CONTO COMPLETO

Ninguém me come… minha Eva, minha Lilith
Vivido por: Carlos A. R. (1998)
J. Aricanduva – São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Agora, e só agora, com 32 anos de idade, casado, e pai de dois filhos, acho que entendo como que o Adão foi tão infantilmente enganado pela Eva, agora eu acho que entendo.
Mas antes de começar a contar o porquê da minha mudança de percepção, devo dizer que como todo bom homem, embora eu não possa generalizar, estou casado, tenho uma mulher bonita, gostosa e bem quente na cama, no sofá, no banheiro, no chão, mas nem por isso deixo de olhar, pelo menos olhar para outras mulheres, principalmente certas mulheres, como as mais novas, as mais novinhas, as que ainda nem são mulheres de verdade.
Acho que isso é uma coisa do homem, da natureza masculina, não sei. Só sei que não consigo deixar de olhar, da mesma maneira que só fico mesmo no olhar, e no imaginar. Tentar pegar, desrespeitar, isso nunca.
Sou um Adão, pegando fogo por dentro, pelo simples fato de ser homem, mas cheio de inocência por fora. Adão só devia ser mais tranquilo porque não tinha outras Evas, e muito menos Evinhas, para cobiçar.
E também Adão não tinha uma irmã, mas eu tenho. E a minha irmã casou, teve uma filha, a menina foi crescendo, foi virando mocinha, virando mulher, quer dizer…
Sou padrinho da menina, ela é minha afilhada e, conforme as regras, devo cuidar dela como se fosse a minha própria filha.
E é o que tenho feito… quer dizer, é o que eu vinha fazendo ou, na verdade, tentando fazer.
Acontece que mesmo já entrando na sua fase mulher, a menina tem se mostrado um tanto tímida, introvertida, pouco gosta de se arrumar, quase não tem amigos, e não namora.
Sempre acreditei, e minha esposa e cunhados também, que a timidez dela se deve ao fato de precisar usar óculos, devido a um grau meio elevado de miopia. E por ter de usar óculos, ela acaba também não se vestindo direito, isto é, como as meninas da sua idade.
E por isso que ela é tímida.
É por isso que ela não namora, os meninos fogem dela.
É o que acreditávamos e comentamos.
E por ela ser minha afilhada, além das tentativas de ajuda que fazia junto com a minha mulher, eu também buscava ajudar por conta própria, conversando com a menina, querendo saber das suas razões, da sua forma de pensar, e também sugerindo diversões, passeios, coisas, enfim, que a levasse a uma melhor socialização.
E foi numa conversa que tive com ela certo dia, uma segunda-feira, na cozinha aqui de casa, que recebi um verdadeiro chute no saco.
Não aquele chute de doer, mas, sim, de causar uma pequena reviravolta no meu pensar. Pequena, porque a reviravolta mesmo só aconteceria algum tempo depois.
Simplesmente, a menina me ofereceu uma maçã.
Conversávamos, eu falava que ela devia sair mais com os amigos, conhecer novas pessoas,e ela me interrompeu com uma pergunta bem seca.
– Pra quê?
– Como assim, pra quê? Você precisa…
– Preciso conhecer meninos… É disso que o senhor está falando, não é?
– Não precisa me chamar de senhor, já te falei isso mil vezes. Mas é disso sim que estou falando, você conhecer outros meninos, namorar…
– Transar.
– É… transar sim. Por que não?
– Porque ninguém me come.
– Anh! Como é que é?
– Ninguém me come.
– Sei. Isso você falou, mas não é verdade.
– E verdade, sim. Que menino vai querer comer uma menina feia, sem graça, e que usa óculos?
– Que isso!? Tanta menina que usa óculos! E quem disse que você é feia?
– Claro que sou! Ninguém quer me comer, não.
O chute que senti no saco foi exatamente isso, não o fato dela se achar feia e rejeitada, mas pelo modo como ela falava, o linguajar… “ninguém me come”.
Continuamos a conversa, eu expondo as razões para ela se sentir melhor, se arrumar melhor, se preparar para conhecer meninos, e ela praticamente repetindo a mesma frase, até que veio outro chute.
– Já falei, tio, ninguém me come, não.
– Claro que te… que transam com você!
– Ninguém me come, não.
– Come sim.
– Quer saber! Nem você me come.
– Nem eu…! Imagina.
– Você me comeria?
– Não… quer dizer… Acontece que você é minha sobrinha, é…
– Tá vendo? Já arranjou uma desculpa para não me comer. E é assim mesmo, sempre arranjam uma desculpa. Só que o motivo é um só… sou incomível.
– Não é não.
– Então me come… vamos ver.
Se aquilo não era uma maçã…
…
E então, inocente como o próprio Adão, fiquei olhando para a menina, meu anjo no meu ombro direito me mostrando que ela era mesmo uma menina ainda, uma sobrinha, uma afilhada, meu anjo do lado esquerdo mandando eu comer logo, antes que ela mudasse de ideia, e eu… perdido nesse tiroteio, meu pau duro, meu coração apavorado, minha cabeça sem saber o que pensar, nem pensava, na verdade.
– Sexta-feira. – ela falou, me tirando daquele turbilhão.
– Sexta-feira… o que tem sexta-feira?
– Sexta-feira na parte da tarde, vou ficar sozinha em casa.
– Sim.
– Sim, que você me come. Ou não vai querer, como todo mundo?
– Se vou querer… vou, claro! Quer dizer… não sei, eu…
– Não sabe, não é? Tá vendo? Não é o que eu falo? Ninguém me come mesmo.
– Não é isso. O problema é… em casa… sei não, me dá um certo receio.
– Eu te entendo. – ela falou, com uma certa ironia na expressão.
– Entende nada. Não entende que se a gente for pego, se eu for pego… principalmente eu…
– Sei… Conclusão… não vai me comer.
– Não é que eu não vou, é que…
– Nunca fui num motel… se quiser me levar… lá não tem perigo, tem?
– Motel! Sim! Claro! Motel… motel…
– Sexta-feira, depois que eu chegar da faculdade, meio dia mais ou menos. Só não sei se…
– Não sabe o quê?
– Se almoço antes ou… não sei se já vou comida ou…
– A gente come lá.
– Você me come lá?
…
Turbilhão?
Turbilhão maior foi passar aquela semana entre a cruz e a espada, entre o céu e o capeta, um anjo martelando que não, outro martelando que sim, eu pensando nas últimas palavras da conversa com a menina, quando ela já não me parecia mais tão inocente, eu…
Verdade mesmo é que eu não pensava em nada, quer dizer… pensava na desgraça que podia acontecer na minha vida, mas pensava mais ainda, com uma força muito maior, na menina, no corpinho da menina, nas coisas que eu e a menina… a menina e eu…
Que semana eu passei!
Que semana!
…
TIO. SEXTA-FEIRA, DA FACULDADE PRECISO IR PARA A CASA DE UMA COLEGA, FAZER UM TRABALHO. SÓ QUE NÃO SEI COMO CHEGAR LÁ. SERIA MUITO TE PEDIR QUE ME LEVASSE? TE ESPERO NA ESTAÇÃO CARRÃO, AO MEIO DIA. EU TE PAGO, VIU!
Meio estranho o pedido na menina, minha afilhada, no meu celular, mas logo entendi. Ainda mais com aquele “eu te pago”
Entendi e apaguei a mensagem, que podia ser comprometedora.
Só não consegui apagar o turbilhão na minha cabeça.
Transar com a minha afilhada?
Comer aquela coisinha!
Que rolo, que desgraça poderia vir como consequência?
Expulsão do paraíso?
Se minha mulher descobre, se a família descobre… expulsão do paraíso.
Eva.
Maçã.
A menina querendo ter uma experiência comigo porque achava que nenhum outro alguém queria ter com ela.
Ninguém me come.
Pois eu vou comer, e fim de papo.
Foda-se tudo o mais!
…
Não sabia direito onde exatamente esperar por ela, deixei o carro num estacionamento, comecei a zanzar, estava perto de um monumento de concreto, que parece um J, quando ela me ligou, e falou que eu ficasse no lugar.
Meu estado emocional era o de uma panela de pressão a ponto de explodir, e quando a vi aproximando, então… sei lá, mas até me deu vontade de fugir correndo.
Meu Deus, se alguém da família me visse, nos visse!
Ela estava com uma colega, pararam a uma certa distância, e só se aproximou de mim depois que a colega se foi.
E ou eu muito me enganava ou a outra menina ficava olhando para mim enquanto conversavam, como se estivessem falando de mim.
E mais ainda, ou era engano também ou a minha sobrinha estava calma, tranquila demais, nem parecendo uma menina que ia ter a sua primeira vez, e justo com o seu tio, seu padrinho de batismo.
Eu nervoso, ela toda serena.
– Oi! Posso saber onde você pretende me levar?
Para um motel, é claro!
E o motel eu já tinha escolhido a dedo depois de passar a semana pesquisando. Nuu Motel, não sei porque, mas foi o que me pareceu menos provável de sermos vistos por algum conhecido ou, Deus me livre, por alguém da família.
…
A menina na maior tranquilidade, eu parecendo um molecão na sua primeira vez, o motel, a portaria, a suíte…
Só eu e a menina, isolados do mundo.
Só eu e a minha sobrinha.
Minha afilhada.
Na hora acho que nem percebi direito, de tão passado que estava, mas depois, relembrando, recordando, revivendo as emoções, comecei a perceber que as coisas aconteceram mais ou menos o contrário.
Explico.
Quem devia estar com nervosismo maior, incertezas, esperando pela iniciativa do outro, era ela, e não eu.
Não vou dizer que a menina foi quem começou a tomar as iniciativas, porque não foi. Fui eu quem a puxou para um abraço no meio do quarto, fui eu quem começou a lhe passar a mão, abrir sua blusa, tocar o seu corpinho.
A única iniciativa realmente dela foi pegar o meu pau, mas isso quando já estava só de calcinha e eu já tinha vasculhado tudo nela.
Estava com a mão por dentro da sua calcinha quando ela procurou abrir a minha calça, tirar o meu pau.
Fui eu quem primeiro a chupou por inteiro, começando pelos peitinhos, descendo pela sua barriga, me demorando nas suas coxas, até chegar na sua calcinha, tirar, e, então, lamber sua xoxotinha.
Não percebi na hora que ela se deixava chupar com certa naturalidade, como se não fosse a sua primeira vez.
E foi com certa naturalidade também que, em seguida, ele me deu o troco, beijando o meu peito, se agachando à minha frente, chupando o meu pai.
Na hora nem me liguei na naturalidade com que ela fazia as coisas, simplesmente porque, primeiro sentir sua mãozinha em torno do meu pau, e depois sentir sua boquinha, sua saliva, seus lábios, sua língua… tudo isso me tirou de órbita.
Quase ejaculei antes do tempo.
Devidamente excitada pela chupada que eu havia lhe dado, e sabendo da minha excitação, pelo estado trincando do meu pau, ela se colocou novamente em pé, olhos nos meus olhos, fez ato de que ia me puxar para a cama, mas antes parou, e perguntou:
– Estou fazendo certo?
– Fazendo certo… Como assim? – perguntei, estranhando a sua pergunta.
– Se estou fazendo certo… é assim mesmo?
– Você não sabe?
– Sei, claro!
– Sabe!? Então você já…?
– Já assisti uns trezentos vídeos… Mas fala, estou fazendo do jeito certo ou não?
– Não existe jeito certo pra isso, meu anjo. O único jeito certo é fazer. E adivinha o que vou fazer agora.
– Me comer.
– Isso mesmo. Vou te deitar nessa cama, entrar por entre suas pernas, suas coxas, apontar meu pau nessa xoxotinha gostosa que você tem…
– E me penetrar bem gostoso, mas devagar… bem devagar e bem gostoso… quero ele todinho, bem gostoso…
Foi falando e se deitando, se ajeitando no meio da cama, me esperando, abrindo as pernas.
– É mesmo a sua primeira vez? – Não resisti em perguntar.
– Faz diferença? – ela respondeu perguntando, mas sem responder à minha pergunta.
E acho… acho não, tenho certeza, não fazia mesmo diferença.
Na verdade, o que fazia a diferença era aquele seu rostinho de menina, seus peitinhos de menina, seu vente, suas coxas, seu triângulozinho, sua púbis raspadinha, depiladinha…
Sem os pelos pubianos, eu podia ver, eu pude ver, a cabecinha do meu pau adentrando sua grutinha, meu pau entrando, sumindo… dava pra ver aquela rachinha se abrindo, me engolindo.
– Menina!
– Tio gostoso! Tio gostoso!
Chato ser chamado de tio, mas aquele “gostoso” pronunciado com delicadeza e tesão, seus olhinhos nos meus, compensava tudo.
E tudo compensou.
Compensou tanto que esqueci da vida, me entreguei aos amores com a menina, esqueci que é minha sobrinha, minha afilhada… esqueci e comi.
Comi e fui comido.
Sim, porque como já falei, a menina não era de tomar todas as iniciativas, mas correspondia a tudo, e correspondia de foram quente, desejosa, tanto enquanto estava embaixo quanto, principalmente, quando estava por cima, me cavalgando, mexendo, de cócoras, subindo e descendo…
UMA LOUCURA!!!
E a loucura maior…
– Será que vou conseguir?
– Conseguir o quê, menina?
– Conseguir, igual nos vídeos, com isso aqui?
Ela estava com um tubo de gel na mão.
Loucura das mais loucas!
Aquela bundinha, aquela coisinha…!
Indescritível.
…
Foram quase três horas naquele motel, naquele dia.
Três horas de pura loucura.
Três horas em que esqueci completamente que sou um tio, que sou um padrinho, que sou casado, que ela é filha da minha irmã, que tenho um concunhado.
Foram mais de três meses me arriscando a ver minha vida virada de ponta cabeça, e tudo por causa da menina, da menininha, a menina que, segundo ela, ninguém comia, mas que eu comia, comia e comia.
– Acho que agora você está preparada. – falei pra ela, certo dia, depois… quer dizer, durante, mais uma das nossas incursões naquele mesmo motel de sempre.
– Preparada pra quê, tio?
– Continua me chamando de tio… mas tudo bem. Mas estou falando que agora você está preparada, pode sair por aí pegando seus meninos.
– Poxa! Está me dispensando, é?
– Não é nada disso.
– Acho bom que não seja mesmo, porque gosto muito de transar com você.
– Sim. Mas você não vai ficar transando só comigo a vida inteira.
– Vou sim.
– Vai não.
– Vou sim.
…
De repente, comecei a sentir que estava correndo um certo risco, a menina apaixonada, sem juízo… sabe-se lá o que ela seria capaz de aprontar!
Comecei a temer pelo meu casamento, pelos laços de família. Comecei a me perguntar como e por que eu não tinha percebido antes que a menina podia ter algum problema. Era tão gostoso desfrutar do seu corpinho, das suas maluquices na cama, que eu nem havia pensado nisso.
E agora?
…
Foi exatamente pensando nisso tudo, por pensar nisso tudo, que um dia, querendo falar com ela, fui até a sua faculdade.
Não foi fácil achá-la.
Na verdade, nem achei, fui é achado por uma certa menina.
– Hei! Você não é o padrinho da… (falou nome da minha sobrinha)?
Depois de algumas palavras e um certo esforço mental, descobri que já tinha visto aquela menina algumas vezes. Era a mesma que estava com a minha sobrinha no dia do nosso primeiro encontro.
E então veio a revelação.
– Ela vai com você, hoje? – perguntou a menina.
– Se ela vai comigo… você diz… se eu vim buscá-la?
– É… vocês vão lá no Nuu?
– Nu… que nu?
– Oxi! Vão lá toda semana e não sabe… Motel… vocês vão motelar hoje.
– Eu…
Realmente, eu não sabia o que dizer, nem o que pensar.
Ela me clareou.
– Estou perguntando porque ela matou as duas últimas aulas, saiu com o Rafael, acho que foram trepar por aí, não sei. Mas se ela for com você… dois no mesmo dia… bom… não seria a primeira vez.
– Não seria a primeira vez o quê?
– A primeira vez que ela vai com dois no mesmo dia… Mas, pra quem já foi com dois ao mesmo tempo…
– Com dois ao mesmo tempo! Espera aí, menina! Você está dizendo que a minha sobrinha…
– Vamos tomar uma cerveja tio… te conto tudo.
…
E foi tomando uma cerveja, duas cervejas, três, com aquela menina que descobri que de Eva a minha afilhada nunca teve nada, que já chegou na faculdade faturando todos, que já era assim desde o colegial, desde antes.
– Verdade, tudo isso? Mas por que você está me contando? – eu perguntava, incrédulo, a cada nova revelação.
– Gosto muito dela, sabe?
– Não parece… dedurando ela desse jeito.
– Não estou dedurando, não, só estou aliviando as coisas pra ela.
– Aliviando!?
– É… Assim ela não precisa te contar, não é?
…
Não entendi as razões da menina para me contar da minha sobrinha, e só fui entender depois, pela minha própria sobrinha.
– É que ela tem bronca de mim porque eu fui com o namorado dela.
– Foi… foi aonde?
– Ô tio! Tá ficando lerdo, é? Fui com ele, dei pra ele… Entendeu?
– Entendi. Mas, então, o que ela me falou…
– Tudo… tudinho verdade. Mas eu queria transar com você, então…
Então ela tinha inventado aquela história, aquela encenação de que ninguém a comia.
Fiquei com vontade de dar uma surra, mas mudei de ideia, achei melhor continuar comendo, agora com menos peso na consciência… nenhum peso na consciência, nenhum turbilhão.
__________
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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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