com ele, e quando digo que é rotineiro, é porque fazemos sempre, a qualquer oportunidade… e já fizemos tudo, fazemos tudo, não temos mais nada o que inventar.
Mas… talvez, não sei se por isso ou por qualquer outra razão ou motivação, em algum momento qualquer, um tanto recente, começou a surgir em mim uma outra Adriane.
A OUTRA ADRIANE
A outra Adriane, acredito, deve ter começado a surgir num certo domingo, sentada ao lado do Paulo Augusto no sofá da sala, eu observava a Armelinda na cozinha, na maior briga com as nossas duas meninas, enquanto faziam bolachinhas para o nosso café da tarde. As meninas querem saber mais que ela, e sempre brigam.
A Armelinda já foi casada, mas tinha um besta de marido e acabou separando, tem dois filhos já mais crescidos, um deles casado, com quem ela mora… isso quando não mora com a gente, e vive dizendo que não quer mais saber de homem na sua vida.
Continua dizendo, como se eu não soubesse que ela anda enrabichada com o Cláudio, um colega do curso Colegial que agora está concluindo. Antes, o marido não deixava estudar. Vive falando desse Cláudio.
Mas então, vendo a Armelinda, pensando nesse tal de Cláudio, segurando a mão do meu marido, de repente, me veio uma pergunta, e veio de forma clara como uma luz forte quase me chegando:
SERÁ QUE A ARMELINDA… ARMELINDA E O MEU MARIDO… O PAULO AUGUSTO E A ARMELINDA…?
Depois falo mais, ou tento falar mais sobre isso, e talvez eu me explique como e por que surgiu em mim essa Outra Adriane.
– x –
Era uma sexta-feira, era dia, horário marcado, reservado.
No banho, em preparação para o momento.
Pensamento focado.
Expectativa.

Escolhendo a lingerie apropriada.

A CAMINHO DO TRABALHO
O momento se aproxima.
Um sorriso de felicidade estampado no rosto.
O corpo vibra, pede.

NO TRABALHO
Algumas instruções importantes.
Alguns avisos.
Comunicando que estará ausente.
Reunião com um cliente muito importante.


NA RUA
O carro fica no estacionamento

NO METRÔ
Ansiedade, expectativa.
Em outros tempos somava-se o nervosismo, os temores.

NA CASA DO CLIENTE
Ansiedade em dobro.
Agonia de ficar aguardando.
Relembrando o nervosismo da primeira vez, a quase desistência.

O CLIENTE.
ERRADO… ELA É A CLIENTE
O profissional

A transformação
Ele já não é mais o profissional, é o amante, o seu homem, o seu grande amor

Os primeiros contatos
Beijos, beijos e beijos.

Despindo-se das vestes, da lingerie escolhida
Despindo do que ficava para trás da porta

Sexo, sexo, sexo…
– Se eu estivesse com uma garota de programa, se eu fosse o cliente, com certeza iria fazer o diabo com ela, tudo o que tenho direito. Mas a cliente aqui é você, faça o diabo comigo, solte o fogo dessa buceta.
– Não fale assim!
– Solte o fogo dessa buceta! Vai! Me come! Me trepa!
O ÊXTASE

A VOLTA À ROTINA
O trabalho
O lar
As filhas
O marido
…
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