
Camisola do dia
Sempre um conteúdo novo para o seu deleite… de…leite.
Quando resolvi, finalmente, deixar a vida solteirão
Vivido por: José Roberto S. (1993)
São Paulo – SP
Transcrito por: Anna Riglane
Nunca acreditei em fadas, duendes, virgem marias ou marias virgens, boi tatá, saci Pererê.
Também nunca acreditei em cupido.
Mas que ele existe, existe.
Pode até não estar mais conseguindo desempenhar direito o seu papel nos dias de hoje, mas existem sim.
Se não, vejamos.
…
Segunda-feira de uma semana qualquer do mês de setembro de 2025.
Não vou dizer que eu estava que era só o pó da rabiola porque, na verdade, eu estava mesmo era mais do que liquefeito.
Tinha começado numa balada na sexta-feira, que culminou com uma motelada noite a dentro com uma antiga colega de faculdade, agora recém-descasada, e foi só o começo.
Mal pude dormir um pouco antes de enfrentar uma terrível churrascada no sábado com os amigos… quer dizer, terrível mesmo foi o jogo de bola que antecedeu àquelas carnes e bebidas todas, por conta dos perdedores do jogo. E adivinha que time perdeu.
Pelo sábado de noitinha eu bem pensava em descansar um pouco, depois de visitar uma sobrinha aniversariante, festa de 15 anos, muito importante para a menina, eu não podia faltar.
Ainda na festa, recebo um zap da Camila:
> Sumido, não lembra mais das pobres.
> Tu é que casou e esqueceu dos solteirões.
> Tá viajando, venha!
> Uma ova! Na toca do lobo? Não tô a fim de levar tiro.
> Então eu é que vou.
> Venha!
E ainda na festinha da sobrinha, pensando na noitada que ia ter com a Camila, lembrando que era a primeira vez que íamos passar a noite juntos, que das outras vezes haviam sido apenas algumas horas durante o dia, pensando, pensando, me vinha na cabeça a convicção de que nunca, mas nunca mesmo vou me casar.
Casar para ficar levando chifres, igual o pobre Eduardo, que já levava de solteiro, que continuou levando de casado, e que agora ia levar mais uma vez, enquanto viaja a trabalho.
Não caso, não caso e não caso.
Juro por tudo o que há de mais sagrado nesse mundo.
E foi com esses pensamentos, com essa convicção, que passei a noite de sábado para domingo com a Camila, que a vi ir embora no domingo bem de tardezinha, e que, finalmente, resolvi descansar um pouco, dormir, me preparar para o batente no dia seguinte, segunda-feira.
Trabalho em casa, trabalho remoto, mas trabalho, sei das minhas obrigações.
…
E então chega a segunda-feira, e no cumprimento das minhas obrigações saio para a padaria da esquina em busca de um bom café da manhã para repor minhas energias e poder, enfim, trabalhar.
Parei a três metros da entrada da padaria, bem na esquina. Parei e permaneci estático.
E parei e fiquei estático porque, na esquina oposta, esperando o farol abrir pra poder atravessar a rua, havia uma deusa.
Como que é uma deusa?
Uma deusa é uma moça de uns vinte e poucos anos, cabelos loiros, quase ruivos, compridos, uma camiseta branca cobrindo o tórax, uma blusinha também branca, mas com estampas cinzas, cobrindo a camiseta branca, uma calça jeans simples, um tanto surrada já, tênis… e acho que apenas isso.
Mas, para além disso, um corpo mediano, nem alta nem baixa, coxas firmes, nádegas idem, embora eu não pudesse ver naquele momento, seios médios, firmes, bicudinhos ou, na verdade, imaginados como bicudinhos, pois também não os tinha visto direito ainda.
E o rosto, o rostinho… não sei, uma irradiação, um brilho estelar, um… uma… não sei.
E foi, com certeza, o rostinho, acima de tudo o mais, o que mais me cativou.
Parado, encantado, feito um poste.
O farol abrindo, ela atravessando a rua, caminhando na minha direção, eu ensaiando falar alguma coisa, ela passando por mim, eu virando o corpo, acompanhando o seu andar, ela descendo a rua, desaparecendo na curva.
– Bonita, né!
– Com essa eu caso.
Nem sei, nem vi, quem foi que falou comigo, que me tirou daquele transe, que me lembrou de entrar na padaria e tomar o meu café, não sei mesmo.
Só sei que tomei o café pensando na moça, saí da padaria pensando na moça, trabalhei o dia inteiro pensando…
– Com essa eu caso.
– Como casa? Você nem conhece a moça, nem sabe quem é, muito menos sabe se vai vê-la outra vez.
– Amanhã… amanhã vou esperar por ela.
Mas…
– E se ela não passar mais por aquela esquina?
– Tem de passar, tem de passar, deve trabalhar ou morar aqui por perto.
– E se ela já for casada?
– Faço ela largar do marido.
– E se ela não te quiser?
– Me enforco. Mas ela vai me querer sim… por que não?
Fiquei nessa discussão eu contra eu mesmo pelo dia inteiro, pela noite, peguei no sono discutindo… acordei com a certeza de que ia ver a moça novamente, falar com ela, dar um beijo nela… um primeiro beijo.
Eu tinha marcado o horário, quinze minutos para as oito, mas, por via das dúvidas, cheguei na esquina da padaria às sete e meia, e ali fiquei.
Sou bastante conhecido aqui no meu pedaço, muitos passaram, me cumprimentaram, alguns perguntaram o que eu estava fazendo ali, se não ia entrar para tomar o café da manhã.
– Estou esperando uma pessoa, esperando um amigo,
apenas esperando um amigo, waiting on a friend, como na música dos Rolling Stones.
Só que, na verdade, ao contrário da letra, eu não estava esperando um amigo, um companheiro, e eu bem sabia disso, o que eu esperava era, realmente, uma lady, uma companheira… para toda a minha vida.
Para quem sempre jurou nunca casar, eu estava me estranhando.
E lá vem ela, a deusa, a diva, a musa, a…
Travei.
Não consegui falar nada.
Vi que ela atravessava a rua, vi que se aproximava na minha direção, vi que passava por mim, vi que se afastava, que sumia na curva, vi…
– Viu disco voador?
– Anh!?
– Viu disco voador? Está parado aí, como se tivesse visto um fantasma.
– Não é nada não, só me lembrei de uma coisa e…
– Lembrou, né? E o nome dessa coisa é Sabrina.
– Sabrina! Você conhece?
– Sim. É secretária no colégio, minha secretária.
– Jura? Jura mesmo que você a conhece? Vem! Te pago o café, pão, o que você quiser. Vem tomar café comigo, me fala dela, vem…!
– Vou aceitar.
– Beleza! Mas vai falando! Vai falando!
= Calma, rapaz! O que é? Apaixonou, é? O cupido te flechou, foi?
– Cupido!? Mas fala logo… fala!
– Bom… na verdade ela é estagiária, vai ser professora, e…
– E o quê? Fala logo, pelo amor de Deus!
– Vai casar, está noiva.
…
A Andressa é vice-diretora no colégio aqui próximo, mora vizinha no prédio, temos alguma amizade, eu, ela e o Ruy, marido dela, mas essa foi a primeira vez que tivemos um momento, digamos, mais descontraído, mais íntimo, falando das nossas… quer dizer, das minhas coisas, da minha paixão repentina pela Sabrina.
– Paixão maluca essa sua.
– Também acho, mas…
– Isso é coisa do cupido, viu! Te flechou, fisgou, te deixou tonto da silva.
– Tonto da silva… Fala de mim pra ela. Por favor, fala, vai! Diz que sim…
E ela falou.
Fiquei sabendo que a Andressa tinha falado com a minha deusa quando, na manhã seguinte, ela, a Sabrina, atravessou a rua meio querendo esboçar um sorriso, foi passando pelo poste quase sorrindo, e continuou o seu caminho.
E só então acordei, saí da letargia, desci a rua atrás dela… ao lado dela.
– Oi! Posso falar com você?
– Depende… falar o quê?
– Sobre… sobre eu, sobre você, sobre tudo, sobre…
– Sobre eu ser casada.
– Casada! Não é noiva?
– Caso daqui a três meses, mas já me considero como uma dona de casa.
– Dona de casa! Isso não!
– Não! Por quê?
– Porque uma deusa não pode ser dona de casa e…
E havíamos chegado ao portão do colégio. Que azar que era tão pertinho, o caminho tão curto, o tempo tão pouco!
– Não poso ficar aqui conversando com você.
– E onde a gente conversa, então.
– Em lugar algum. Já não falei que estou noiva, que…
– Vou me jogar debaixo do trem.
– Vai? Mas não passa nenhum trem por aqui.
– Seu telefone, pelo menos.
– Tá bom.
– Então me dá. Fala!
– Não falo. A Andressa tem o seu, pelo pra ela, te passo uma mensagem. Agora vai! Não fica bem pra mim.
– Tá bom! Tá bom! Mas passa mesmo, hem! Escreve! Escreve!
…
Sabem um molecão… melhor, um moleque mesmo, quando conquista a sua primeira menina!
Do colégio rumei direto para casa, esquecendo completamente a padaria, o café da manhã.
Por pouco não comecei a saltitar, saltar, bater os dois pés no ar.
E se houvessem ainda casas térreas pelo meu bairro, com certeza eu teria tocado a campainha de todas elas.
E nem ia sair correndo.
Ia ficar esperando alguém aparecer para me dar bronca, ia ouvir a bronca…
– É que estou apaixonado.
E se estivesse chovendo, por certo eu estaria dançando na chuva, chutando as poças d´água, glorificando a glória do amor.
…
Podem não acreditar, mas fiquei sem café da manhã naquele dia, e quase fiquei em almoço também, e quase nem trabalhei direito, esperando por um telefonema… que não aconteceu.
Esperando por uma mensagem de texto… que não aconteceu.
E era sexta-feira, no sábado ela não passaria pela esquina, não iria para o estágio. No domingo…
No domingo, fiz que fiz até que consegui encontrar a Andressa na feira, eu que nunca fiz feira. Encontrei, cerquei, perguntei.
– Ela falou que vai te escrever.
– Mas não escreveu.
– Calma, meu rapaz! Tá parecendo criança.
– Criança!?
– É… tá parecendo uma criança querendo um doce. E isso é ruim, viu!
– Ruim… ruim por quê?
– Porque… porque é bom você não ter muitas esperanças, não. Ela é muito dedicada ao noivo, muito apaixonada, disse que vai falar com você, mas que…
– Para! Não fale mais nada. Vou me jogar debaixo do trem.
– Que trem? Por aqui não passa trem.
…
Passei todo um final de semana fiel.
Acreditem ou não, não tive vontade de sair pras baladas, não tive vontade de me encontrar com alguma amiguinha, não procurei por nenhuma delas e, “por sorte”, nenhuma delas me procurou.
Eu estava fiel, muito fiel, à Sabrina.
E a Sabrina só fui ver na segunda=feira, quinze para as oitos, quando ela passou por mim, fez sinal com as mãos que depois falaria comigo, quando fiquei olhando ela sumir, a maior vontade de ir atrás, e só não fui porque, de repente, podia ser que estaria causando algum mal a ela.
E estaria mesmo.
O noivo, futuro marido, tem algumas manias de ficar de olho nela, vigiar seus passos, e não era improvável que ele a estivesse seguindo até o colégio onde ela faz o estágio… já havia feito perguntas querendo saber quem são os professores, quem isso, quem aquilo.
Fiquei sabendo disso e de outras coisas não na segunda-feira, quando ela me mandou a primeira mensagem, mas pelos dias que se seguiram, pelas mensagens que fomos trocando.
– Mas que sujeito! Manda passear. Se é assim agora, imagina depois que casar!
– Eu imagino. Mas ele está certo, não está? Não tem que cuidar, querer saber das minhas coisas? É sinal de que me ama, não é?
– Te dou uns tapas na bunda.
– Que isso!? Por quê?
– Porque não sou desse tipo, não acho que o homem tem de ficar vigiando a mulher, ou confia ou não confia, e se não confia é melhor acabar logo, e isso, e aquilo, e…
…
Uns quinze dias depois parecíamos já dois velhos amigos, conversando sobre tudo, e quase tudo.
E esse era o meu dilema, a minha frustração, o meu desespero. A coisa não era para ter virado amizade, não era para ter ido por esse caminho.
E por ter pego o caminho errado é que falávamos de tudo e eu já não me encorajava a dizer tudo.
Dizer que a amava de verdade e que era para ela desistir do noivo e ficar comigo, casar comigo.
Falávamos sobre tudo.
– Penso em fazer uma pós-graduação.
– Posso te ajudar.
– Pode? Como?
– Sei lá! Carregando os livros.
– Você é muito engraçado, sabia?
– É que você ainda não me viu…
– Não te vi o quê?
Mas eu não falava o tudo.
De adianta a amizade? – me perguntei, numa certa sexta-feira.
Ou vai ou racha? – sentenciei.
– Escuta, Sabrina… sei que você pode se ofender, mas eu queria sair com você.
– Me ofender não, mas pelo amor de Deus, homem! Já te falei o quanto ele é ciumento. E depois… sairmos pra quê?
– Pra quê… por quê? Porque estou apaixonado por você, realmente apaixonado, como nunca estive na vida. Quero você para preencher o vazio da minha vida, quero você para preencher o vazio do meu apartamento…
– O prédio eu sei qual é, mas qual é o andar, o número?
– ANH!?
– Saio do estágio ao meio dia… tem almoço aí… comida?
– ANH!?
…
Eu nem podia acreditar.
Durante aqueles quase quinze dias, trocávamos mensagens, conversávamos, mas não nos víamos… quer dizer, nos víamos sim, mas apenas quando ela passava a caminho do colégio e, a seu pedido, eu ficava só olhando meio de longe ou até mesmo de perto, mas sem falarmos nada… só uns sorrisinhos disfarçados.
E agora…
Ei-la entrando no meu apartamento.
A minha deusa, a futura mãe dos meus filhos.
A…
– Não tenho muito tempo.
– Estou preparando o almoço e…
– Já falei… não tenho muito tempo.
Se ela tivesse apenas falado, se tivesse apenas falado… acho que eu não ia entender.
Mas como ela ficou parada na minha frente, respirando com um certo nervosismo, olhando nos meus olhos…
– Você… nós…?
– Mas antes você vai ter de provar uma coisa.
– Provar o quê… que coisa?
– Que me ama de verdade.
– Mas claro que te amor! Juro por tudo o que há de mais sagrado nesse mundo.
– Então fala que me ama.
– Já falei, estou falando.
– Olhando nos meus olhos… fala que me ama.
– Te amo sim, menina, te amo muito. Sei que pode parecer prematuro, que… sei lá! Só sei que desde a primeira vez que te vi… do you bealive in love at first time?
– Então te dou um beijo.
– Só um beijo? Eu quero você todinha, quero agora, quero para sempre. Eu te amo, te amo, te amo.
E eu estava realmente sendo muito sincero.
Era a primeira vez, descontando os meus tempos de adolescente, que eu olhava para uma mulher com olhos… com olhos só não, com olhos e com o coração de quem está realmente apaixonado.
Ela se deixou beijar. Um beijinho leve, o primeiro.
Ela passou os braços pelos meus ombros. Outro beijo.
Abracei, beijei, senti desejos de tocar o seu corpo todinho, corpo de uma deusa, seios de uma deusa, ventre de uma deusas, nádegas…
– Aqui mesmo, na sala? – ela sussurrou.
– Não. Você merece algo melhor, muito melhor. Você merece o paraíso.
– Então me leva para o paraíso, me leva.
Foi aos pés da minha cama que a deixei só de calcinha.
Foi na minha cama que a deitei, que beijei seu corpo todinho, todinho mesmo.
Foi ali que tirei sua calcinha, e que beijei mais, mais, mais…
– Te amo! – ela exclamou, enquanto ela juntava a minha cabeça com as duas mãos, tirava a minha boca do seu sexo, e me puxava para que eu beijasse seus lábio. – Diz que me ama. – pediu.
– Te amo. Te amo de verdade. Te amo bastante.
– Sou sua… todinha sua, todinha.
Só ficamos no papai e mamãe.
Mas demos uma, depois que ela, delicadamente, pegou o meu pau e ajeitou na entrada da vagina.
– Sou toda sua. – ficava repetindo. – Todinha sua.
Consegui me segurar até quase fazer ela gozar junto comigo… quase junto, pois ela demorou um pouco mais.
Mas gozou gostoso, me unhando as costas, gemendo baixinho, nitidamente se contendo para não gritar, e mexendo delicadamente o quadril.
Demos uma segunda, depois do pequeno descanso, da pausa para recuperar o fôlego, das mil juras de amor que ela me pediu para eu fazer.
– Jura que me ama, jura?
– Juro.
– Então diz que me ama, diz.
– Te amo. Te amo bastante.
…
Esta é para casar, eu pensava, enquanto a via se levantando a caminho do banheiro, com uma mão entre as pernas, segurando para não vazar.
O amor da minha vida, enquanto ela vestia a calcinha… a mulher dos meus sonhos.
Nunca que eu tinha sonhado uma mulher dos meus sonhos, pois sempre me imaginei solteiro, vivendo livremente, comendo todas. E agora lá estava eu, vendo a Sabrina se vestir, arrumar os cabelos, me dizer que precisa ir.
– Quando é que você volta?
– Você quer que eu volte?
– Para sempre, sempre, todos os dias.
– Então diz que me ama.
– Te amo, te amo, te amo. – eu dizia, num última beijo e abraço, e não estava mentindo, eu sentia amor mesmo, amor puro.
…
– Termina com ele. – sugeri, pedi, quando ela visitou outra vez o meu apartamento, agora com um pouco mais de tempo, com mais calma, mais solta um pouco… até me cavalgou; timidamente, mas cavalgou.
– E então… terminaram? – perguntei, na terceira visita.
– Ainda não. Não está fácil, seis anos de namoro, desde os meus 16 anos que estamos juntos, ele foi o meu primeiro e único.
– Único?
– Até você… Seu cachorro, sem vergonha, me triou do sério, me fez…
– Fiz o quê?
– Me fez fazer coisa que eu nunca tinha pensado em fazer.
– Que coisa?
– Estrar aqui, com você… nunca que eu tinha imaginado, sequer pensado em estar com outro.
– Mas… vai terminar com ele?
– Me dá um tempo.
– Não posso mais te dar tempo, só se…
– Só se…?
– Só se você jurar que não transa mais com ele, que é só comigo. Você jura?
– Mas que jeito, amor? Ele é o meu noivo, não posso negar.
– Não pode negar ou bem que você quer também?
– Poxa! Estou com ele há tanto tempo, não é assim.
…
Teve uma semana que ela me visitou duas vezes, na segunda e na quinta.
Teve uma semana que ela me visitou três vezes, na segunda, na quinta e na sexta.
Teve uma semana que ela me visitou na sexta, pela última vez.
– Que maldade, te esperei na segunda, na terça, na quarta…
– Não é que eu não quisesse vir, é que não pude mesmo. Estou concluindo o estágio, tenho de fazer relatório, e também…
– Também…?
– Estou a três semanas do meu casamento, os preparativos…
– Então vai mesmo casar com ele, não vai ficar comigo.
– Não posso. Esta é a nossa última vez. Mas antes de ir embora quero te deixar uma coisa para pensar.
– Que coisa?
– Você se casaria com uma mulher que andou traindo o noivo às vésperas do casamento? Não precisa responder, é para pensar, depois…
– Depois do quê?
– Depois que a gente transar gostoso, hoje e eu for embora para nunca mais voltar.
– Nunca mais! Então você não me ama.
– Amo sim, mas a minha vida é com ele… vem me comer, vem!
– Vou… vou mesmo… mas estou com tanta raiva que vou comer é a sua bunda.
– Come!
– É? Posso comer?
– Já podia ter comido.
– Ora, sua… sua…!
– Vem me comer, vem… me come todinha… e não precisa dizer que me ama, não precisa não.
…
E foi assim, graças ao cupido, graças à Sabrina, que me livrei de vez dessa ideia tenebrosa de casamento.
Vou continuar com as minhas baladas, minhas amiguinhas, novas amiguinhas…
Eu, hem!

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Anna Riglane… Jornalista, historiadora, pesquisadora do comportamento sexual humano, coletora/escritora e divulgadora de Contos Eróticos transcritos a partir de relatos dos seus leitores e/ou com base em fatos do cotidiano
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